domingo, 15 de setembro de 2013

E eu que nem estou grávida


Estou a passar por uma fase muito sensível. Não é novidade, tenho muitas fases assim quando estou mais carente, quando tenho saudades de outros tempos, quando não ando a fazer muita coisa de positivo na minha vida, quando penso demais. Mas mesmo assim acho que desta vez está mais puxado que as fases por que já passei antes. Estou mais velha, o que tenho é o mesmo e as dúvidas que tinha antes, quando pareciam já estar ultrapassadas, agora estão, pelo contrário, bem maiores e maiores que nunca. Tenho muitas dúvidas sobre a vida, muitos sonhos por realizar, muitos deles que sinto que são "agora ou nunca" e o tempo passa e eu nem os concretizo nem faço nada que me realize realmente. Vejo outras pessoas a viver os meus sonhos, enquanto que eu, se fosse para ficar a assistir, então que fosse por um bom motivo. Mas eu nem estou a aproveitar (nada, mesmo) nem sinto sequer que fiz bem em fazer este mestrado. Sempre pensei que quando chegasse ao fim ia achar-me uma parva, que tinha sido a melhor decisão e uma boa aposta, que eu teria crescido e me teria enriquecido. Não sinto nada disso, só sinto que foram dois anos em que podia ter feito qualquer outra coisa que realmente me apaixonasse, como um curso que amasse realmente e me elevasse a outro patamar, ou uma experiência enriquecedora no estrangeiro. Porque sinto sempre que não pensei nas coisas como deve ser? Porque sinto que estou sempre a dar desculpas a mim própria e não ir atrás do que gosto só porque é mil vezes mais fácil ficar aqui a ganhar raízes e agradar a todos?

Tem sido uma choradeira pegada, toda eu emocional com tudo, e dúvidas acerca de tudo. É com todas as séries, programas de televisão, fotos de bebés, fotos de boas pessoas a ser felizes, fotos inspiradoras, frases que vejo, artigos que leio. São os mais variados motivos... Tanto vai de um episódio de 90210 ou de Sex and the City (as séries que vejo agora), porque ainda sonho em passar uma temporada em NY ou na Califórnia e todas aquelas experiências me deixam a pensar e pensar, em como será a vida ali, em como tanta gente que conheço já lá esteve, e em como tanta gente conhecida vai para lá e não quer mais voltar. Como seria se eu fosse?
Decorreu a New York Fashion Week até ao fim desta semana e estive grudada nas imagens todos os dias, a paixão de toda aquela gente por Nova Iorque, as bloggers de moda que ali voltaram para aí numa 5ª ou 6ª vez este ano porque também já não vivem sem aquilo e mais uma vez a dúvida... Como seria eu em Nova Iorque? Será que voltava? Será que não me ia perguntar como andei a perder este tempo todo aqui? Em todo o lado lemos que os EUA são a terra de todas as oportunidades. Que quem tem valor, ali chega longe, e que ali tudo é possível. Para juntar às oportunidades de sucesso, veja-se a vida louca e simultaneamente encantadora de Nova Iorque, tão completa e tão cosmopolita, cheia de tudo a acontecer a toda a hora. That's my thing. And I'm dying to live that.

Isto é tudo giríssimo, mas a semana da moda passou esta sexta-feira para Londres e esse é outro "problema". Com os olhos postos na London Fashion Week, salta-me também o coração dos amores que tem por aquela cidade. De uma forma diferente, é uma paixão desmedida que tenho desde a pré-adolescência. Todo o estilo alternativo e a mística à volta da cidade. Todas as características únicas, o patriotismo, o feeling inexplicável que vem de toda uma tradição. O estilo nas roupas, nos bares, nas lojas e no quotidiano tão diferente de tudo o que conhecemos. Daqui parece estranho que lá haja tantos dias cinzentos. Pois a verdade é que essa melancolia é do mais encantador que têm - e numa sondagem que ainda ontem se fez a nível mundial, a ingleses e não-ingleses, sobre o que Londres tem de mais encantador, a resposta que mais vi ser dada foi "the weather!". Incrível, não é? Só quem sente é que sabe, até porque é a cidade que rouba o coração das pessoas. Quem vai, não volta. E só eu sei o que me arrependo por ter 26 anos e nunca ter conseguido arranjar um espaço na minha vida para me mudar para lá uns tempos. Vejo tanta gente a ir lá fazer cursos, ou mudar-se para colégios, mas nunca tive padrinhos para isso... Sempre ficou tudo "para o futuro" e o futuro chegou sempre com muitos problemas e novos objetivos por cá. E chegou tão depressa! O sonho adiou-se e temo que seja tarde demais. Só quando abro as revistas, vejo os blogues, as notícias, vejo filmes, ou quando chega o Natal (!!!), é que se reacende toda a paixão e juro a mim mesma que vou fazer alguma coisa. Mas o quê?

