terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Portuguese Pride


Foi um orgulho ver o Ronaldo ganhar aquele prémio. Era merecido, e merecido há tanto tempo que ele não conseguiu conter-se. Fiquei muito feliz pela felicidade dele! E quase eu não me continha também.
Se virmos o Messi nos últimos a receber os seus prémios de melhor do mundo, ele faz apenas um ar de fanfarrão enquanto pensa "tomem lá que ganhei mais um". E não é que não mereça, mas o Ronaldo mata-se ano após ano para poder estar ali e para merecer o primeiro lugar. É um exemplo de tanto trabalho, dedicação total e esforço que, uma vez reconhecido, deve ter sido uma sensação de felicidade inacreditável. E quando é merecido é tão tão tão bom de ver. Que venha o próximo para o melhor do mundo!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

For this week


 
Jump into the middle of things,
get your hands dirty
fall flat on your face,
and then reach for the stars.

- Joan L. Curcio

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

The Last Day


Hoje foi dia de reis, que para mim é normalmente uma espécie dia de choque. Chega ao fim mais época natalícia, tão bonita mas tão fugaz. Talvez por nunca conseguir aproveitá-la bem este dia seja tão amargo para mim. E fico assim, nostálgica, a querer mais um bocadinho deste ambiente de luzinhas e enfeites e velas, amor... Sem vontade de aceitar que acabou.
Mas acabou... Falta arranjar um espacinho na agenda para desmontar tudo e é um "até já" aos motivos de Natal, porque ele volta não tarda (todos sabemos que sim, mesmo com um ano inteiro pela frente). Hoje queria ter tido um bolo rei de despedida, uns sonhos só para serem os últimos do ano, qualquer coisa para marcar a data, mas voltámos à vida atribulada e não deu para preparar nada. É bom começar a organizar-me ainda melhor, porque este ano já começou em força e eu não vou começar a perder terreno. Foi a primeira segunda-feira do ano e isso aumentou ainda mais o choque da transição. 2014 entra acelerado, a avisar que não está para brincadeiras, mas eu também não. Vamos lá

The Disappointment(e)


Tenho problemas com os restaurantes da moda. É o nome que dou aos conceitos de restaurantes fashion que abundam pelo Chiado, pela Baixa Lisboeta, pelas sete colinas e bairros mais antigos. Em grande parte deles come-se bem. E, atenção, que grande parte deles eu quero mesmo ir experimentar. Mas a maioria é, sem dúvida, um grande golpe de marketing e sobretudo um golpe de moda - e eu adoro modas, mas detesto sentir-me enganada.

Há uma série de novos brunches em Lisboa que quero experimentar. Para brunch de ano novo não havia os que estão no topo da minha lista de experiências a fazer, havia poucos sítios abertos, então encontrei facilmente a informação de que o The Decadente, restaurante do hostel The Independente, ia estar aberto para brunches nesse dia. Lá fomos nós procurar um começo de ano romântico e delicioso, e sobretudo bem descansadinho e com bom astral. Bem, não foi bem o que encontrámos. Na verdade deitei por terra todas as minhas expectativas depois de ter lido tantas boas críticas àquele espaço. Desde as reviews de muitos blogues ao charme do site (coisa que os "sítios da moda" não costumam ter, um site com bom aspeto ou simplesmente um site). Mas fomos totalmente levados por um sítio que vende bem o seu conceito apenas porque agora está na moda entrar no estilo retro ou vintage a qualquer custo. Parece que por ter uns bancos recuperados numa espécie de barracão e umas paredes sujas é de repente um local rústico super cool e obrigatório. Mas isso não chega, não chega mesmo.

A oferta vai muito pouco além de um pequeno-almoço muito regular, o buffet, que só por si é fraco, está sempre "em baixo" à espera de reabastecimento e as mesas são escassas. O sítio é escuro, e tudo o que eu queria na primeira refeição do ano era um pouco de energia e um ambiente positivo. Não só faltavam as energias positivas como ainda nos sentaram à mesa com dois tipos que não conhecemos.
Fui a um brunch onde não havia croissants, chás, onda havia uma única variedade de pão, às fatias e muito muito foleiro, juro, e onde nem apanhei queijo para me servir. As prometidas saladas são um prato com alface partida e um outro prato de fusilli com beringela. Fui a um brunch onde nunca consegui apanhar café (!!) e onde "as bebidas quentes, se quisermos, são pagas à parte" (?!). Ali pagámos 28€ pelos dois menus-base e a única coisa gulosa que ofereciam eram uns cubinhos de bolo que voavam das mesas assim que apareciam. Espero estar a ajudar alguém que tencionasse experimentar o sítio, que não vale a pena nem pelo menu nem pelo espaço. Muito menos pelo serviço. Uma desilusão... Dizem que o restaurante para jantar é muito bom, mas eu perdi toda a vontade de tentar.

