quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Think Different and
Porque adoramos esta história, hoje estamos batidíssimos na estreia do filme sobre o Steve Jobs - aquele em que o Ashton Kutcher está simplesmente igual ao Jobs. Além da nossa casa parecer uma autêntica loja da Apple, com todos os artigos possíveis em exibição (e utilização, neste caso), somos fãs do génio que o senhor foi. Gostamos do que idealizou, desenhou e construiu, não gostamos tanto de outras coisas, mas na realidade o que nos interessa mesmo é sempre ver a emoção das coisas a acontecer, de como surgiram as grandes marcas, de como estes líderes se esforçaram para lá chegar, de quantas pessoas tiveram de pisar, quantas vezes foram pisados. O que sofreram e o que alcançaram. Esses são os capítulos mais interessantes, e apesar de ouvir muito que o filme não corresponde bem à realidade, hoje vamos lá tirar as nossas conclusões. Isso e inspirar-nos para dar mais uns largos passos rumo ao sucesso do nosso projecto de internet, porque filmes como o Social Network e o Pursuit of Happiness já rodaram aqui por casa às dezenas de vezes. Com um bocadinho de sorte (e qualidade) o de hoje entra para a lista!
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Shark Tank Routine
Aqui em casa, desde que descobrimos o Lago dos Tubarões a dar na Sic Radical que seguimos religiosamente os episódios, um por semana, como eles vão disponibilizando. Percebemos melhor o que vai na cabeça de um investidor, pormenores que mudam todo o rumo de uma negociação e ainda se torna super inspirador ver tantas pessoas com negócios a arrancar e a arranjar tão cedo aquele impulso. Agora que estamos prestes a entrar na fase de ter encontros com investidores, está a ser mesmo interessante esta aprendizagem, além de que é um belo tempo de lazer pelas gargalhadas que se dá às vezes pelo meio. Temos de treinar com todos os meios que tivermos! É claro que um investidor português ainda não tem a mentalidade aberta de um americano, mas há regras, olhares e lugares comuns que são universais. Um dia destes arranjamos todas as temporadas porque a série vale a pena. A quem gosta do mundo dos negócios, aconselho.
Bom dia!
Já é conhecido o meu amor pelo pequeno-almoço, mas hoje acordei com uma vontade especial de um começo de dia de Verão na esplanada, com uma refeição fresca e revitalizante. Começar o dia com cor! Num sítio diferente, um sabor diferente, e com as primeiras leituras do dia. Sabe tão bem começá-lo assim e depois encarar o resto do dia com outra paixão. Detalhes felizes.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
A verdade é esta
Só vejo gente a brincar com a vida e à espera que tudo venha a correr bem a seguir. Acham que, de um momento para o outro, têm um trabalho, ganham o primeiro ordenado e a partir daí começa a vida de adulto. Compra uma casa com o primeiro ordenado, é rico e feliz. Não pensam que talvez não seja bem assim, que há um (longo) intervalo de tempo entre o primeiro emprego e o começar realmente a poder fazer o que se gosta. Mas não, é esticar até não dar mais a fase de brincadeira, sem perceber que assim só vão ter vida organizada ali pelos 40 anos ou talvez nunca. Não, isso não lhes passa pela cabeça, têm a certeza que é mesmo a partir do primeiro trabalho a sério. E ao perceber, mais tarde, a realidade, é que chegam os problemas.
Nada de problemas sérios. O que acontece é que pensam que já está tudo em ordem porque finalmente se decidiram a trabalhar, querem começar as vidinhas logo aí (quando deviam ter começado a trabalhar muito mais cedo para "começar as vidinhas aí") e o problema vem depois disso: andar a viver mês após mês só do salário que se tem, sem ter reservado nada antes, não chegar para fazer a vida que muitos outros levam, e passar a vida a choramingar.
Passar a vida a choramingar! Tão típico! Ai que o governo isto e aquilo, ai que o dinheiro não chega para nada, ai que esta crise é lixada, ai que os outros só têm é sorte, ai papá-mamã preciso de uma ajudinha, ai que agora só me safo se arranjar uma mulher rica. Quanta infelicidade e frustração vejo neste cenário. Para sempre. Estou preocupada e farta, fartinha, destas pessoas. Destes que estão em casa a fazer-se de adolescentes até aos 20's e depois passam o resto da vida a queixar-se e à procura de ajudas.
