domingo, 5 de outubro de 2014
Meaningful Living
Foi uma semana muito intensa, cheia de dias felizes como previa. Vi ficar muito feliz quem mais me faz feliz. Levei um rasgo de felicidade a quem estaria menos feliz. Com tudo isto, acabei eu feliz. Se existirem dúvidas de que dar aos outros é a forma mais pura de felicidade, então basta fazer a experiência. De facto, num dos livros que li recentemente diz que a ciência provou ser impossível cair em depressões ou estados de ansiedade quando estamos focados nos outros, em dar ou ajudar. E isto não é cair necessariamente no cliché do voluntariado. É simplesmente descentrar um bocadinho, parar um pouco com o eu-eu-eu-eu-eu-eu dos nossos dias e dar um bocadinho de nós às pessoas de quem gostamos (ou às que precisam), doar um bocadinho do nosso tempo e da nossa atenção - das melhores coisas que se podem oferecer atualmente! E quem sai a ganhar no fim? Todos. Um win-win a aplicar em nome de um mundo mais feliz. Eu faço-o todos os dias no meu mundo... E tudo é muito mais bonito assim.
sábado, 4 de outubro de 2014
Ambições Trocadas
Ontem fiquei um bocado incrédula quando no jornal da hora de almoço dedicaram um bom espaço de tempo ao tema do grande jackpot do euromilhões. Mas não no sentido normal, de noticiar os cem milhões pontuais desta semana. Foi uma espécie de reportagem dramática onde escolheram alguns protagonistas, infelizes, já com as suas idades e sonhos por cumprir. Uma queria desde os onze anos cantar o fado, outro queria sei lá o quê. Coitados, só lhes faltava o euromilhões para serem o que queriam na vida e o lema da história era que se ao menos lhes calhasse o prémio eles poderiam ser felizes. E que enquanto houver euromilhões todas as semanas, haverá esperança. A sério que eu devo ter ficado literalmente de boca aberta enquanto assistia a isto.
Então agora é este tipo de mensagem que se passa à população? É esta a cultura que queremos alimentar? De basear os nossos desejos e sucessos na sorte e numa probabilidade aleatória (e mínima)? Se não os alcançamos, a culpa é do azar? Eu já reparava há muito tempo que, cada vez mais, quem não soma consquistas na vida atribui sempre as culpas ao azar e inveja de morte quem alcança sucessos, mas não estava ciente de que já eram os próprios telejornais que nos ensinavam a fazê-lo. Alimentar uma cultura deste tipo é simplesmente encaminhar-nos para o abismo.
Há mais de uma semana lia algures numa revista os resultados de alguns estudos sobre este tema. Concordei com cada palavra dos resultados descritos e pensei que a nossa cultura de coitadismo tem muitas mais origens que as que podemos imaginar. Sabe-se então que o tipo de pessoas que apostam regularmente em jogos de azar têm um perfil comum, de "achar que merecem a sorte" e de depositarem as suas esperanças de grandes conquistas nesse golpe de sorte aleatório. São pessoas que procuram obter um enorme retorno correndo um risco baixíssimo - e aparentemente não sabem que isso é praticamente impossível - e colocam mesmo as suas esperanças e sonhos de vida nesta probabilidade nula. Acho que nos estudos, resumidamente, explicavam por palavras subtis que as pessoas que investem em jogos de azar são pobres de espírito, de fraca mente e com ambições subjetivas. Geralmente, são as pessoas mais pobres que alinham nestes hábitos. Não será paradoxal?
No próprio cristianismo é proibido avançar para este tipo de coisas - jogos de azar. A religião não pode compreender como alguém pode subestimar o trabalho para “arriscar o seu dinheiro na tentativa de multiplicá-lo em algo que é contra as probabilidades”. Na bíblia pode mesmo ler-se sobre o insulto que é esbanjar o precioso dinheiro que provém do trabalho (o que é algo de verdadeiro valor, especialmente hoje em dia) em algo aleatório: Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor naquilo que não podeis satisfazer?
A isto chama-se cair em tentação. E com um verdadeiro fundo de razão. Porque raio gastam as pessoas o pouco dinheiro que têm e que seria muito mais útil se fosse poupado, que em anos daria para construir algo, e o deixam ao sabor da sorte, para a seguir se chatearem e meterem as culpas no azar? E a seguir ainda conseguem dizer que não têm nada? A resposta está demasiado fácil de obter nos dias de hoje: todos querem os seus desejos cumpridos no imediato, ninguém quer esperar para construir, têm sede de ter e é para hoje, o futuro demora muito tempo. Não pensaram nisso com tempo, não traçaram um plano para o que queriam obter, e agora querem tudo para ontem. Isto é nos jogos e em tudo no mundo atual.
