sexta-feira, 31 de maio de 2013

It will be ok



Se ficaram confusos pelo que disse sobre a minha nova tese de mestrado nesta altura do campeonato, têm boas razões para isso. Mas eu esclareço.

É certo que estou a caminhar para o fim deste curso (já?!) e devia estar nas finalizações do meu grande trabalho, mas como disse no post de ontem... A vida dá voltas.

Dá tantas voltas que entretanto mudei de tema, refiz os planos todos, e numa altura em que os meus colegas já estão a terminar as suas teses, eu não lancei sequer a primeira pedra da minha. É o pânico, eu sei, mas não sou de desistir, finjo que está tudo bem e vou continuar (neste caso vou começar!). Sempre foi assim, e no fim acabo por conseguir. E com sucesso.

Se não conseguir, amigos como dantes. I'll be ok.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Photo Diaries

Não costumo partilhar as minhas fotos do dia-a-dia, mas são muitas, sempre. É uma espécie de vício que criei com a minha primeira máquina fotográfica a sério, o de registar todos os momentos. Todos todos não são, mas aqueles que sei que poderia não me lembrar mais tarde se não fosse esta e aquela fotografia. Os momentos mais óbvios não necessitam, mas os mais pequeninos sabem bem recordar mais tarde. É através destas fotos que me vou apercebendo que, com o passar do tempo, aquilo de que sentimos mais falta são coisas a que nem dávamos valor... Coisas pequeninas, sempre! Aquelas que vão mudando ao longo do tempo, sem notarmos, e que quando vemos uma foto, dizemos com um suspiro: "bons tempos...".

Agora não fiquem a imaginar-me com uma máquina sempre em punho. Já fui assim, mas agora quem regista tudo é o iPhone. Por preguiça ou por comodidade - ou até para não assumir o meu pequeno vício - é no telemóvel que registo tudo o que quero. É por isso que o Instagram se tornou dos meus melhores amigos desde que apareceu - e veio criar este viciozinho também em milhares de pessoas nem ligavam muito a fotos. Dou muito uso à minha conta, mas não tanto como dou ao acto de tirar fotos em si. Em cada dez situações lá vou eu "instagramar" uma fotozinha.

Acho que posso concluir que não tenho partilhado muito do que faço por aqui, e neste blog que só uso para também registar momentos, opiniões e situações por que passo, bem que me podia esforçar mais para colocar aqui umas coisinhas e ficar "duplamente registado" ;)

Esta manhã tirei um bocado para "o meu momento" - basicamente um luxo a que me dou no meio dos trabalhos e me sabe liiiindamente - e fui até uma esplanada que frequento para tomar o pequeno-almoço. Tive uma companhia inesperada, tão carinhosa que não consegui tirar os olhos "dela". Foi uma companhia canina, que não desgrudou de mim e não fosse o dono a vigiar tão bem, eu tinha trazido aquele cãozinho comigo para casa. Despertou ainda mais a minha vontade de ter o meu, pela primeira vez, como a experiência mais afectuosa da minha vida. Confesso que não resisti acabei por dar-lhe quase todo o fiambre da minha sandes.





Empreender Mentalidades

O meu tema de tese vai ser agora o empreendedorismo. Pois, eu tinha dito há muitos meses atrás que seria outra coisa totalmente diferente, uma coisa que adorava e me arrepiava só de pensar, mas a vida dá voltas...

Não é o tema que tinha decidido em Setembro passado, mas é caso para me dar os tais arrepios na mesma. Acarinhei-o como se fosse só meu, quando há tão poucos estudos ainda sobre o tema e quando estou tão envolvida e apaixonada por ele. Mas de repente, em especial por culpa do Prós e Contras da semana passada, é o tema do dia. Desde a polémica à volta do Martim (sobre a qual tive vontade de me vir manifestar mas fui-me contendo porque detesto chatear-me), tenho visto novas notícias sobre o tema 'empreendedorismo', novos sites, portais, notícias de jovens "iguais" ao Martim por toda a parte. Hoje mesmo fui ver as novas capas da Visão e Sábado desta semana e uma delas era exclusivamente sobre "Miúdos que Criam Negócios - Empreendedorismo da Geração Sub-20". Enfim. Se por um lado fico contente por se valorizar o tema, os corajosos que tomam este rumo de vida e conhecer a cara por trás de tantos novos e bons negócios que existem agora (à custa de muitos esforços e sacríficios pessoais), por outro lado fico completamente triste pela banalização de um tema que é de tão grande importância e profundidade, tratado levianamente e como uma brincadeira, e inevitavelmente deixado nas bocas do mundo, deixado para ser criticado.

É este o lado negro do empreendedorismo. O lado negro não são os sacrifícios de vida do empreededor, porque esse fá-los por opção e por gosto, por paixão. O lado negro é banalizar um tema delicado e deixá-lo nas mãos (nas bocas) do povo, sujeito à crítica, sujeito à inveja - para ser mais directa. Porque, na generalidade, as pessoas não sabem criar. Em consequência disso, a sua posição perante quem cria é a de crítica, o espelho da inveja. Poderiam ser aplausos, reconhecimento, apreço por quem tem a coragem de ir em frente, arriscar e criar, mas não, isso é pedir muito para mentalidades tão pequeninas por este país fora. Criticar é a via mais fácil. A criticar eu sou grande. Elogiar os outros faz de mim pequenino! - as pessoas não podem fazer ideia de como este pensamento está errado.