Sinto-me um bocado entalada e muito sensibilizada nesta altura da vida, nesta altura do "tudo ou nada" e do "agora ou nunca". Está certo que nunca se é velho demais para isto ou aquilo, mas há o tempo certo para cada coisa e o meu está a esgotar-se. Já me basta não ter tido convívios durante os últimos anos, não ter feito férias, nada ter viajado, não ter tido sequer amigos nos últimos tempos devido a dedicação total ao trabalho. Sinto-me num desleixe total, num ponto sem sentido. Não posso continuar a perder as oportunidades de viver experiências que me vão permitir sentir-me realizada um dia, porque fui e porque fiz. Porque consegui.
Sei que agora é altura de ligar a tv no programa das danças com os famosos e chorar mais um bocadinho. Sim, até com esse programa tem sido uma choradeira. Com a novela da meia-noite também, com as fotos das pessoas a casar, com um simples cheiro a (já) outono também fico assim. É pelas dúvidas, pela tese que não termina, pela vida que quero recuperar e parece impossível. É por às vezes parecer que não dá mais, que as forças não voltam. Mas elas voltam sempre e vamos continuando... Só falta tomar algumas decisões importantes porque a vida não espera e a minha parece mesmo estar numa maratona.

Good morning, Darling


Um post sentido, na certeza de que em breve teremos de finalmente conseguir tempo para nós e recuperar todo o tempo perdido. As manhãs, todas as manhãs, os dias, com certeza, e todas as noites, tantas noites por aproveitar... Sei que não te vou largar mais. Depois deste ano inteiro a dormir por turnos, e depois dos anteriores já muito parecidos, em que um trabalha de noite e o outro de dia, não posso mais esperar por voltarmos a ser 'normais' dentro da nossa anormalidade fantástica. Não tem sido fácil esperar, e o meu amor acumula-se nesta espera dolorosa. Para o tempo que há-de chegar, e que tem de estar a chegar, e em que nos vamos vingar a cada segundo destes tempos que perdemos. Ou será assim, ou tudo isto não faz qualquer sentido.

sábado, 14 de setembro de 2013

Bad timing, not fair


No mês em que termino o meu mestrado em marketing, de pouco interesse e pobre em novos conhecimentos, e sobretudo pouco ao meu estilo, arranca o primeiro mestrado em marketing & moda, pela faculdade em frente da minha: o IADE. Chama-se Branding e Design de Moda, tem o marketing como base e só o nome já me estimula mais do que estes dois anos académicos inteiros conseguiram. Enfim, é assim a vidinha, era apenas um desabafo de quem termina os estudos com fome de algo mais.

It's all about chocolate


Ultimamente tem sido assim...
Nunca fui de comer chocolates. Passei a minha adolescência com complexos com o facto de me achar extremamente gorda, quando na verdade era bem magra (vá-se lá perceber a adolescência) e acabei por engordar um bocado na brincadeira das dietas malucas. Passei todos esses anos longe de chocolates e doces, com jejuns diários até ao jantar e maluqueiras afins, e isso só fazia pior e eu a ver. Graças a isso, tive uma vez o (curto) acompanhamento de uma nutricionista para perder os 5 quilinhos que tinha a mais e essa experiência mudou a minha vida. Aprendi a comer, fiquei para sempre super atenta a tudo o que diz respeito a nutrição, sou apaixonada e até um pouco viciada no tema e é algo que domino atualmente graças a esse período.

Mas o centro desta conversa era o chocolate... Aparentemente nunca precisei dele nem senti muito a falta, até voltar a experimentar, já nos meus 20's (em retrospetiva isto é patético. a adolescência é patética!). Graças aos meus hábitos saudáveis, agora sei comer tudo o que me apetece sem me sentir mal com isso e sem se notar nada na balança ou na minha saúde. O segredo está no equilíbrio massss... às vezes há fases piores e agora é oficial que estou numa delas. De carência emocional por alguns motivos e noto logo a diferença nos apetites. Fico com menos vontade de comida, quero frutas, iogurtes e asneiras. E, claro, o maior desejo e o maior amigo tem sido o chocolate. Está provado que dá felicidade, é calmante, tem mil vantagens nutricionais e, bem, é delicioso. Nem nos últimos dias, em que tentei controlar-me porque ontem fui fazer análises ao sangue, eu consegui fugir deste maldito - é no croissant, meu bolo favorito, é o bombom no café, é o chocolate negro que faz bem para o estudo (desculpas de mim para mim) e é o leite com chocolate agora sempre no meu frigorífico. Nunca percebi aquelas mulheres que se diziam viciadas em chocolate, achava uma palermice, mas agora é melhor ter cuidado para não vir a saber daquilo que elas falam.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Bad luck