Vi esta semana na papelaria uma senhora a "papar" tudo o que era apostas. Preencheu 60€ de euromilhões e mais um tanto de totoloto, perguntou quais eram as raspadinhas do dia, pediu 5 para fazer ali e mais 5 para levar, e no fim perguntou pelas lotarias. Quis saber quanto era cada uma (10€) e disse que levava 5 dessas. Eu pensei para mim na altura quanto é que pouparia esta senhora por ano se guardasse no mealheiro este investimento todas as semanas e tudo o que poderia obter com essa poupança.
A resposta para estes fenómenos está no dinheiro fácil, nos desejos materiais e no sucesso pelo contorno do trabalho. Mas será que alguém se ia sentir realizado e com uma grande conquista por ganhar este prémio? A maior parte dos premiados sentem um vazio tão grande (depois da euforia) que acabam doentes e com muito menos dinheiro do que antes do prémio!
Hoje a tentação é grande, a sedução pelo mundo de aparências e a ganância justificam o desejo ardente por estes prémios e a esperança tão parva, tão triste, de fazer a vida através desta sorte.
Se já na bíblia se lia que "a fazenda que procede da vaidade diminuirá, mas quem a ajunta pelo trabalho terá aumento", será muito difícil ver as coisas com clareza?
Numa sociedade completamente iludida pelas aparências, tudo está espelhado pelas atitudes predominantes: a corrida à fama fácil pela Casa dos Segredos e concursos de música; a tentativa forçada de se ficar conhecido pelos meios mais fáceis como os blogues, canais de youtube, instagram; a tentativa forçada de ter ideias de negócio para forjar empresas, levá-las a concurso, ganhar prémios e fingir o sucesso sem sequer começar a ter o verdadeiro trabalho de implementá-la; a corrida aos boletins de apostas para fazer fortuna rapidamente, contornando todo o trabalho de construção do dia a dia.
Esta mentalidade entristece-me e é predominante na cultura ocidental, mas sobretudo em Portugal. A nossa falta de atitude para o que realmente importa é preocupante. A quantidade de energia que deviamos aplicar em trabalho e evolução é aquela que depositamos com toda a força a reclamar do que não temos e do que os outros não fazem por nós. Esta nossa cultura do coitadismo é irrefutável, está enraizada, os pais passam esta mensagem aos filhos, e ela está também espelhada nas nossas casas de apostas! Somos o país com maior valor gasto em jogos de azar em toda a Europa - e somos dos países mais pequenos também! E supostamente a atravessar uma grande crise económica. A lógica disto?! Bem, ela não existe, isto é totalmente paradoxal. Quanto ao jogo, podem continuar a fazer grandes apostas porque eu não me incomodo - só não compreendo se depositarem aí as esperanças de uma vida melhor. Mas, por amor de Deus, não roguem pragas ao mundo, não fiquem transtornados e muito menos digam que não têm sorte na vida sempre que não ganharem prémios. Porque isso são extras na vida e não naquilo em que ela se deve basear. Pelo menos por enquanto.
Então agora é este tipo de mensagem que se passa à população? É esta a cultura que queremos alimentar? De basear os nossos desejos e sucessos na sorte e numa probabilidade aleatória (e mínima)? Se não os alcançamos, a culpa é do azar? Eu já reparava há muito tempo que, cada vez mais, quem não soma consquistas na vida atribui sempre as culpas ao azar e inveja de morte quem alcança sucessos, mas não estava ciente de que já eram os próprios telejornais que nos ensinavam a fazê-lo. Alimentar uma cultura deste tipo é simplesmente encaminhar-nos para o abismo.