Já estou a pensar cuidadosamente no próximo brunch para experimentar, e com expectativas renovadas. Entretanto, não se preocupem porque a minha primeira refeição do ano não vai defini-lo, até porque a companhia foi deliciosa na mesma. Vou, sim, passar o ano a compensar-me com brunches bem mais gulosos... E cuidadosamente selecionados. :)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Back to Work

Ainda não me sinto muito preparada, tenho organizações por completar e novos planos por colocar em prática, mas as festas terminaram e agora é hora de voltar à realidade. Embora seja para pegar duro no trabalho, espero que o ambiente festivo se mantenha sempre, as hipóteses de sair e a vontade de sorrir e de passear muito também. Que se mantenham todas as hipóteses em aberto e não esquecer que o mundo existe e está em toda a sua força ali fora à nossa espera. Que não sejam esquecidas as pessoas, as famílias e as oportunidades de ser feliz em cada dia que passa. Que a vida não fique esquecida em nome do trabalho... Como tem acontecido nos últimos tempos, anos, como é tão triste e grave de constatar.

Que nos concentremos neste momento naquilo que está por terminar e consigamos inserir tudo o que merecemos nas nossas vidas o mais rapidamente possível. Que sejamos muito felizes. Rapidamente. Que conquistemos o nosso tão esperado lugar ao sol.



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

New Year, Same Goal


Serve o primeiro post de 2014 para registar que a viragem de ano passou-se novamente assim, a dois, da melhor forma. Na rua, debaixo de fogo de artifício e garrafa de champanhe na mão, bem agarradinhos. Dois deliciosos dias dedicados exclusivamente a nós e a nada mais. A vida sabe tão bem assim... Mas o excesso de dolce far niente não é para estes dois e no fim deste par de dias já só quisemos voltar aos computadores e meter o trabalho em dia. Temos alguns planos e o coração cheio de desejos e ânsia por uma calma e bonita vida a dois. Amanhã já estamos outra vez a trabalhar nisso, para que este seja o nosso ano. E não é lá para o meio, é agora.


May your coming year be filled with magic and dreams and good madness.
I hope you read some fine books and kiss someone who thinks you're wonderful, 
and don't forget to make some art - 
write or draw or build or sing or live as only you can.
And I hope, somewhere in the year, you surprise yourself.


- Neil Gaiman

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

♥♥♥




Best Wishes


No meio destes dias agitados não tenho tempo para passar o ano em revista, mas também não queria nem o faria. Não saberia o que dizer sobre o ano que passou. Quem lê sabe que foi estranho, muito estranho. Não fiz nada do que tinha planeado, nada do que queria, e mesmo assim nada correu melhor por causa disso. Muitos erros estão por listar, há muito por onde evoluir e é disso que se trata esta passagem de ano: olhar para os erros, os pontos fracos e definir a estratégia para ultrapassá-los. Continuar a sonhar e transformar os sonhos em planos. Ai, que tenho tantas coisas, tantos sonhos por cumprir! E todas para ontem, nenhuma delas tem a ver com "o futuro". Nenhuma delas se prende com ter isto ou aquilo, com o que quero numa futura casa, com futuros filhos. Todos os sonhos ainda estão em atraso, por realizar antes de todo esse carrinho de coisas futuras, que deviam ser um futuro tão próximo mas estão distantes porque o meu passado está por cumprir. Demasiado confuso? Eu sei que sim. Estou assim, confusa. Mas sobre o ano que passou vou continuar sem me pronunciar. Vou brindar a ele e ao que vai entrar, é celebrar um novo começo, é olhar para a frente e com muita força fazer cumprir pelo menos uma parte das resoluções de ano novo (infinitas) que já trazem sempre algum pó de outros anos passados. Vergonha, Belicious, vergonha! Que se façam cumprir as mais fortes!


We will open the book. 
Its pages are blank. 
We are going to put words on them ourselves.
The book is called Opportunity and its first chapter is New Year's Day.
- Edith Lovejoy Pierce
 
 
Vamos definir os nossos grandes objetivos para 2014 e começar já amanhã a olhar para o que queremos realmente. Porque tudo é fugaz e a vida não brinca, não espera, não tem pena. Ou tomamos as rédeas, ou ela toma por nós.
Um ano de 2014 em cheio para todos! Que todos os vossos grandes planos e objetivos se concretizem, mas antes disso coloquem-nos em prática :) amanhã começa todo um novo livro, uma nova oportunidade, mesmo que simbólica. Vamos aproveitá-la! 