Às vezes sinto que este blog está a tornar-se um muro de lamentações, mas tem a ver com esta fase estranha que estou a viver. Estou um bocado saturada de estar em casa diariamente, mensalmente, com este calor tão bom mas que aqui dentro é tão mau, a viver exclusivamente para o trabalho. Acho mau que as sextas-feiras 13 sejam garantidamente um dia bom para mim, dado que sou uma pessoa de azar. Hoje foi um dia bom para mim, saí de casa, gostei muito.
Na maior parte das vezes quero acreditar que passo pelos azares todos agora, para um dia ter sorte, mas já penso isto há tantos anos que o "um dia" deveria ser o agora e nada de melhor aconteceu nos entretantos.

Bem, a tentar avançar com a tese para poder vir mesmo a entregá-la um dia, não sobra tempo para muito mais e a isso não se pode chamar azar. Azar azar são todas as merdinhas que me aparecem no caminho a dificultar-me a vida, na maioria delas devido ao meu estado de ansiedade permanente por acabar isto tudo e passar à fase seguinte. Ele é alergias com borbulhinhas pelo corpo, é alergia no couro cabeludo, é o cabelo a cair muito, são as aftinhas na boca, as dores de crescimento, as noites mal dormidas que ajudam a isso tudo, as dores de cabeça e de costas derivadas disso tudo também. Bem, há coisas piores, mas que podia estar quieta a trabalhar nisto sem pensar nas merdinhas, isso podia.

Bad luck é ver o verão a caminhar para o fim e eu o ter visto inteiro pela janela e o ter passado entre quatro paredes. Bad luck é ele ainda estar aí em força a dar-me a última oportunidade, bem quente e cheio de dias lindos para oferecer e a malta ainda a aproveitá-lo, e eu com o calendário cada vez mais apertado, sem hipóteses de pensar sequer em poder vivê-lo. Bad luck é eu ter de ver a VFNO na televisão, quando o evento é um dos pontos altos do meu ano, está na minha agenda há mais de seis meses e nunca me tinha passado pela cabeça haver um motivo nesta vida (dentro da normalidade) que me fizesse perder a noite mais animada do ano nesta cidade. Bad luck é este ser só uma pontinha de tudo o que ando a ver passar e que tento não pensar, mas é impossível, porque é assim há demasiado tempo. E se no início (há anos) eu pensava "oh, não faz mal, para o ano estou lá! vale a pena abdicar agora", quando os anos afinal passam e passam e eu não estou lá nunca e nunca, a tolerância diminui bastante, a capacidade de concentração no que é preciso diminui e é inevitável começar a repensar tudo.

Há um ano atrás eu estava exatamente como agora, com um verão inteiro completamente perdido e nada na mão. Por outro lado, cheia de esperanças a pensar que nada teria sido em vão e logo de seguida ia ter a minha recompensa, porque esforço até ali não tinha faltado, não mesmo. Agora estou assim novamente, como se só um dia tivesse passado e não mais outro ano, convicta de que tudo está prestes a correr bem e a acreditar no que estou aqui a fazer, mas seriamente consciente de que não aguento mais uma desilusão do tamanho de anos de vida. É por isto que tenho uma única certeza neste momento: é agora ou nunca.


[Post escrito num mau momento. Mais um de muitos, mas isto passa e ganho forças que muitas vezes penso que já não tenho e tudo continua a andar. Até correr bem.]

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Confusing times


Se por um lado eu gosto de festa, morro de saudades das pessoas e merecia fazer uma festa de arromba quando terminar a minha tese (quando a entregar e não for preciso falar mais nisso - esse momento vai mesmo chegar??), por outro lado, tenho cada vez mais vontade de me isolar e me esconder, reflectir e recomeçar, quando toda esta parte acabar. Imagino-me num sítio só meu, quieta, silenciosa, tranquila. Um tempo só para mim, de balanço e re-equilíbrio, recuperação total, dar-me os cuidados que preciso. Mas obviamente é apenas a minha imaginação, pois como sempre, quando terminar esta maluqueira, tenho já pilhas de outras coisas inadiáveis à minha espera. E garanto que nenhuma delas é lazer. Não é mau, é simplesmente muito cansativo. É sempre tão cansativo e tão desgastante, sem nunca parar.