Há mais de uma semana lia algures numa revista os resultados de alguns estudos sobre este tema. Concordei com cada palavra dos resultados descritos e pensei que a nossa cultura de coitadismo tem muitas mais origens que as que podemos imaginar. Sabe-se então que o tipo de pessoas que apostam regularmente em jogos de azar têm um perfil comum, de "achar que merecem a sorte" e de depositarem as suas esperanças de grandes conquistas nesse golpe de sorte aleatório. São pessoas que procuram obter um enorme retorno correndo um risco baixíssimo - e aparentemente não sabem que isso é praticamente impossível - e colocam mesmo as suas esperanças e sonhos de vida nesta probabilidade nula. Acho que nos estudos, resumidamente, explicavam por palavras subtis que as pessoas que investem em jogos de azar são pobres de espírito, de fraca mente e com ambições subjetivas. Geralmente, são as pessoas mais pobres que alinham nestes hábitos. Não será paradoxal?
No próprio cristianismo é proibido avançar para este tipo de coisas - jogos de azar. A religião não pode compreender como alguém pode subestimar o trabalho para “arriscar o seu dinheiro na tentativa de multiplicá-lo em algo que é contra as probabilidades”. Na bíblia pode mesmo ler-se sobre o insulto que é esbanjar o precioso dinheiro que provém do trabalho (o que é algo de verdadeiro valor, especialmente hoje em dia) em algo aleatório: Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor naquilo que não podeis satisfazer?
A isto chama-se cair em tentação. E com um verdadeiro fundo de razão. Porque raio gastam as pessoas o pouco dinheiro que têm e que seria muito mais útil se fosse poupado, que em anos daria para construir algo, e o deixam ao sabor da sorte, para a seguir se chatearem e meterem as culpas no azar? E a seguir ainda conseguem dizer que não têm nada? A resposta está demasiado fácil de obter nos dias de hoje: todos querem os seus desejos cumpridos no imediato, ninguém quer esperar para construir, têm sede de ter e é para hoje, o futuro demora muito tempo. Não pensaram nisso com tempo, não traçaram um plano para o que queriam obter, e agora querem tudo para ontem. Isto é nos jogos e em tudo no mundo atual.
Vi esta semana na papelaria uma senhora a "papar" tudo o que era apostas. Preencheu 60€ de euromilhões e mais um tanto de totoloto, perguntou quais eram as raspadinhas do dia, pediu 5 para fazer ali e mais 5 para levar, e no fim perguntou pelas lotarias. Quis saber quanto era cada uma (10€) e disse que levava 5 dessas. Eu pensei para mim na altura quanto é que pouparia esta senhora por ano se guardasse no mealheiro este investimento todas as semanas e tudo o que poderia obter com essa poupança.
A resposta para estes fenómenos está no dinheiro fácil, nos desejos materiais e no sucesso pelo contorno do trabalho. Mas será que alguém se ia sentir realizado e com uma grande conquista por ganhar este prémio? A maior parte dos premiados sentem um vazio tão grande (depois da euforia) que acabam doentes e com muito menos dinheiro do que antes do prémio!
Hoje a tentação é grande, a sedução pelo mundo de aparências e a ganância justificam o desejo ardente por estes prémios e a esperança tão parva, tão triste, de fazer a vida através desta sorte.
Se já na bíblia se lia que "a fazenda que procede da vaidade diminuirá, mas quem a ajunta pelo trabalho terá aumento", será muito difícil ver as coisas com clareza?
Numa sociedade completamente iludida pelas aparências, tudo está espelhado pelas atitudes predominantes: a corrida à fama fácil pela Casa dos Segredos e concursos de música; a tentativa forçada de se ficar conhecido pelos meios mais fáceis como os blogues, canais de youtube, instagram; a tentativa forçada de ter ideias de negócio para forjar empresas, levá-las a concurso, ganhar prémios e fingir o sucesso sem sequer começar a ter o verdadeiro trabalho de implementá-la; a corrida aos boletins de apostas para fazer fortuna rapidamente, contornando todo o trabalho de construção do dia a dia.