Mas o que escrevo aqui hoje serve para quê, afinal? Só e exclusivamente para me lembrar que, caso me dê bem, ou nem que seja extremamente bem, depois de todo este esforço de agora, não vou ajudar ninguém que não tenha merecido antes. É neste momento que vejo do que são feitas as pessoas, e não quando mais à frente vierem pedir ajuda. Ajudo quem se esforçou sempre, quem tentou, quem teve algum azar, mas não quem ficou à espera da sorte. Quem está agora de barriga para o ar vai ter de saber viver com isso mais tarde. É isso ou irem bater a outra porta.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
[Aviso - Desabafo lamechas com suspiro a abrir a semana]
Não tem sido nada fácil. Ainda assim vou sorrindo e seguindo. Não tenho uma doença ou algum problema grave, mas estou cansada, cada vez mais cansada. Confesso que é o segundo ano sem quaisquer férias, sem sair para lazer, sem fins-de-semana. O domingo aqui em casa é igualzinho à segunda ou à quarta-feira. Desde há anos. Há trabalho para dar e vender. Nesta casa está a lançar-se o nosso projecto, já há um par de aninhos só concentrados nisto, e ainda para mais estou na recta final da minha tese de mestrado, com o prazo a apertar e tanto por fazer. Tudo sem pausas, não pensa, não respira. Está a ser muito duro trabalhar sete dias por semana, há meses, há anos. Estou cansada...
Sinto a falta de família, sinto uma falta imensa de amigos. Nunca me dou a liberdade de marcar seja o que for, tudo é uma corrida. O pequeno escape têm sido dias aqueles impossíveis de negar, como o meu aniversário ou alguma celebração como o baptizado. Ainda assim, até esses dias às vezes acabam por saber a culpa, e isto faz tão mal ao meu coraçãozinho, aqui apertado, que só procura um pouco de calma, uma vida tranquila e cheia de amor. Aos poucos estamos a chegar lá, eu e o meu amor. Estivemos a ver a luzinha ao fundo do túnel durante tantos meses a até anos, mas sempre enganados. Já passámos por tantas desilusões! Afinal, ainda faltava sempre tanto, muitas evoluções. Sabemos que estamos a fazer algo de muito importante e de grande qualidade e que isso exige tempo, esforço, coragem. Já abdicámos de tanto, eu de todo o meu tempo e planos, ele da vida por completo até aqui, mas agora sei que está no fim. Finalmente vai acontecer e vamos começar a sentir a felicidade de ver as coisas acontecer. Merecemos tanto, merecemos tudo, e sei que não vamos parar até conseguir.
Sinto a falta de mim própria, de tempo para mim, tenho saudades de mim. De viver o equilíbrio entre o trabalho e algumas paragens também. Entre as coisas sérias e os momentos para rir e divertir. Muito trabalho, sim, sempre, sei que vai ser assim a minha vida. Mas tem de haver os momentos de trabalhar a sério, focada, e os de descontracção para recuperar energias, rir, ganhar a vontade de, feliz, voltar para ao trabalho. Sou divertida, gosto das coisas bonitas da vida, gosto do mar, adoro partilhar, adoro festa, combinações, jantares, dar festas em casa porque sim. Invento ocasiões para tudo, preocupo-me com os outros, quero muita gente por perto, quero ajudar, quero conversar, quero ir vivendo, aproveitando. Adoro as manhãs, adoro as noites, os finais de tarde, o nascer do sol, a primavera, o verão, o outono e inverno. Dou por mim a gostar tanto de tudo que dói. Sou apaixonada pela música, a moda, os livros, a escrita, a arte, as tecnologias, a cozinha!