...
Ontem fui procurar os próximos concertos da Katie Melua em Londres. Agora, sinceramente, preferia não ter ido ver nada. Tenho o desejo gigante de ir vê-la (a qualquer lado, porque ao nosso mini-país ela nunca virá) e o desejo ainda maior de ir a Londres e perder-me por lá. Quando vejo que ela vai atuar ali, na minha cidade favorita no mundo, no dia 2 de outubro, dias depois de eu entregar a minha tese e que seria o presente perfeito de mim para mim se eu tivesse uma vida minimamente normal, fico de coração partido. Ficou desfeito em mil pedacinhos. Queria não ter visto nada, juro que queria. Sonho em passar uma temporada em Londres na altura do Natal, mas ir agora calhava tão bem. Era isso ou umas férias paradisíacas de praia bem longe numa ilha qualquer. Eu já mereço tudo.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

I really do


 I believe in pink. I believe that laughing is the best calorie burner. I believe in kissing, kissing a lot. I believe in being strong when everything seems to be going wrong. I believe that happy girls are the prettiest girls. I believe that tomorrow is another day and I do believe in miracles.

- Audrey Hepburn

domingo, 8 de setembro de 2013

tic-tac-tic-tac


O que dizer às minhas hormonas quando vejo bebés por todo o lado, lindos, queridos, tão fofinhos, e dou por mim a contemplá-los até perceber que devo estar a fazer uma cara que pode assustar as mães das crianças por ameaça de rapto? Posso estar a exagerar, mas há algo cá dentro que não está a funcionar muito bem.
Já agora, é impressão minha ou eles este ano nasceram que nem uma moda? Bebés por todo, todo, todo o lado. Lindo de ver, tão amorosos, fico encantada com tantos pequeninos nas esplanadas, shoppings, blogs, facebook. E os bebés, para me provocar, ainda me olham nos olhos e fixam o olhar no meu, intensamente, permanentemente e sem desviar. É algo a que acho piada mas que na verdade me intriga muito pela frequência com que acontece. Será que tenho um ar amigável? Será que lhes meto respeito? Será que os bebés se fixam em olhos azuis? Ou será só o meu relógio biológico a provocar-me visões? Seja o que for, não posso e nem quero obedecer-lhe tão depressa. Tenho ordens expressas de mim para mim - Belicious, controla esses teus sentimentos e continua a babar para os bebés dos outros durante os próximos anos, que essa menina maluca ainda tem muito para fazer e viver até chegar a altura de ser mamã.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O Des-Acordo


De início fiquei chateada com a introdução do acordo ortográfico. Achava estúpido ir alterar a nossa escrita para algo que não era a nossa identidade, algumas palavras não me faziam sentido, fazer isso só pelo Brasil, que tem a escrita derivada da nossa, não fazia sentido para mim. Fui das pessoas que mais esperou que aquilo fosse uma invenção provisória a ver se pegava, sempre com esperanças que a brincadeira voltasse atrás. No entanto, já li livros depois disso com o acordo, os jornais e revistas encaram-no desde o início como algo natural, as marcas até já mudaram os próprios logótipos. Eu também resolvi pacificar e, calmamente, ceder.

A minha esteticista brasileira uma vez comentou comigo o seu espanto pelo facto dos portugueses serem tão chatos, rancorosos e reclamões. Têm dificuldades em aceitar regras, reclamam de toda e qualquer mudança que se queira implementar, são piegas, fazem birra com tudo. Fazem resistência. Mesmo quando a mudança é para melhor. Nesse dia, eu só pude concordar. Ela explicou-me como se devem aceitar normalmente as coisas, sem stress, tudo aquilo que não podemos mudar é aceitar e seguir. Afinal, tudo tem os seus motivos e não vale a pena cansarmo-nos com tudo o que não concordamos, ou até andarmos a cansar-nos a tentar discordar de coisas quando podíamos parar de arranjar guerras!

Não é que agora eu já goste do acordo, mas desisti de tentar resistir a algo que afinal já não vai voltar atrás. Já percebi que é para ficar, os livros que leio já estão assim, todo o trabalho que faço para o nosso negócio leva o acordo, estou a escrever a minha tese com o acordo. A gestão que faço diariamente de várias páginas de facebook respeita o acordo. Com todas as adaptações, já fui mil e uma vezes aos conversores de linguagem online para confirmar as regras e estou cada vez mais a par de todas as palavras. Por tudo isto, e porque é natural que a escrita evolua, acho que não faz mais sentido continuar a resistir aqui neste pequeno blog numa escrita que já nem nas minhas conversas privadas eu utilizo. Até me baralho toda assim. Este blog passa a receber o acordo ortográfico e, se ele algum dia voltar atrás, ficamos amiguinhos como antes.

Never givin it up


As insónias andam a dar cabo de mim, mas eu já sei como é: adormeça uma hora depois, ou quatro ou cinco, eu estou aqui na hora de levantar na mesma. Ceder é que não. Nunca fui de desistir nem acho que um dia venha a ser, faz parte de mim levar as coisas até ao fim a qualquer custo. Não sei se é uma coisa má, como teimosia, ou se é muita coragem, mas é como já disse aqui: posso não conseguir terminar isto tudo, mas até ao último dia vão ver-me a tentar.