Esta mentalidade entristece-me e é predominante na cultura ocidental, mas sobretudo em Portugal. A nossa falta de atitude para o que realmente importa é preocupante. A quantidade de energia que deviamos aplicar em trabalho e evolução é aquela que depositamos com toda a força a reclamar do que não temos e do que os outros não fazem por nós. Esta nossa cultura do coitadismo é irrefutável, está enraizada, os pais passam esta mensagem aos filhos, e ela está também espelhada nas nossas casas de apostas! Somos o país com maior valor gasto em jogos de azar em toda a Europa - e somos dos países mais pequenos também! E supostamente a atravessar uma grande crise económica. A lógica disto?! Bem, ela não existe, isto é totalmente paradoxal. Quanto ao jogo, podem continuar a fazer grandes apostas porque eu não me incomodo - só não compreendo se depositarem aí as esperanças de uma vida melhor. Mas, por amor de Deus, não roguem pragas ao mundo, não fiquem transtornados e muito menos digam que não têm sorte na vida sempre que não ganharem prémios. Porque isso são extras na vida e não naquilo em que ela se deve basear. Pelo menos por enquanto.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
♥
Vêm aí dias muito felizes. Pensando bem, nem são só amanhã e depois, acho (ou pelo menos espero) que se vão prolongar por muito tempo. Mas esta semana vão ser muito excitantes. É o aniversário para celebrar, é o dia de dar miminhos à mana na operação dela, e esta é também a semana em que começo a trabalhar por inteiro, dedicada a fundo. Estou muito entusiasmada com tudo o que ando a planear e tudo isto seria perfeito se não fossem as noites que não tenho conseguido dormir com a excitação e depois tenho um cansaço extremo durante o dia, mas isto há-de ir ao sítio. Hoje é o dia do coração e o meu anda todo contente e a mil, mas desta vez por muitas coisas boas.
domingo, 28 de setembro de 2014
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
E Tudo Mudou
O verão despediu-se de forma tão violenta, há dois dias, e o outono chega assim, de mansinho... Com sol, mas a lembrar-nos que já não estamos à vontadinha. Parece que num par de dias tudo mudou.
Custou-me muito acreditar que estávamos mesmo a entrar nesta nova estação, que se acabou assim a silly season, do nada, e que me passou tudo novamente ao lado. Tantos sonhos, planos e projetos eternamente adiados. Custa tanto que não consigo traduzir em palavras. Agora, tendo de encarar que é mesmo verdade, que acabou (...), tenho de voltar a fazer o exercício no qual estou a ganhar cada vez mais experiência: deitar tudo para trás das costas, aceitar as derrotas e tudo o que perdi, fingir que não aconteceu. Seguir em frente como se nada fosse. É mais uma cicatriz que se instala no meu coração. E como qualquer cicatriz, podemos ignorá-la, mas a marca fica ali para sempre. Já são demasiadas a acumular num coração tão pequenino e frágil, eu só espero que ele aguente mais esta. Só mais esta. Mas isso veremos nas análises do próximo mês...
Como foi realmente difícil de acreditar nesta (precoce) mudança de estação, precisei de muita inspiração. Quando digo muita, foi mesmo em doses generosas para eu própria me enganar desde o início. Agora já estou mais "enganadinha", já estou até bastante entusiasmada por esta decadente mas tão mágica chegada do outono. É tão melancólica, dourada e misteriosa esta fase de transição. Matar saudades do fresquinho, do cheiro da chuva, das meias quentinhas, do chá quente como companhia, das primeiras mantinhas no sofá... As cores do parque ficam irresistíveis, parece que na verdade tudo fica irresistível. Vem a vontade de fazer bolo, de acender velas, de combinar um chocolate quente algures, de marcar lanches em casa. Enfim, nota-se que a inspiração resultou? Fico sempre rendida aos encantos do outono, totalmente inspirada, e não há como não aproveitar as vantagens de um novo ciclo - a isto chama-se ter a coragem de olhar sempre para o copo meio cheio. Partilho alguma da minha inspiração com quem também precisar, ou quem simplesmente quiser deixar-se levar...
Custou-me muito acreditar que estávamos mesmo a entrar nesta nova estação, que se acabou assim a silly season, do nada, e que me passou tudo novamente ao lado. Tantos sonhos, planos e projetos eternamente adiados. Custa tanto que não consigo traduzir em palavras. Agora, tendo de encarar que é mesmo verdade, que acabou (...), tenho de voltar a fazer o exercício no qual estou a ganhar cada vez mais experiência: deitar tudo para trás das costas, aceitar as derrotas e tudo o que perdi, fingir que não aconteceu. Seguir em frente como se nada fosse. É mais uma cicatriz que se instala no meu coração. E como qualquer cicatriz, podemos ignorá-la, mas a marca fica ali para sempre. Já são demasiadas a acumular num coração tão pequenino e frágil, eu só espero que ele aguente mais esta. Só mais esta. Mas isso veremos nas análises do próximo mês...
