domingo, 12 de outubro de 2014

Posso Desabafar?


É uma preocupação que não me larga um segundo, nem enquanto durmo. O desconforto que tenho na zona do coração é neste momento uma constante e o meu cérebro fica a mil, preocupado e a tentar tomar decisões e precauções, atitudes que ajudem. Abrandei nas aulas do ginásio - não posso, não posso, não posso, mas foi mesmo porque não deu - e nestes dias em que me decido a caminhar a chuva não dá tréguas. A minha alimentação abusa de tudo (tu-do) o que é recomendado para atacar o colesterol e mesmo assim não me consigo livrar da preocupação, porque não me livro também deste aperto no peito e dores no coração, que vêm e vão. Que este pequeno pare de me pregar partidas porque sinto que quando a minha preocupação aumenta, isto piora. E já não sei como parar esta bola de neve, a não ser uma coragem do outro mundo a atirar-me para a aventura do exercício físico intenso.

Seriously


Alguém não sabe o que isto significa? Em todas as horas em casa de semana, todo o fim de semana... E não apenas dentro de casa casa, também nas idas ao super-mercado ou à esplanada ou numa volta pela rua ou numa ida às compras...? Não?

Reparo que em Portugal somos muito de apontar o dedo e de reparar em coisas para poder criticar, mas quem tem esse hábito (que é tanta gente) não sabe o que perde. Comecem a deixar o soutien em casa e sintam a liberdade em vários aspetos - a mesma que sentem as francesas, as americanas, as atrizes e modelos, toda a gente que leva uma vida muito mais despretensiosa e preocupada só com o que é mais importante, sem "tempo" para reparar no que não interessa.

Mas em casa, minha gente, pelo menos em casa, não sei quem anda com as maminhas na prateleira. É entrar pela porta do lar e no mesmo segundo mandar o soutien a voar de volta para o sítio dele! Ah, e além da nossa alma e espírito livre, a nossa saúde também agradece

sábado, 11 de outubro de 2014

Fácil



Hoje foi daqueles dias marcantes na nossa vida.
Ansiosamente à espera de respostas nos próximos dias.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Dreamin ♡



"I imagine a world where we smile, we have low batteries,
Cause that all mean we would be one bar closer to humanity"

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A Curto-Prazo


É nesse caminho que estamos,
É a atitude a abrir mais uma semana.
Tudo vai correr bem.

domingo, 5 de outubro de 2014

Meaningful Living


Foi uma semana muito intensa, cheia de dias felizes como previa. Vi ficar muito feliz quem mais me faz feliz. Levei um rasgo de felicidade a quem estaria menos feliz. Com tudo isto, acabei eu feliz. Se existirem dúvidas de que dar aos outros é a forma mais pura de felicidade, então basta fazer a experiência. De facto, num dos livros que li recentemente diz que a ciência provou ser impossível cair em depressões ou estados de ansiedade quando estamos focados nos outros, em dar ou ajudar. E isto não é cair necessariamente no cliché do voluntariado. É simplesmente descentrar um bocadinho, parar um pouco com o eu-eu-eu-eu-eu-eu dos nossos dias e dar um bocadinho de nós às pessoas de quem gostamos (ou às que precisam), doar um bocadinho do nosso tempo e da nossa atenção - das melhores coisas que se podem oferecer atualmente! E quem sai a ganhar no fim? Todos. Um win-win a aplicar em nome de um mundo mais feliz. Eu faço-o todos os dias no meu mundo... E tudo é muito mais bonito assim.

sábado, 4 de outubro de 2014

Ambições Trocadas

Ontem fiquei um bocado incrédula quando no jornal da hora de almoço dedicaram um bom espaço de tempo ao tema do grande jackpot do euromilhões. Mas não no sentido normal, de noticiar os cem milhões pontuais desta semana. Foi uma espécie de reportagem dramática onde escolheram alguns protagonistas, infelizes, já com as suas idades e sonhos por cumprir. Uma queria desde os onze anos cantar o fado, outro queria sei lá o quê. Coitados, só lhes faltava o euromilhões para serem o que queriam na vida e o lema da história era que se ao menos lhes calhasse o prémio eles poderiam ser felizes. E que enquanto houver euromilhões todas as semanas, haverá esperança. A sério que eu devo ter ficado literalmente de boca aberta enquanto assistia a isto.
Então agora é este tipo de mensagem que se passa à população? É esta a cultura que queremos alimentar? De basear os nossos desejos e sucessos na sorte e numa probabilidade aleatória (e mínima)? Se não os alcançamos, a culpa é do azar? Eu já reparava há muito tempo que, cada vez mais, quem não soma consquistas na vida atribui sempre as culpas ao azar e inveja de morte quem alcança sucessos, mas não estava ciente de que já eram os próprios telejornais que nos ensinavam a fazê-lo. Alimentar uma cultura deste tipo é simplesmente encaminhar-nos para o abismo.