Feliz Ano Novo

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Happy week


Há uma semana preparava-me para o Natal, que cada vez mais se resume a uma tarde de preparação de últimos presentes e a um jantar de bacalhau em loiça mais bonita que o habitual, seguido de sobremesas diversas. Não queria partir para casa no dia 24, não sem ele, mas foi a primeira vez que fui só no dia 24 e isso ajudou. Foi a primeira vez também que voltei dia 25, e isso foi ainda melhor, tão bom. Perfeito foi ele ter ido almoçar connosco, foi o melhor Natal dos meus últimos sei-lá-quantos anos. Fui feliz.
Combinámos que a partir do dia 26 seria só trabalho, e por ventura com mais algumas coisas pelo meio. Comecei a imaginar as minhas hipóteses de andar mais uma vez de mão dada pelo chiado, desta vez de dia, com as lojas abertas, a ver as pessoas, as montras e a agitação da cidade, quem sabe depois de passar no starbucks ou antes de parar a tomar um chocolate quente nalgum espaço acolhedor. Pensei ir à Diverlândia, aqui à porta de casa. Pensei que daria para um jantar romântico pela zona e uma ida ao cinema, nestes centros comerciais que ainda transpiram Natal. No entanto, a semana passou muito rápido e não aproveitámos mais o Natal até agora e não sei como serão os próximos dias, mas deverá tudo voltar ao habitual e eu vou ficar a chorar por mais...
Gostei destes dias de conforto cá em casa só entre nós, embora sempre preenchidos e muito a correr com tarefas e muitas organizações da minha parte durante a manhã, trabalho da casa e algum trabalho no projeto até à noite. Soube bem as luzinhas da árvore sempre acesas, os chocolates pela casa, alguns filmes que vimos, algumas refeições especiais, o almoço fora, a mesa da sala livre de computadores gigantes numa semana sem exemplo... Não trabalhei nem metade do que devia ter feito, passei uma manhã nos saldos e a de ontem a passear pelos vulcões e jardins da expo, a aproveitar o dia de sol.
Tudo isto não devia passar tão depressa. Não foram férias, mas foi uma breve amostra de conforto a que parece que já só temos direito nesta época, quando devíamos ter durante todo o ano, com tempos de qualidade, tranquilidade, paz e partilha todas as noites e fins de semana. E quem sabe, também, durante o dia (mas isto já são planos pessoais mais reservados). O ano de 2014 começa logo (e novamente) na luta para ganharmos o nosso espaço e o que tanto merecemos por tudo aquilo de que já abdicámos e por tudo o que já investimos.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Happy Christmas Days

Well, well, well. Por onde deverei começar?
Desde há uma semana atrás foi uma correria tal que nem consegui deixar os meus votos de boas festas a todos os leitores deste espacinho. Espero que tenham tido uns dias de alegria, paz e união familiar a abrir esta semana especial!

Dia 20
O meu Natal pode dizer-se que começou pela altura do meu último post, há uma semana, quando fui passear pela Baixa da cidade. Foi um passeio curto e romântico em que vimos as luzinhas pelas ruas e muita gente com a mesma ideia que nós, mas infelizmente já apanhámos todas as lojas fechadas e a azáfama natalícia terminada. Não houve lojas, compras, decisões conjuntas, mas jantámos calmamente e ainda fomos ver o circo de Natal na grande praça - confesso que sem grande atenção devido ao frio que estava e ao crepe com gelado maravilhoso que tinha à minha frente. Adorei ir passear e esse foi o único e último momento de calma que tive essa semana, até hoje.

Dia 21
No dia seguinte passei todo o dia no centro comercial, como metade dos portugueses. Eu sei que já lá tinha passado metade da semana, mas nesse dia a minha mãe veio de propósito passar o dia a Lisboa para ver ares de Natal, e eu fui acompanhar. De manhã compras para a casa (toda a gente decidiu ir ser louca para o Continente?!) e a partir do almoço comprinhas de Natal... O dia terminou com um lanche bem natalício em minha casa, com direito a tudo o que a minha mãe mais gosta e raramente se dá ao direito de preparar :)

Dia 22
No domingo tive de interromper todos os meus planos de ação natalícia e dedicar-me a finalizar tudo o que tinha a ver com o meu mestrado. Lembrei-me de repente que era o prazo final da entrega das minhas correções e mal pude acreditar quando passei todo o dia 22 de volta do trabalho académico. Até hoje não sei se ficou resolvido porque está tudo em banho maria, que é como quem diz, de férias! Mas tirei esse peso dos ombros e YAYYY sou mestre sem mais assuntos e "se's" para tratar.
E por falar em banho maria, tive, graças a esse trabalho inesperado, de desistir dos bolinhos natalícios que tinha planeado para cozinhar nesse dia e prometido à minha mãe levar para o Natal lá em casa. Passei, no entanto, a noite a cozinhar uma série de bombons de chocolate queridos, os primeiros da minha vida, como havia também prometido. Fizemos pequenos cabazes de Natal para oferecer toda a família este ano e os bombons eram a minha contribuição. Já pensávamos que não ia ser possível com o tempo tão apertado, mas tentámos até ao último minuto (literalmente, já com o jantar de Natal de dia 24 a sair) e tudo ficou pronto. Valeram as 5 horas na cozinha nessa noite de domingo a fazer chocolatinhos em massa. Fiquei com um pacotinho para mim e até hoje não provei nem um, coisa que tenho de inverter :)