Como foi realmente difícil de acreditar nesta (precoce) mudança de estação, precisei de muita inspiração. Quando digo muita, foi mesmo em doses generosas para eu própria me enganar desde o início. Agora já estou mais "enganadinha", já estou até bastante entusiasmada por esta decadente mas tão mágica chegada do outono. É tão melancólica, dourada e misteriosa esta fase de transição. Matar saudades do fresquinho, do cheiro da chuva, das meias quentinhas, do chá quente como companhia, das primeiras mantinhas no sofá... As cores do parque ficam irresistíveis, parece que na verdade tudo fica irresistível. Vem a vontade de fazer bolo, de acender velas, de combinar um chocolate quente algures, de marcar lanches em casa. Enfim, nota-se que a inspiração resultou? Fico sempre rendida aos encantos do outono, totalmente inspirada, e não há como não aproveitar as vantagens de um novo ciclo - a isto chama-se ter a coragem de olhar sempre para o copo meio cheio. Partilho alguma da minha inspiração com quem também precisar, ou quem simplesmente quiser deixar-se levar...
♡ Feliz Outono ♡
terça-feira, 23 de setembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
*
O verão surpreendeu-nos a todos por não se ter guardado para setembro. Aliás, este não só nos falhou por não ser um mês com calor anormal, como nos surpreendeu com tanta chuva, mau tempo, trovoada durante uma semana, a chegada de um outono antecipado. Penso muitas vezes em quantos casamentos marcados para esta altura (o mês dos casamentos) e em quantas férias arruinadas. Aliás, as únicas férias românticas que já fiz foram sempre em setembro. Este ano foi uma surpresa total e se a cada semana alimentámos a esperança de que a chuva fosse passageira e que o verão ainda espreitava ao virar da esquina, agora chegou a hora de cair na real. Vou parar de ouvir na mercearia que "ainda vem aí muito verão depois desta trovoada!" e que "esta chuva é passageira porque eu vou de férias no fim do mês e diz que o pior calor ainda está para vir". Pois... Já não, agora não há mais esperanças, o verão termina mesmo hoje - e o verão verdadeiro terminou há semanas.
E porque o meu, pessoalmente, parece que nem chegou a começar, hoje recordo alguns momentos da semana que passei em casa dos meus pais quando estava a precisar muito, a abrir agosto e ainda com tantas esperanças nessa altura. Valeram-me esses dias de descanso e vitamina D, tão importante e tão vital e tão barata. Voltei com outra força. Agora aqui estou eu, já com um pé no novo ciclo que começa amanhã.
Porque a semana se dividiu exatamente entre isto: a praia que fica junto de casa e os mimos da mãe, e algumas asneiras daquelas obrigatórias nas férias. Ansiosamente à espera do próximo verão para me vingar de todos estes que negligenciei e ecoam como fantasmas na minha cabeça.
Por curiosidade, na primeira foto encontram o "palacete" e respetivo coreto da novela Sol de Inverno.
E porque o meu, pessoalmente, parece que nem chegou a começar, hoje recordo alguns momentos da semana que passei em casa dos meus pais quando estava a precisar muito, a abrir agosto e ainda com tantas esperanças nessa altura. Valeram-me esses dias de descanso e vitamina D, tão importante e tão vital e tão barata. Voltei com outra força. Agora aqui estou eu, já com um pé no novo ciclo que começa amanhã.
Porque a semana se dividiu exatamente entre isto: a praia que fica junto de casa e os mimos da mãe, e algumas asneiras daquelas obrigatórias nas férias. Ansiosamente à espera do próximo verão para me vingar de todos estes que negligenciei e ecoam como fantasmas na minha cabeça.
Por curiosidade, na primeira foto encontram o "palacete" e respetivo coreto da novela Sol de Inverno.
Guerra Aberta ao Colesterol
Assim que descobri o resultado avassalador dos meus níveis de colesterol, soube que tinha de tomar imediatamente uma atitude. Drástica. No dia seguinte, no médico, confirmei-o. A vontade de melhorar tornou-se intensa e comecei logo a definir metas e estratégias de ataque a este problema que me apanhou de surpresa e me deixou perplexa.