Tenho saudades disto tudo, no fundo saudades da vida, durante este período difícil de trabalho e investimento que estamos a fazer. Custa porque sou jovem, não nasci para estar fechada e neste momento sinto-me frágil por todo este tempo em que abdiquei de mim própria. Estou aqui, tão branquinha, a sentir o calor da rua e a pensar em como é maravilhoso este período do Verão. Em como ainda não aproveitei o Verão este ano, em como também não saí no último e como isto tem feito mal. Percebo que na área de empreendedorismo quando vejo, raramente, uma rapariga, são gordinhas/desleixadas e estranhas ou muito alternativas (ou então muito insuportáveis, verdade seja dita) e talvez, por serem esquisitas, não se importem de não ter o lado wild da vida, mas eu sou uma miúda normalíssima, eu importo-me.
Está quase, está quase, estamos quase. E deste esforço todo tiro a certeza de que a seguir vou aproveitar tudo ao triplo assim que puder. Ah, e vou passar a ser a minha prioridade total. Parar de querer cuidar dos outros e em primeiríssimo lugar cuidar de mim, que preciso muito de mim. Aprendi coisas vitais com este percurso. No regrets. Estamos quase!
domingo, 18 de agosto de 2013
Prioridades de domingo
Esta tarde as praias e esplanadas devem estar entregues às mulheres. É um bom dia para encontros de meninas que os homens hoje estão com a cabeça no futebol e não se vão importar com nada. Ouvi dizer que a maratona já começou, com o jogo do sporting quase no ar, e só termina às 22h com o jogo do porto, vai ser vê-los agarrados ao sofá neste domingo de desporto. Por mim, tudo bem. A minha tese não distingue os dias, toda a semana é dia de trabalho, mas sei que hoje vou parar para o benfica. Primeiro dia de benfica a sério é certamente dia de festa. Que seja um começo em grande! Ou vamos todos tremer já desde o início e passar as restantes jornadas atrás do prejuízo. E não é isso que a malta quer. A malta quer é festa.
sábado, 17 de agosto de 2013
Crise de valores
Ontem fiz questão de ver a entrevista ao Lorenzo Carvalho, já mesmo depois de ter acabado, porque foi ontem de tarde que comecei a segui-lo pelo Facebook e tinha visto algumas
coisas recentes sobre ele. Eu só posso dizer que fiquei envergonhada, e acima de tudo indignada com a atitude de uma entrevistadora que esquece todos os moralismos de um grupo profissional quando o tema é dinheiro.
Sabemos que o rapaz foi convidado para o telejornal só para ser acusado de ser rico, é certo. Sabemos que a entrevista não tinha qualquer conteúdo televisivo, que não havia objectivos senão o de lhe apontar o dedo, que não há seja o que for na vida daquele rapaz que contribua para a nossa felicidade ou infelicidade. Então há uma série de coisas que não percebo:
1º Vão começar a partir de agora a entrevistar todos os homens ricos do país? Gostava de saber, por acaso, quais serão as próximas vítimas do escárnio e inveja da entrevistadora, ou não faz sentido ontem terem convidado o Lorenzo. Ah, esperem, a maior parte dos homens muito ricos em Portugal só o são através de crime (corrupção) e a esses nada é cobrado. Os restantes são desinteressantes, porque trabalharam muito para lá chegar (que estúpidos) e não contratam a Pamela Anderson para celebrar a juventude. Uma seca!
2º Como se mete à frente de grandes entrevistas uma sanguessuga televisiva como a Judite de Sousa, cujo objectivo único é chocar sempre que pode, mesmo quando anuncia notícias banais, com aquele ar terminal de quem nos tenta suster a respiração a cada momento? Momentos brilhantes da TVI no seu esplendor, onde tudo vale em nome do choque e das audiências, custe o que custar, custe a quem custar.
3º Para quê fazer perguntas ao rapaz quando não se está minimamente interessado nas respostas? A mulher colocou as suas perguntas pessoais, cada uma mais estúpida e impertinente que a anterior, e não disfarçou sequer o desinteresse que tinha nas respostas. Atropelava-o, calava-o, desdizia tudo e ainda fazia ar de nojo por ficar sempre por baixo nas intenções que tinha. Ao contrário do que ela imaginava, pobre Judite, ele não tinha descurado a caridade e ajuda social. Ele não ficou contra a parede e respondeu, tranquila e respeitosamente, a todas as perguntas estúpidas e acusações que foi ali receber.
