sábado, 13 de julho de 2013

Sobre os últimos dias



Só quero acreditar nisto:
"All things are difficult before they are easy"
- Thomas Fuller

Maravilhas do mundo


Então e só ontem é que descobri que está aí a Feira Internacional do Artesanato e já nos últimos dias? Está aqui na minha vizinha FIL, é um evento que adoro muito e acaba já amanhã. Andei realmente ocupada nestes últimos tempos para tal informação me passar ao lado. Pelo menos descobri a tempo e por acaso não sei bem como, mas vou ter de arranjar um tempinho para ir explorar aqueles quatro pavilhões cheios de maravilhas
do mundo.

Going crazy


Não foi fácil levar com uma rejeição deste tamanho. Foi mais um mês intenso a dar no duro, com mais sacrifícios e contrapartidas, pouca vontade e sempre atrás do espírito positivo, que teimava em fugir devido ao meu atraso neste trabalho. Mesmo assim, corri atrás do objectivo que era ter aquela parte acabada numa semana. E eu que faço sempre tudo bem feitinho... Alguma vez tinha de ser a primeira. Estava tudo mal. O professor mandou tudo ao lixo. Tu-do. E eu com um sorriso na cara (as lágrimas nos olhos não interessam) em frente dele, durante três horas. Voltei ao ponto zero - ao zero! - depois de quase um ano e a pouco mais de um mês da entrega. Está bem, eu sou perita em impossíveis... Perita em esforços daqueles, em recordes estúpidos, em sacrifícios desnecessários. Vamos lá dar a volta (ainda) mais uma vez. Eu sou capaz.

terça-feira, 9 de julho de 2013

About myself


"When I was young, I used to admire intelligent people; as I grow older, I admire kind people"  Abraham Joshua Heschel

Ponto de situação (breve desabafinho)


Estou tãoooooooooooooooooooo cansada! Esta recta final tem sido um período intenso. Ultimamente é assim: trabalho académico pela noite dentro, sem paragens nem para respirar (às vezes literalmente, com este calor), a forçar-me a dormir ainda menos tempo por noite, a comer em frente ao computador, a continuar quando os olhos querem ceder. Enfim, fases daquelas! Sinto-me em plena época de exames, mas já se sabe que no fim tudo valeu a pena, é tão bom - e este percurso, embora difícil, às vezes também dá o seu gozo! E se tem de ser feito, então que seja assim, a tirar partido de algumas fases. Bom, e quando sou raptada quase à meia-noite para ir matar saudades de mega-magnuns à rua ou para jantar na esplanada em clima de romance num final de tarde quente também sabe tãooooooo bem. Pequenos prazeres no meio da loucura que são compensados assim que volto a casa. As madrugadas de 30º ajudam ao espírito aqui em frente ao computador. O deadline que o professor me deu chega já amanhã e nem estou para ver o que me espera até lá. Ou melhor, eu já sei o que é, é muito (ainda mais) trabalhinho.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

A abrir a semana


Quando apanho aquele psicólogo no programa da manhã (sim, são uma óptima companhia de trabalho às vezes, durante os temas animados) tomo atenção e aprendo sempre alguma coisa. É a maneira tão alegre e feliz e confiante com que diz as coisas. Sobretudo, a forma simples e tão lógica com que as diz. Parece que a vida é óbvia! Adoro e aprendo.

Na última semana falou sobre relacionamentos e, mais uma vez, adorei e aprendi. Ele explicou que a coisa mais fantástica e mais feliz que nos pode alguma vez acontecer na vida é estar num relacionamento. É termos uma relação (saudável, claro) e aí temos nas mãos a forma maior de felicidade. Ninguém é tão feliz noutra situação que não numa relação a dois. É inexplicável a felicidade de ter alguém ao lado, a vontade de voar ao fim do dia para junto daquela pessoa que nos faz sentir o mundo dentro de nós. Obviamente que ele fala de relações estáveis, mas isso não significa que as pessoas têm dinheiro ou vivem juntas ou gostam das mesmas coisas ou querem casar. Nada disso. Significa só que sabemos que é a sério, que somos um do outro, um do outro e de mais ninguém. Como que um pacto feliz.

É o efeito do amor. As relações de amor são maiores que a própria vida. Eu bebia cada palavra que o homem dizia, identificava-me com cada frase, sabia que aquilo era tudo verdade. Eu vivo uma (já longa) história de amor que me faz tão, mas tão feliz todos os dias. Sei o poder que tem esta relação e como me faz ultrapassar todos os obstáculos que aparecem, assim como faz que as coisas boas se transformem numa explosão de maravilhosamente boas, a vida é cor-de-rosa assim. Obviamente, existem os problemas, mas eu lembro-me sempre que é normal haver problemas, porque é, e assim se chega sempre a um bem comum. Porque o amor é maior que tudo! E se há aquelas pessoas que dizem que "o amor isto, o amor aquilo", sempre zangadas e irritadas, ou é porque nunca experimentaram, ou querem aquilo que os outros têm. Lá está, falta-lhes a felicidade do amor.