Andava a viver esta vida estranha há demasiado tempo, varrendo para o lado a certeza de que teria consequências. Elas são silenciosas, é fácil fingir que ainda temos tempo, que se podem adiar os cuidados, ir esperando "só mais um bocadinho" para tomar uma atitude. Até que um par de anos voa e somos surpreendidos, e em vez de termos prevenido cenários graves, vemo-nos obrigados a remediar - e sabe-se lá qual a gravidade do que haverá para remediar. Estou muito arrependida de não ter cuidado de mim mais cedo, de me ter posto sempre para último lugar no meio disto tudo. Os primeiros sinais de colesterol apareceram há exatamente um ano, no mês que terminava a minha tese de mestrado para entregá-la. Mas o que ia fazer, desistir da tese? Não foi a melhor altura para fazer análises, estava sob um stress intenso e, apesar de termos ficado preocupados (falo da minha família), fiquei de repetir a análise numa fase mais estável. Mas a fase estável não chegou, só surgiram cada vez mais problemas até que fui fazer novamente análise em maio deste ano, no meio de um turbilhão de coisas e à porta de umas quantas preocupações mais sérias. O colesterol não tinha desaparecido, tinha até aumentado um pouquinho. A médica ficou super preocupada com aquele valor, disse para eu vir para casa, passar o verão a fazer dieta, exercício, arranjar forma de acalmar os meus nervos, cuidar bem de mim e voltar lá com nova análise. Bem, eu não fiz absolutamente nada disso e fui lá com a nova análise, depois de mais uns meses de sedentarismo total, de não sair nem tirar férias, de stress, de zero vida social e de uma nova experiência fantástica: ansiedade com dores no peito. O resultado foi um respeitoso valor de 252mg/dl.
Se por um lado a minha alimentação e peso saudáveis não justificam este resultado, o meu sedentarismo, comportamento fatal do nosso século, estava a levar-me a rebentar por dentro. Por outro lado, este assassino ainda alimenta o meu stress, dá-lhe uma almofada confortável para se instalar, dá-lhe as boas vindas e diz que o meu corpo é o sítio ideal para viver e que aqui pode permanecer. As preocupações dos últimos meses (anos?) levaram a esta bola de neve que agora tenho de desfazer. É uma missão muito mais dolorosa do que a prevenção, especialmente para mim, que estou a começar do zero. Ninguém pode imaginar o que me custa fazer exercício...
Desde o resultado que estou inscrita no ginásio, para começar devagar (a um ritmo possível para mim) mas com frequência. Desde essa semana que estou em dieta ainda mais a sério que a habitual e a insistir muito em alimentos que diminuem o colesterol. Complemento com aulas de pilates, body balance e muitos exercícios de yoga - uma autêntica tortura para mim, pelo menos agora em fase inicial - e com caminhadas no parque sempre que a chuva dá uma aberta. São dores musculares constantes e só as caminhadas já são um desafio para mim, já que a minha má circulação não me permite puxar muito pelo corpo sob pena de me desfazer em comichões desesperantes. Nem vou falar das cãibras em série durante as aulas de ginásio.
É este o estado crítico em que me encontro. É profundamente chocante quando abrimos os olhos para perceber o estado a que deixámos chegar o nosso corpo e perceber como ele andava a gritar por socorro ao longo de tanto tempo e nós a assobiar para o lado! E não ter noção das graves consequências disso, pois são silenciosas.
Eu tive de chegar a este ponto para perceber o mal que andava a fazer a mim própria, mas aprendi a lição para a vida. Escrevo este post com dor no peito, mas agora isto só tem como melhorar. Eu pelo menos estou a fazer por isso, até porque tenho apenas um mês para obter novos resultados e mostrar uma nova análise à médica. Vamos a isso!
domingo, 21 de setembro de 2014
Domingo ♡
O dia que é das famílias hoje vai mesmo sê-lo.
Também é dia de pensar, ponderar, organizar.
Sonhar...
É o último de mais um verão e só eu sei como aperta cá dentro.
Que as águas deste outono lavem as lágrimas da minha alma.
sábado, 20 de setembro de 2014
Emagrecer
Foi uma má altura para começar a fazer dieta. É preciso um mínimo de estabilidade para avançar numa aventura que deixa geralmente as pessoas de mau-humor, irritadiças, tristes, impulsivas. É o que os estudos dizem sobre quem entra em dieta, é complicado. Eu nunca o tinha sentido porque o faço sempre motivada, mas desta vez estou a chegar à fase dos desejos... Ou será fase de carência emocional? Seja o que for, isto não podia ser mais adiado e agora não há volta a dar. Se ficasse à espera de estabilidade corria o risco de nunca mais aliviar pontos na balança. Vamos lá ter força!
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