4º Onde é que neste mundo o rapaz é obrigado a fazer caridade por ser rico?! Pior, porque raio tem ele de ajudar a crise de Portugal, quando os responsáveis pela crise andam a passear-se pelo mundo, livres, aplaudidos com bons cargos e também eles cheios de dinheiro? Então agora os ricos têm dívidas para com os países em crise? Ou os ricos agora não podem viver em países em crise? Se calhar é para não ferir susceptibilidades das mentes mais pobres. Não percebi, ajudem-me!
Já agora, eu adoro ajudar, é algo que defendo, e ainda por cima o Lorenzo ajuda muito, em caridade e ajudas individuais, mas apontar o dedo a perguntar como é possível ele não ajudar os pobres jovens desempregados portugueses como se tivesse alguma coisa a ver com isso, foi simplesmente ridículo. Ajudar é algo que tem de vir do coração, senão é ajudar para aparecer nas revistas e isso sim, é ser fútil. Eu não imagino uma atitude mais fútil do que perguntar directamente na cara de um rico porque não faz isto ou não faz aquilo. Inveja pura e dura!
5º Como pode uma jornalista que foi levada ao topo da carreira ter uma atitude tão infantil, imoral e egocêntrica em pleno horário nobre televisivo? Aquilo que se passou ali, além do baixo nível, foi uma vergonha pelo ataque pessoal da Judite de Sousa ao entrevistado. A cada observação ela fazia notar a inveja pelos bens do Lorenzo, pela vida desregrada que ele se permitia, pelo pouco esforço que fez para ter o que tem, e por no meio disto tudo ele ainda ser bom rapaz e ter juízo. Revoltante, não é? É tudo o que um português não consegue olhar de frente e ela ali estava, a tentar representar o ódio português. "Porquê, mas porquê?" era a atitude dela perante o jovem milionário. O ar de nojo, a pergunta sobre o relógio, a frieza a tentar encontrar assassinatos no meio da história.
Toda a gente sabe que a mulher tem um ordenado milionário e isso tornou aquele teatro de ontem ainda mais despropositado. Tal como eu nunca critiquei quem faz férias de luxo, tem malas, casas ou carros de luxo quando são fruto do seu trabalho - ou fruto da sorte, tanto faz! - ela devia estar calada em relação ao que os outros fazem ou não fazem com o seu dinheiro e bens. Esse era o seu dever, e se não o faz como pessoa porque não consegue, então tinha de fazê-lo como jornalista. Mas não, a inveja, grande demais, venceu. E assim venceu também o Lorenzo, que foi chamado para ficar mal na fotografia e quem acabou mal foi mesmo a velhota.
É esta mentalidade tão, mas tão pobre, do nosso país que atrai conteúdos como o de ontem. As praias cheias do Algarve, os hotéis à pinha ou as férias da Cristina Ferreira na Grécia jamais seriam notícia hoje em dia se as pessoas não fossem tão invejosas e mesquinhas. Eu sei que a Cristina Ferreira ganha rios de dinheiro, mas e então? Querem a vida dela? Força, façam igual. Vão à luta, como ela foi. E boa sorte para conseguirem chegar tão longe. Não querem ir, dá muito trabalho? Então, por favor, não vão, mas parem de cruzar os braços e reclamar de quem conseguiu lutar pelo seu lugar ao sol.
Acima de tudo, ontem senti vergonha porque na atitude da Judite estava espelhado o sentimento de inveja dos comuns portugueses, disponíveis para apontar o dedo sempre que vêem alguém mais rico. E enquanto os programas de horário nobre viverem para alimentar isto, pois é o que rende neste cantinho da Europa, eu só vejo tudo a piorar. Quanto a mim, fica a mensagem para os ricos e para mim própria: é sorrir e acenar.
