terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Sur L'Amour


Sem qualquer surpresa, hoje Paris foi considerada a melhor cidade do mundo para se ir namorar. E apesar de ser a única capital europeia que já visitei como deve de ser (sim, isto é verdade, e foi quando era criança), era lá que eu passava mesmo bem este fim-de-semana dos namorados. Sem pensar duas vezes. Era perfeito.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Não Há Remédio


Passem os anos que passarem, repitam as vezes que repetirem: eu vejo e revejo o Sex and the City como se nada se passasse, como se não tivesse visto aquilo de trás para a frente uma dúzia de vezes. Já perdi a conta a tantas temporadas e episódios, mas assim que voltam a passá-los num canal de séries, é certinho que ficamos ali todas coladas, logo sem remédio. E os senhores das séries, que descobriram isso, passam e passam e passam e voltam a passar a série. Quando termina, recomeça. E nós recomeçamos todas também, como se fosse a primeira vez.

Aqui há uns dois anos lembro-me que a Fox Life anunciou que ia voltar a passar a série, e pensei logo para mim "vá, já viste tudinho, não caias nisso" e mal começou a primeira temporada, lá estava eu a ver tudo. Depois foi ver a notícia a correr toda a blogosfera, numa loucura total com a novidade, e senti-me acompanhada devido à excitação geral por estar a passar a série todas as noites e por toda a gente estar agarrada àquilo pela +- décima vez, tal como eu. Acabei por ver tudinho até ao fim, mas o pior é que desde aí que parece que eles passam a série sempre, a dar e a recomeçar, com pequenos intervalos de meses entre ela, e a misturar temporadas e tudo. O resultado? Bem, vejo tudo na mesma. Umas vezes apanho a dar, outras vezes vou de propósito às gravações (ontem foram mais dois antes sair para jantar). E assim dou comigo a ver episódios pela n-ésima vez, com falas que já sei de cor, sequências que já consigo prever e mesmo assim me arranca gargalhadas e me deixa tão feliz no fim. E a alegria quando encontro um episódio que só vi uma vez??

Não sei qual o poder que determinadas séries têm para deter este efeito sobre nós, mas há algumas (muito poucas) que o têm e são essas que podem ser consideradas geniais. Porque são, e porque o mundo é prova disso. Ontem acabei de ver toda a série Friends pela segunda vez. O último episódio cai sempre mal, fica um vazio... Mas sabemos sempre que um dia destes vamos recomeçar a ver tudo, não é assim? Basta que apareça outra vez a dar na televisão e o bichinho acorda. E parecem não existir limites para este comportamento. Porque as coisas boas desta vida são assim, para usar e abusar.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Hoje é Daqueles Dias

Daqueles que não podemos deixar de celebrar, daqueles que são desculpa para tudo! Especialmente quando andamos carentes (eu ando há muito tempo assim, mas em especial desde que arranquei os dentes, há quinze dias). Pois então, se hoje é o dia internacional da Nutella, como é que uma pessoa pode ficar descansada da vida e parar de sonhar com chocolate?
Hoje, durante o meu dia de trabalho, que se passou todo entre os sites e páginas de facebook de inúmeros restaurantes e pastelarias, esbarrei-me com variadas celebrações deste dia muuuuito especial por todo o globo - ou não fosse a Nutella um pequeno jarro de felicidade concentrada. É claro que nestes moldes os meus desejos aumentavam de hora para hora e eu, que já há dias pensava em chocolate-chocolate-chocolate, agora já só imaginava de que forma poderia hoje celebrar este dia tão espetacular. Ainda encontrei algumas ideias fantásticas mesmo ao pé de casa, mas como já tenho aproveitado tudo à grande noutras ocasiões semelhantes (o dia mundial do chocolate, o dia de começo da época natalícia e tantos outros que invento só para ir beber um chocolate quente!), fui vencida pela preguiça e fui só até ao supermercado comprar um croissant de chocolate. Apesar de estar rodeada de pastelarias aqui na zona, não aprovo nenhum dos croissants que oferecem, nenhum bate o do supermercado. E assim fui feliz!




Poderia ter sido muito mais feliz (ou pecaminosa) se o meu frasco de Nutella não estivesse fora do prazo, mas nem quero imaginar a desgraça que teria sido num dia como estes - e como eu gosto de celebrar... Então, sendo assim, passo a desgraça para outro lado, exatamente para vocês: deixo-vos com uns rolinhos de Nutella com aspeto di-vi-nal, uma receita que sem dúvida hei-de experimentar! Depois da minha futura dieta dar resultados, claro. Ou quem sabe num dos dias de maluqueira pelo meio da dieta, que também fazem parte. Seja como for, feliz Dia da Nutella!