Dia 23
Esta segunda-feira foi dia de receber família cá em casa para o jantar de Natal que tinha idealizado. Há um mês atrás eu queria fazer um jantar de família completa cá em casa, nada me faria mais feliz, mas em conversações acabámos por desistir dessa ideia bonita por falta de espaço e meios este ano... Algo que para mim seria tão feliz poderia acabar numa grande desilusão. Mas não desisto e no próximo ano quero concretizar este grande desejo meu.
Assim sendo, combinei apenas com os meus primos, pais da minha afilhada, para virem conhecer a casa e ficarem para jantar, porque só desta forma a poderia ver antes do Natal. Foi a desculpa perfeita para fazer um jantar de Natal cá em casa, embora eu não tenha conseguido preparar nem metade do que tinha idealizado. Sobremesa de Natal, prato de bacalhau, playlist natalícia, decoração e velinhas acesas, pôr-me bonita. Nada disto consegui concretizar. Mas consegui as entradas que queria, comprar os presentinhos para as miúdas, recarregar a minha árvore de Natal com chocolates para elas se lambuzarem por lá, limpar toda a casa para quem ia conhecê-la nesse dia. Foi um dia absolutamente louco para preparar tudo e ainda comprar as últimas (e muitas!!!) prendas de Natal nessa manhã/tarde no shopping. Quando as visitas chegaram eu podia jurar que não me aguentaria em pé por mais um único segundo devido ao cansaço mas ver a afilhadinha é sempre uma alegria que faz esquecer os pesos de um dia louco.
A noite acabou tarde e só podia pensar que no dia seguinte tinha de partir cedo sem tempo para preparar nada do que queria ou para me despedir convenientemente do meu amor...

Dia 24
Começou a correr (novamenteeee), esta véspera de Natal, e assim foi até à noite. Preparativos aqui em Lisboa, a fazer a mala para ir passar a noite a casa dos pais, e a reunir todas as prendas e detalhes que faltavam. Deixar esta casa a jeito para quando voltasse no dia seguinte. Preparar as últimas prendas do namorado às escondidas dele com ele por esta casa casa fora. Fiz tudo à pressa para deixar os presentinhos debaixo da nossa árvore sem dar muito nas vistas. Que sorte os homens serem tão distraídos!!!
Rumar a Peniche de expresso com a minha irmã na hora de almoço, almoçar uma sandes de carne pelo caminho em pleno dia 24 e ter a família completa de carro novo à nossa espera no terminal. Ir para casa com cheiro a carro novo a cantar músicas de Natal em conjunto e começar a nova saga: fazer os últimos embrulhos e os nossos cabazes! Algo que durou até ao jantar, no meio de azevias e coscorões e sonhos e torta da avó. Hmmmmmmmmmmmmmmm.
Jantámos de família reunida, vimos filmes e as prendas ficaram para o dia seguinte.

Dia de Natal
Abrimos os presentes, todos como gostamos: coisas que precisávamos mesmo e que todos nos preocupámos em encontrar uns para os outros. Mas o meu grande presente de Natal, e quase surpresa, chegou para almoçar lá em casa connosco nesse dia. O meu amor apareceu para abrilhantar o meu dia, almoçou, abriu alguns presentes, e trouxe-me de volta para a nossa casa. Nessa noite abrimos já deste lado as nossas prendinhas, eu tive os presentes mais lindos, fizemos tostas e vimos um filme com as luzes da árvore a piscar para esgotar totalmente o dia 25. Adorei tudo e agora está a ser difícil desligar-me do sentimento natalício. Nem é preciso, porque é Natal até daqui a algum tempo. As refeições continuam nessa onda, as luzinhas também, os eventos na rua e todas as pessoas, pelo que vejo, também. É difícil voltar ao trabalho com tantas boas ideias, mas é uma mistura de grande preguiça com nova esperança. É bom, muito bom!

Os vossos dias foram bons? Adoro registar o resumo dos meus, sempre, e saber que me inspiram para melhorar de ano para ano. Continuação de boas festas e um grande fim de semana ainda natalício, e o último do ano!!!