Sabemos que o rapaz foi convidado para o telejornal só para ser acusado de ser rico, é certo. Sabemos que a entrevista não tinha qualquer conteúdo televisivo, que não havia objectivos senão o de lhe apontar o dedo, que não há seja o que for na vida daquele rapaz que contribua para a nossa felicidade ou infelicidade. Então há uma série de coisas que não percebo:
1º Vão começar a partir de agora a entrevistar todos os homens ricos do país? Gostava de saber, por acaso, quais serão as próximas vítimas do escárnio e inveja da entrevistadora, ou não faz sentido ontem terem convidado o Lorenzo. Ah, esperem, a maior parte dos homens muito ricos em Portugal só o são através de crime (corrupção) e a esses nada é cobrado. Os restantes são desinteressantes, porque trabalharam muito para lá chegar (que estúpidos) e não contratam a Pamela Anderson para celebrar a juventude. Uma seca!
2º Como se mete à frente de grandes entrevistas uma sanguessuga televisiva como a Judite de Sousa, cujo objectivo único é chocar sempre que pode, mesmo quando anuncia notícias banais, com aquele ar terminal de quem nos tenta suster a respiração a cada momento? Momentos brilhantes da TVI no seu esplendor, onde tudo vale em nome do choque e das audiências, custe o que custar, custe a quem custar.
3º Para quê fazer perguntas ao rapaz quando não se está minimamente interessado nas respostas? A mulher colocou as suas perguntas pessoais, cada uma mais estúpida e impertinente que a anterior, e não disfarçou sequer o desinteresse que tinha nas respostas. Atropelava-o, calava-o, desdizia tudo e ainda fazia ar de nojo por ficar sempre por baixo nas intenções que tinha. Ao contrário do que ela imaginava, pobre Judite, ele não tinha descurado a caridade e ajuda social. Ele não ficou contra a parede e respondeu, tranquila e respeitosamente, a todas as perguntas estúpidas e acusações que foi ali receber.
4º Onde é que neste mundo o rapaz é obrigado a fazer caridade por ser rico?! Pior, porque raio tem ele de ajudar a crise de Portugal, quando os responsáveis pela crise andam a passear-se pelo mundo, livres, aplaudidos com bons cargos e também eles cheios de dinheiro? Então agora os ricos têm dívidas para com os países em crise? Ou os ricos agora não podem viver em países em crise? Se calhar é para não ferir susceptibilidades das mentes mais pobres. Não percebi, ajudem-me!
Já agora, eu adoro ajudar, é algo que defendo, e ainda por cima o Lorenzo ajuda muito, em caridade e ajudas individuais, mas apontar o dedo a perguntar como é possível ele não ajudar os pobres jovens desempregados portugueses como se tivesse alguma coisa a ver com isso, foi simplesmente ridículo. Ajudar é algo que tem de vir do coração, senão é ajudar para aparecer nas revistas e isso sim, é ser fútil. Eu não imagino uma atitude mais fútil do que perguntar directamente na cara de um rico porque não faz isto ou não faz aquilo. Inveja pura e dura!
5º Como pode uma jornalista que foi levada ao topo da carreira ter uma atitude tão infantil, imoral e egocêntrica em pleno horário nobre televisivo? Aquilo que se passou ali, além do baixo nível, foi uma vergonha pelo ataque pessoal da Judite de Sousa ao entrevistado. A cada observação ela fazia notar a inveja pelos bens do Lorenzo, pela vida desregrada que ele se permitia, pelo pouco esforço que fez para ter o que tem, e por no meio disto tudo ele ainda ser bom rapaz e ter juízo. Revoltante, não é? É tudo o que um português não consegue olhar de frente e ela ali estava, a tentar representar o ódio português. "Porquê, mas porquê?" era a atitude dela perante o jovem milionário. O ar de nojo, a pergunta sobre o relógio, a frieza a tentar encontrar assassinatos no meio da história.
Toda a gente sabe que a mulher tem um ordenado milionário e isso tornou aquele teatro de ontem ainda mais despropositado. Tal como eu nunca critiquei quem faz férias de luxo, tem malas, casas ou carros de luxo quando são fruto do seu trabalho - ou fruto da sorte, tanto faz! - ela devia estar calada em relação ao que os outros fazem ou não fazem com o seu dinheiro e bens. Esse era o seu dever, e se não o faz como pessoa porque não consegue, então tinha de fazê-lo como jornalista. Mas não, a inveja, grande demais, venceu. E assim venceu também o Lorenzo, que foi chamado para ficar mal na fotografia e quem acabou mal foi mesmo a velhota.