 A receita é daqui e o blogue é fantástico.
Bom apetite!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Recovering Food



Para alguns almoços desta semana, e visto que continuo nas coisas moles, fiz um belíssimo empadão de salmão e espinafres. Aproveitei esta condição de ainda-em-recuperação para fazer mais algumas experiências culinárias e, apesar do tempo tão limitado para elas, tem sido um sucesso. Faço-as de intuição, sem receitas ou guidelines, e saem bem. Não é nada do outro mundo que comidas comuns fiquem boas, mas quando lhes enfiamos legumes por toda a parte (todas as minhas refeições são altamente vitaminadas, mesmo nesta condição continuo a arranjar maneira) já não é assim tão fácil que saia perfeito, e muito menos que agrade a todos. Os sumos e batidos, embora já esteja farta deles, também têm saído deliciosos - até quando arrisco demasiado.

Assim, depois de confirmar o sucesso de mais este novo empadão, ainda tive a alegria de encontrar ontem esse que está nas imagens. Igual ao meu (embora com fotos mais bonitas) mas um pouquinho menos nutritivo. A minha alegria foi a de ver tantos comentários a essa receita, a dizer que a ideia de fazer empadão de salmão com espinafres é fantástica, que é uma combinação genial, que todos querem experimentar e que deve ser delicioso. E é! Eu tinha acabado de comer igualzinho e adorei. Experimentem com uma generosa camada de puré de couve-flor a iniciar, fica surpreendentemente divinal.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

*


Look deep into nature an then you will understand everything better.
- Albert Einstein

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Segundo Capítulo


Hoje começou um mês marcante. É o do amor e aqui para nós é mais do que isso, é o mês do nosso projeto. Já dissemos isso nas últimas dezenas de meses da nossa vida, em todos os dias 1 quase sem exceção, mas neste está tudo delineado e encaminhado, falta só concretizar. Estamos a safar-nos com o que ainda temos, a dar o tudo por tudo, conscientes de que agora é mesmo o tudo ou nada. E vamos começar a perceber se valeu ou não a pena o prolongado esforço, os sacrifícios, a nossa louca resiliência.

Gostava de poder viver este mês do amor. Tenho milhões de ideias bonitas, daquelas que já queria ter metido em prática em todos os anos anteriores mas que também não podia utilizar, e por isso têm vindo a acumular (assim como a minha ansiedade). Os motivos desta vez são os mesmos... E há um ano atrás eu sofria exatamente do mesmo, porque não iria ter este mês. Deixa-me triste mas tenho de pensar no motivo e continuar a acreditar que vai valer a pena. E acreditar que ainda vou poder "ser namorada" por muito mais tempo para festejar muitas outras vezes que compensem as mil que desperdiçámos... Será que vou a tempo? Quanto tempo teremos ainda para ser namorados? Será que poderemos algum dia compensar todo o tempo que não partilhámos e tudo o que não vivemos? No mínimo, a idade não volta atrás.

Nos últimos anos este mês também tem sido uma espécie de descarga do que não aconteceu em janeiro. Entra-se no novo ano cheio de planos, decisões sérias, promessas a nós próprios, uma vida espetacular pela frente! Mas quando esse mês termina e nada foi colocado em prática, aí é o pânico. O medo de que tudo continue como sempre, que nunca se tenha força para mudar, que continuemos fracos, que afinal seja mais um ano mau. Mas não, não pode! É então que se pega em fevereiro. É o plano B das resoluções, a última oportunidade para provar que somos capazes e que vamos mesmo mudar alguma coisa, lutar por nós e pelo nosso ano, pela nossa vida.

Acima de tudo, é quando chegamos aqui que vemos como um mês já se passou tão rápido e que é assim, mês a mês, que se passa a vida. E é preciso agarrá-la. Começar a ser inteligente e não vê-la mais a passar. Agarrar este mês que é tão pequeno mas tão cheio de tudo. Porque é o segundo capítulo de mais uma história que pode ficar em branco (ou a negro) se não nos esforçamos por tirar alguns momentos para a escrever...


sábado, 31 de janeiro de 2015

Constatação de Fim de Semana


Mas é uma constatação que faço já há muito tempo. Mantenho este blogue não para contar um diário da minha vida. Bem, na verdade não é para algo em específico, mas noto que ele se tem tornado quase num diário e ainda pior, um diário de desabafos de quase sempre coisas chatas que atravesso, ansias ou novos objetivos. Isso é muito chato, especialmente para mim... Se imaginassem as mil ideias que tenho diariamente para vir explorar aqui, sempre positivas e cheias de energia! Mas ao longo do dia vou perdendo toda essa energia, toda, toda, toda... E quando chega a hora de escrever, não tenho vontade, fica para outro dia. E quando algo me move o suficiente para vir escrever, é porque é negativo e eu preciso desse escape. Ora é porque nunca mais na vida dei um passeio, ora porque tenho medo de arrancar dentes, ora porque estou com uns míseros quilos a mais. E daquilo que corre todos os dias na minha cabeça - ideias, constatações, filosofias, descobertas, questões existenciais, observações do que vejo na rua, sonhos e mais sonhos da minha vida - nunca chegam a luz do dia, nunca tenho força suficiente para colocar em palavras ou para gastar um bocadinho mais de tempo a partilhar. E isso é precisamente aquilo que me faria bem escrever (e que com certeza faria melhor a quem lê).