Há mais de uma semana lia algures numa revista os resultados de alguns estudos sobre este tema. Concordei com cada palavra dos resultados descritos e pensei que a nossa cultura de coitadismo tem muitas mais origens que as que podemos imaginar. Sabe-se então que o tipo de pessoas que apostam regularmente em jogos de azar têm um perfil comum, de "achar que merecem a sorte" e de depositarem as suas esperanças de grandes conquistas nesse golpe de sorte aleatório. São pessoas que procuram obter um enorme retorno correndo um risco baixíssimo - e aparentemente não sabem que isso é praticamente impossível - e colocam mesmo as suas esperanças e sonhos de vida nesta probabilidade nula. Acho que nos estudos, resumidamente, explicavam por palavras subtis que as pessoas que investem em jogos de azar são pobres de espírito, de fraca mente e com ambições subjetivas. Geralmente, são as pessoas mais pobres que alinham nestes hábitos. Não será paradoxal?
No próprio cristianismo é proibido avançar para este tipo de coisas - jogos de azar. A religião não pode compreender como alguém pode subestimar o trabalho para “arriscar o seu dinheiro na tentativa de multiplicá-lo em algo que é contra as probabilidades”. Na bíblia pode mesmo ler-se sobre o insulto que é esbanjar o precioso dinheiro que provém do trabalho (o que é algo de verdadeiro valor, especialmente hoje em dia) em algo aleatório: Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor naquilo que não podeis satisfazer?
A isto chama-se cair em tentação. E com um verdadeiro fundo de razão. Porque raio gastam as pessoas o pouco dinheiro que têm e que seria muito mais útil se fosse poupado, que em anos daria para construir algo, e o deixam ao sabor da sorte, para a seguir se chatearem e meterem as culpas no azar? E a seguir ainda conseguem dizer que não têm nada? A resposta está demasiado fácil de obter nos dias de hoje: todos querem os seus desejos cumpridos no imediato, ninguém quer esperar para construir, têm sede de ter e é para hoje, o futuro demora muito tempo. Não pensaram nisso com tempo, não traçaram um plano para o que queriam obter, e agora querem tudo para ontem. Isto é nos jogos e em tudo no mundo atual.
Vi esta semana na papelaria uma senhora a "papar" tudo o que era apostas. Preencheu 60€ de euromilhões e mais um tanto de totoloto, perguntou quais eram as raspadinhas do dia, pediu 5 para fazer ali e mais 5 para levar, e no fim perguntou pelas lotarias. Quis saber quanto era cada uma (10€) e disse que levava 5 dessas. Eu pensei para mim na altura quanto é que pouparia esta senhora por ano se guardasse no mealheiro este investimento todas as semanas e tudo o que poderia obter com essa poupança.

A resposta para estes fenómenos está no dinheiro fácil, nos desejos materiais e no sucesso pelo contorno do trabalho. Mas será que alguém se ia sentir realizado e com uma grande conquista por ganhar este prémio? A maior parte dos premiados sentem um vazio tão grande (depois da euforia) que acabam doentes e com muito menos dinheiro do que antes do prémio!
Hoje a tentação é grande, a sedução pelo mundo de aparências e a ganância justificam o desejo ardente por estes prémios e a esperança tão parva, tão triste, de fazer a vida através desta sorte.
Se já na bíblia se lia que "a fazenda que procede da vaidade diminuirá, mas quem a ajunta pelo trabalho terá aumento", será muito difícil ver as coisas com clareza?
Numa sociedade completamente iludida pelas aparências, tudo está espelhado pelas atitudes predominantes: a corrida à fama fácil pela Casa dos Segredos e concursos de música; a tentativa forçada de se ficar conhecido pelos meios mais fáceis como os blogues, canais de youtube, instagram; a tentativa forçada de ter ideias de negócio para forjar empresas, levá-las a concurso, ganhar prémios e fingir o sucesso sem sequer começar a ter o verdadeiro trabalho de implementá-la; a corrida aos boletins de apostas para fazer fortuna rapidamente, contornando todo o trabalho de construção do dia a dia.

Esta mentalidade entristece-me e é predominante na cultura ocidental, mas sobretudo em Portugal. A nossa falta de atitude para o que realmente importa é preocupante. A quantidade de energia que deviamos aplicar em trabalho e evolução é aquela que depositamos com toda a força a reclamar do que não temos e do que os outros não fazem por nós. Esta nossa cultura do coitadismo é irrefutável, está enraizada, os pais passam esta mensagem aos filhos, e ela está também espelhada nas nossas casas de apostas! Somos o país com maior valor gasto em jogos de azar em toda a Europa - e somos dos países mais pequenos também! E supostamente a atravessar uma grande crise económica. A lógica disto?! Bem, ela não existe, isto é totalmente paradoxal. Quanto ao jogo, podem continuar a fazer grandes apostas porque eu não me incomodo - só não compreendo se depositarem aí as esperanças de uma vida melhor. Mas, por amor de Deus, não roguem pragas ao mundo, não fiquem transtornados e muito menos digam que não têm sorte na vida sempre que não ganharem prémios. Porque isso são extras na vida e não naquilo em que ela se deve basear. Pelo menos por enquanto.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014


Vêm aí dias muito felizes. Pensando bem, nem são só amanhã e depois, acho (ou pelo menos espero) que se vão prolongar por muito tempo. Mas esta semana vão ser muito excitantes. É o aniversário para celebrar, é o dia de dar miminhos à mana na operação dela, e esta é também a semana em que começo a trabalhar por inteiro, dedicada a fundo. Estou muito entusiasmada com tudo o que ando a planear e tudo isto seria perfeito se não fossem as noites que não tenho conseguido dormir com a excitação e depois tenho um cansaço extremo durante o dia, mas isto há-de ir ao sítio. Hoje é o dia do coração e o meu anda todo contente e a mil, mas desta vez por muitas coisas boas.

domingo, 28 de setembro de 2014