É esta mentalidade tão, mas tão pobre, do nosso país que atrai conteúdos como o de ontem. As praias cheias do Algarve, os hotéis à pinha ou as férias da Cristina Ferreira na Grécia jamais seriam notícia hoje em dia se as pessoas não fossem tão invejosas e mesquinhas. Eu sei que a Cristina Ferreira ganha rios de dinheiro, mas e então? Querem a vida dela? Força, façam igual. Vão à luta, como ela foi. E boa sorte para conseguirem chegar tão longe. Não querem ir, dá muito trabalho? Então, por favor, não vão, mas parem de cruzar os braços e reclamar de quem conseguiu lutar pelo seu lugar ao sol.
Acima de tudo, ontem senti vergonha porque na atitude da Judite estava espelhado o sentimento de inveja dos comuns portugueses, disponíveis para apontar o dedo sempre que vêem alguém mais rico. E enquanto os programas de horário nobre viverem para alimentar isto, pois é o que rende neste cantinho da Europa, eu só vejo tudo a piorar. Quanto a mim, fica a mensagem para os ricos e para mim própria: é sorrir e acenar.
Passion for Fashion
Fiquei com as minhas emoções ao rubro, ontem, quando entrei na Zara. Não metia um pézinho nas lojas há algum tempo e não sabia como as colecções estavam tão renovadas, bonitas, leves e ao mesmo tempo já com cheiro a Outono. É aquela altura do ano de mixed feelings, de não querer que o Verão termine, mas a pensar nos dias lindos e acolhedores que se seguem ao calor. E ver as novas colecções é algo que todos os anos mexe comigo, não só pelo que simbolizam - a mudança - mas pela beleza das lojas, o meu encanto pelo novo e pela moda. Fiquei fascinada com umas quantas peças novas que encontrei, olhei para elas, mexi e contemplei com paixão total. Não sei se é o meu lado consumista ou se é amor verdadeiro (devem ser os dois juntos, pronto), mas a moda deixa-me o coração a bater mais forte, muito mais forte, e posso jurar que vou ser bem feliz a trabalhar nesta área no futuro. Vou dar o meu melhor para lá chegar, porque sei que é um destino muito feliz para mim. É bom conhecer as coisas que nos fazem felizes! Nos entretantos vou-me inspirando, babando e suspirando sobre as novas colecções, uma tentação que me vai roubar as atenções nos próximos tempos.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Meio do mês, meio do objectivo
Bom, não é que seja o meu objectivo de vida, mas é o mais urgente agora. Terminar a tese é algo que eu imaginava para há uns meses atrás, pelo menos dois, e está bem longe (a meio) de se realizar. Hoje cheguei exactamente a metade deste trabalho, e tendo em conta que foram uns nove meses nesta brincadeira, é melhor não pensar em quanto tempo quero mesmo fazer a segunda metade. Foi um percurso com muita turbulência até chegar aqui. Mudei de tema em Fevereiro, voltei a mudar em Abril. Aí fui consultar tudo e mais alguma coisa sobre o assunto e escrevi a minha primeira palavra já no fim de Maio. A 11 de Julho estava eu no gabinete do professor a apresentar quase metade do meu trabalho já feito (em tempo record), atrasadíssima e aflita por passar à fase seguinte e dar este assunto por encerrado, quando ele me informou que não era nada daquilo, que de nada tinha valido, para vir para casa recomeçar. Respeitei. Dia 12 foi novamente o dia zero do meu trabalho, quando alguns colegas já tinham as suas teses entregues.
Restou-me olhar em frente, lembrar-me de que não desisto nunca, e no fim até costuma valer bem a pena o meu esforço estupidamente gigante.
Ocorreu-me muitas vezes que montes de pormenores neste percurso não fizeram sentido, que teria feito tudo diferente, e que sem dúvida qualquer pessoa no meu lugar deixaria isto para o próximo ano, por de facto parecer
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