É também daí que vem a minha vontade de remodelação do blogue.Mas... E onde está a vontade de também decidir como fica? Embora eu já tenha também pensado que vai ficar como me vier à cabeça no momento em que o fizer, como me apetecer fazer na hora, e dar-lhe o nome que mais sentir nesse momento.
Também espero que com o início da minha rotina saudável (exercício físico finalmente, alimentação como deve ser e tempo para mim, para respirar e para me alinhar) isto tudo vá muito mais ao lugar e eu chegue ao final do dia com um bocadididididinho mais de energia, progressivamente. Mas até lá, e porque ficou tudo para dia o 12 (se partilhar aqui os dias tenho menos escapatória), vou tentar equilibrar mais isto, partilhar mais os meus pensamentos positivos e banir mais os negativos. Isso é só o princípio para ser uma pessoa mais boazinha para mim.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Até Dia 12!


As minhas decisões de ano novo, tal como as de quase toda a gente, acabam por ir somando em bloco de mês para mês, e eu vou jurando para mim própria que a culpa não é minha. Mas é que não é mesmo. I mean... Com esforço tudo se faz, é verdade, mas há coisas que vão sendo adiadas, tão adiadas que fico logo com receio do "eternamente adiadas". Entrei neste 2015 com tanto peso a mais que a dieta não era apenas uma resolução, era um desejo ardente. Isso e o exercício físico, muito mais a pensar na minha saúde (coisas que já expliquei antes). MAS entrei em 2015 cheia de caixas de chocolate do Natal, como contei, para não falar nos restos da passagem de ano. Na segunda semana recebemos a nossa primeira estagiária para trabalhar na empresa e todas as nossas rotinas mudaram, quis adaptar primeiro e começar depois. Na terceira semana... Bem, essa foi mesmo contra a minha vontade: tirei os dois sisos e passei uma semana a gelados, de leite e de gelo, a batidos de fruta, papa cerelac, entre outros, e deitada. Pronto, ontem era o dia.

Ontem foi o dia em que fui tirar os pontos. Era aquele dia em que ia passar a comer - ufffffff finalmente, comer normalmente!!! - e ia poder voltar a comer coisas saudáveis (e nem estou a falar de dieta, só das minhas coisinhas saudáveis que já deixam tanta saudade). Pois bem, eu tirei os pontos, mas no fim a Dra. Dentista diz-me "e pronto, continue esta alimentação por mais duas semanas" eu fiquei verde e especada até me perguntar qual era a minha dúvida. Eu perguntei "ainda não posso fazer a minha vida normal?", ao que ela responde "mantenha-se nas papas e frutas". Posto isto, saí do consultório bem triste, a fazer contas à vida e a repensar tuuudo mais uma vez.

Há dias, a minha osteopata mandou-me um recado pela mãe: não começar quaisquer projetos pessoais até ao dia 12 de fevereiro. Ela percebe dos astros e "forças do universo", e parece que Mercúrio vai andar alterado e a prejudicar muito todas as nossas iniciativas e tentativas, seja em que áreas for, até esse dia. Eu, que não ligo a essas coisas, e muito menos acredito em sorte e azar, disse logo à minha mãe que nem pensar, jamais poderia esperar tanto tempo, deixar tudo para dia 12 seria impossível, falta muito muito tempo. Assim que pudesse voltar a comer (que era ontem) ia organizar tudo para começar a intervenção logo no dia 1, daqui a dois dias. O plano era simples e óbvio. Então mas e agora, que fico a comer papas e batatas e purés até dia 8? Pois é, cá vai mais um prolongamento forçado. Só mais um e espero mesmo que seja o último.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Rumo à Recuperação


Porque voltei a comer algumas coisas sólidas e mornas(!!) e foi a melhor sensação da semana. Sinto-me menos inválida, mais a caminho da recuperação. Embora com todas as noites de sono que ando a perder (dormir de cabeça alta e virada exclusivamente para um lado não é o repouso dos deuses) só estejam a adiar o processo. Sarar as feridas, aftas e todos os sintomas de corpo débil só vão atrasar-se com este contratempo e falta de descanso, porque repouso é tudo o que não tenho quando regresso ao ativo.
A bem ou a mal, isto tudo vai ter um fim. E eu vou poder voltar a fazer a rotina sem este problema. Ah, e matar saudades de umas bolachas crocantes, das minhas frutas, frutos secos e aveia assim que tirar os pontos da boca. E porque não também um croissant estaladiço? Acho que vai tudo porque sinto muito a falta e vou mesmo merecer festejar.