Eu fico grata pelo mar de alegrias que tenho a toda a hora, e é único sentir que este amor ainda está crescer e vai até multiplicar-se. E ninguém tem de saber ou não que estamos felizes. Como dizia ainda nesta semana a Samantha Jones no SATC, "não tens de perguntar se gostam, não interessa o que os outros pensam sobre a tua relação; ninguém sabe o que se passa dentro de tua casa, só tu, e só a ti é que interessa". E, bem, nesta casa transborda-se amor. Mas isso ninguém tem de saber.

sábado, 6 de julho de 2013

Escolhas


Depois de assistir às entrevistas inspiradoras do Paulo Pereira da Silva e do João Catalão no 5 Para a Meia Noite (programa tão bom que nunca devia ter interrupções), dá-se novamente o click com mais ideias para o meu trabalho diário e, claro, para a minha vida. Fazer a tese sobre um tema que é o meu dia-a-dia e que gosto tanto mas tanto, foi não só uma escolha inteligente como o caminho mais óbvio, na minha opinião. Se não escolhermos fazer o que nos apaixona, então o que andamos aqui a fazer?

Estou a escrever numa noite lisboeta de muito calor, estou aqui com muito pouca roupa e mesmo assim está difícil de respirar. Há um ano era assim também, à volta dos 30º de madrugada, a estudar. Há dois anos também, há três, há quatro, há seis anos que tem sido assim que sinto as noites quentes de Verão. Mas sempre o fiz por opção e sei quais os meus motivos. É claro que sei que está uma noite irresistível lá fora, das que amo, cheia de gente que já vi passar no final desta sexta-feira, noite de sair e relaxar, ainda mais perante a noite mais quente do ano. Mas sei também porque escolho ficar aqui, já tinha decidido isso há muito tempo, que ia seguir este caminho e cumprir estes objectivos. O Paulo Pereira da Silva contava agora mesmo, entre mil outros factos interessantes, que viveu 12 anos dentro da fábrica do papel, 'para começar bem o negócio'. E é o dono da empresa! Viveu ali durante uma dúzia de anos para aprender bem os processos e para conhecer bem as pessoas, contou ele. Hoje em dia é apontado na rua como um milionário que mal pára em Portugal, que tem uma vida de luxo e tudo porque um dia lhe deu na cabeça meter cores no papel higiénico. Ninguém, mas ninguém, pára sequer para pensar o que ele terá sacrificado ou investido para hoje ser quem é. Só é rico e pronto. Mas que sorte. Estúpido. Só eu é que não sou.

Não é que toda a gente tenha de dar valor ou dar os parabéns, nada disso. Eu costumo dizer que não peço que façam o mesmo. Só peço é que não critiquem.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Seems like a break


Hoje tornei o dia especialmente bom quando decidi juntar o útil ao agradável. Tinha de ir buscar as minhas novas lentes de contacto e como tinha marcado para a hora de almoço, acabei por ficar para almoçar também. Com este calor fantástico, uma esplanada era tudo o que apetecia e bem perto da loja estava a nova Padaria Portuguesa. Só o nome é a minha cara, a pastelaria deles é a minha cara, e hoje descobri que as refeições também são (nada de inesperado, mas estou a fazer assunto). Eu e a minha D. almoçámos nesta nova esplanada, ali ficámos entre conversas e gargalhadas, e no fim só comentávamos a boa escolha que fizemos para almoçar, que cheias estávamos, que boas eram as saladas e o barato que ficava ir ali almoçar um menu completo tão fresco e saudável. O que interessa mesmo é que ficámos de repetir e repetir e repetir.
Cumprimos a nossa hora restrita de almoço (tínhamos 45 minutos) e não podia ter sido mais bem passada. Já não sabia o que é parar um bocadinho o trabalho sem ter um evento combinado. Há anos que ando assim, tão atarefada, tenho mesmo de passar esta última fase. É bom, mas BOM alimentar as amizades. Hoje tive um dia ainda mais feliz.

terça-feira, 2 de julho de 2013

E cenas que nunca vou compreender, já agora

Devo ser a única pessoa desta nação que não está feliz e a dar pulinhos de emoção pelo facto do nosso país estar o caos. Mas também, no rumo que os portugueses têm seguido, não sei porque ainda me espanto com estas coisas - a crítica fácil, o descontentamento com tudo, o pensamento básico, a alegria perante a desgraça, o coitadismo, o ser sempre-contra-tudo, a ignorância. E o orgulho em ser assim. Povo condenado...

Cenas que me intrigam

 

Porque é que os sportinguistas torcem cem vezes mais pelo seu clube durante o Verão (quando não há jogos senão os da pré-época) e depois viram as costas ao clube durante a época? O cenário repete-se e agrava-se de ano para ano. Nesta altura é vê-los a transbordar orgulho, paixão, fé, apoio, fanatismo. Ao fim do primeiro mês de jogos oficiais vai-se o entusiasmo todo, voltam-se contra o próprio clube (coisa linda de se ver) e "adeus, até para o ano". Fenómeno estranho para mim, que gosto de apoiar, compreender e não apontar o dedo à primeira falha. Acho que quem faz isso simplesmente não pensa. E, de resto, e não levando as coisas muito a sério porque não vale a pena, costumo dizer "se o teu clube te revolta tanto e te deixa mal disposto, então porque não te mudas? Procura algo que te dê mais alegrias". Afinal, até foi isso que eu própria fiz. A vida é muito curta para o pessoal andar chateado por tão pouco. Mas isto sou eu a dizer.