segunda-feira, 29 de julho de 2013
A verdadeira história
Falei do meu fim-de-semana com todo o carinho e entusiasmo, mas a verdade é que não foi fácil. Não. Que foi giro, foi. Que passeámos muito, sem dúvida. E se o concerto valeu a pena? Foi uma maravilha que quero repetir já quase em Dezembro deste ano, no Coliseu do Porto. O que não correu bem foi a alergia com que fui brindada na manhã em que os nossos convidados iam chegar! Se havia mil outros dias que não a sexta-feira para isto me acontecer? Bom, haver, havia, mas quando é comigo é assim, acho que já nem me pergunto "porquê? mas porquê a mim?!". Primeiro, porque sei uma resposta: o meu stress chama por estas coisas, e elas caminham facilmente até mim, especialmente em dias assim, em que estou ansiosa por que chegue algo, seja bom ou mau. Depois, porque foi uma reacção alérgica à depilação a laser.
Em Abril tinha-me acontecido exactamente a mesma coisa. Fui até à Clínica do Pêlo pela n-ésima vez fazer depilação (pelos vistos as mulheres de bigode loiro têm de encarar a clínica como uma segunda casa) e pela primeira vez, depois de umas 10 ou 15 sessões, a coisa não correu bem. Fiquei com uma mancha vermelha acompanhada de borbulhas na cara durante cerca de duas semanas. Era só à volta da boca, mas estava horrível e eu estava assustadíssima com aquilo. Será que ia ficar assim para sempre? Queimaduras na cara? Porque nunca tinha aparecido antes? Bom, fui à farmácia e fiquei a tomar umas coisas para alergia que pouco ajudaram, mas como trabalho em casa e não ia apanhar sol, esperei pacientemente até que passou. O facto da alergia aparecer no dia da semi-final do concurso da Acredita Portugal, onde éramos finalistas com o nosso projecto e íamos dar o nosso melhor para estar na final, também ajuda a explicar muito sobre o aparecimento desse problema (stress a mais -> corpo em baixo -> qualquer coisa de mal pega logo em mim, sempre).
Acontece que depois desse episódio fiquei a pensar mal da clínica, mas como também não lhes tinha pedido justificações, lá fui eu, infelizmente, na semana passada repetir a asneira. Avisei que da última vez tinha corrido mal, queria talvez menos potência no laser, não queria ter problemas naquele dia. Voltei para casa, comecei a ficar vermelha, mas desvalorizei. Na manhã seguinte acordei sem ver parte dos meus lábios, inchada, vermelha e com ardor e sensação de queimadura feios. Liguei imediatamente para lá e felizmente disponibilizaram-me a médica da clínica para falar comigo ao telefone e dar-me a receita mágica para me salvar daquela situação, mas não sem antes passar o meu fim-de-semana de rastos. Foram três dias a tomar anti-histamínicos, gigantes mocas de sono em pleno dia (obrigada, Atarax e Zyrtec, por me fazerem sentir uma morta-viva e me bloquearem os pensamento durante este tempo), carradas de pomada na cara, protector solar de hora a hora, comichões desesperantes durante a noite, daquelas que só apetece arrancar a pele, e uma sensação de ardor e queimadura que só queria que passasse. Isto no meio dos meus passeios por Lisboa e degustações gastronómicas. Não foi giro! Mas agora (só agora) está a passar e estou a ficar mais tranquila. O que resta saber é se volto a entrar na Clínica do Pêlo.
♥♥♥
Porque a vida não faz sentido de outra forma.
Porque cada vez sinto mais o significado destas palavras.
Boa semana!
domingo, 28 de julho de 2013
Looking for energy
Estou a recuperar deste fim-de-semana que foi tão bom por termos recebido cá em casa os nossos novos amigos do Porto. Juntámo-nos na sexta para assistir ao concerto de Jamie Cullum em Oeiras, ainda saímos depois disso e o dia seguinte ficou reservado para eles conhecerem mais qualquer coisa de Lisboa. É engraçado como as visitas guiadas acabam por ser sempre um pouco gastronómicas, em função daquilo que eles têm mesmo de provar na cidade. Começa-se o dia nas pastelarias, passa-se por um prato típico ao almoço, a tarde na praia e o fim-de-semana termina nos Pastéis de Belém. Ainda levaram na bagagem a especialidade da Padaria Portuguesa para provar já na chegada ao Norte. Eles conheceram aqui a nossa zona toda, que é tão gira, e nós adorámos o passeio, e, quem sabe, conseguimos convencer dois nortenhos a mudar-se para a capital. Hoje dormi como nunca e estamos por aqui cansadinhos e a recuperar (de muitos passeios e excessos alimentares) para mais uma semana de muito trabalho. É assim que se vai entrar em Agosto. Bom domingo!
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Saber quando parar
Há alturas em que me meto a pensar que tal como há aquele anúncio do já comeste fruta hoje?, também eu devia começar a perguntar-me "Belicious, por acaso já comeste carne esta semana?" e não, por acaso não. Por acaso já vai para sete dias e eu nem me apercebo, esqueço-me dela, e está errado porque ela faz falta. Distraio-me nas saladas, todos os dias, na fruta, até em pratos vegetarianos já com alguma frequência e, claro, no peixe. Para mim, é tudo o que o Verão pede: comida fresca e levezinha, comer muito pouco, beber mais que muito.
No entanto, chego a estas alturas, normalmente a meio do Verão, e começo a pensar na última vez que me distraí desta forma, fiz análises, e a minha rigorosa médica na altura gritou que eu estava muito magra, que tinha de fazer alguma coisa rapidamente, "mesmo sendo eu vegetariana". Eu só pensei Oi? Ouvi bem? A doutora pensava mesmo que eu era vegetariana, pelos resultados das minhas análises. [Apetecia-me explicar-lhe que "a magra" que ela tinha à frente, tinha estado anos antes no gabinete de nutricionista ao lado do dela para perder uns quilinhos!]. Mas ela tinha razão, eu estava abaixo do peso, tinha níveis de carne, sal, forças do corpo todas em carência e a mulher a dar-me um sermão enorme. Resultado: saí do gabinete e fui jantar ao Mc Donald's.
Bom, flashbacks à parte, eu hoje já trato disto, faço uma refeição de carne, e quanto à dieta também a termino entretanto, não vá eu ser acusada de algo novamente no fim do Verão. Comecei-a em Fevereiro e disse aqui no blog que ia colocando actualizações e novidades, mas acabei por guardá-la para mim. Entrou uma fase complicada de trabalho e não consegui partilhar evoluções como queria, mas consegui não desistir dela (as dietas consomem tempo!) e ainda a fui intensificando ao longo do tempo. Adoro isso, de desafiar o meu auto-controlo, a minha organização, redefinir as minhas estratégias pessoais para alcançar os resultados que quero. E resultou, porque o IMC tem descido bastante, e é por isso que vou parar porque não quero chegar novamente ao peso que tinha quando estive na médica daquela vez. Tudo saudável, tudo no sítio. É só isso que quero e um dia destes conto algumas coisas. Mas para já, vou almoçar alguma carninha.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