O que escrevo não é mais que um desabafo, um vago desabafo, mas que pede para não seguirem na onda de ódios e invejas. Empreender pode ser uma moda para alguns, mas para a maioria neste mundo é algo de muito sério e complicado, e é muito triste ainda ser criticado depois de tantas lutas, em especial por pessoas que nunca experimentaram lutar por algo e muito menos sabem do que falam. Eu vou esperar que esta moda passe e os danos não permaneçam. Mas a mente pequenina do português, essa, para minha tristeza, nunca se vai alterar.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Ri-Ri Love

Falando em música, impossível ignorar que esta noite está aqui, em Portugal e ao lado de minha casa, a Rihanna - minha adorada Rihanna - a actuar. Desta vez excedeu-se nos preços e o facto de desconhecer o álbum novo levou-me a escolher não ir. Mas hoje é dia chorar a decisão. Agora espero não ouvir o concerto pela janela, senão ainda acabo a comprar o bilhete a meio do espectáculo. É mesmo assim, não dá para ir sempre e eu sei que ela volta. Até à próxima, Ri-Ri.
 

Vidinha dura

Começou mais uma semana, estão cada vez mais iguais. Tento contrariá-lo, com pequenas iniciativas no meio da agitação do trabalho e com ideias pequeninas, mas depois lembro-me que o tempo não é para festas e tudo continua igual. Resta trabalhar... e trabalhar, antes que algo termine mal.

Ao fim-de-semana, vou admitir, é quando custa mais. Vai para oito meses que mudei para o Parque das Nações e continuo sem ter aproveitado a zona. Imaginava-me a entrar na Primavera já com muito mais tempo, a aproveitar a minha varanda de casa, namorar lá muito, sair por estes jardins, ir jogar ténis, andar em forma no meu vizinho ginásio, explorar todas as esplanadas e espaços de lazer. Dizia eu que ao fim-de-semana custa mais... É quando me deparo com as pessoas a fazer tudo isso, mas em versão multidão. Mesmo. É vê-los nos piqueniques, a rebolar pela relva (literalmente), e ler um livro debaixo da árvore acompanhados dos mais-que-tudo, a sair de bicicleta em família, a encher as esplanadas logo pela manhã de sábado (em família, beautiful), a levar as raquetes de ténis às costas. É tudo isto e muito mais sempre que saio e quando não saio vou espreitar na janela. Erro meu, erro meu!

Este domingo custou especialmente. Foi a última sessão de Out Jazz aqui no Parque Tejo, foi a melhor edição de sempre, a maior adesão e ouve-se tudinho em minha casa. Ao fim da tarde, ouvia-se o jazz e as boas vibes das pessoas a entrar pela minha janela de sala, juntamente com um sol dourado que já me estava a deixar em frustração completa por estar a perder o melhor desta vida. A verdade é que daqui não posso sair enquanto não cumprir as minhas obrigações maiores. E no domingo a tarde acabou com esse sol na cara, em casa, e uma musiquinha que me soube muito bem, enquanto continuava a estudar.


sexta-feira, 24 de maio de 2013

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Fenómenos do dinheiro


Aparentemente, chegou a hora das pessoas no geral fazerem a festa porque vão agora conhecendo, aos poucos, as novas notas de cinco euros. Ele é partilhas no instagram, é supertições de usá-las, é guardar a primeira bem escondida, é colar a primeira no frigorífico, para ver todos os dias e bastantes vezes, de preferência. Só não entendi ainda a origem de tanta frescura, andará algo de místico à volta desta nota que eu deconheça? Apanhei duas das novas notas logo no dia seguinte a serem lançadas e logo um dia depois depachei-as. Será caso para ficar preocupada?

domingo, 19 de maio de 2013

No matter what

É bom saber de antemão que o fim-de-semana vai ser maravilhoso, faça chuva ou faça sol, ir sem medos e de mãos dadas para três dias de puro descanso intelectual. Assim foi, com chuva presente todos os dias, hospedados num aldeamento top e tão giro, com uma piscina tão convidativa e a praia à porta, mas o tempo incerto a pregar partidas. Nada de tristezas ou azares: se este ano não há calor, há aqui amor para dar e vender e a felicidade de uma fuga tão deliciosa ao trabalho diário é inegável. Quero mais!!!

Adoro o Algarve, adorei Lagos. Sou a maior fã de cidades grandes e sofisticadas, mas aquela localidade mais pequena e tradicional também foi uma boa surpresa e ainda ficávamos por ali uma semana, duas, um mês, sei lá! Claro que ser a única portuguesa no meu próprio país durante muito mais tempo ia ser estranho, assim como continuar a tentar encontrar refeições que não sejam omeletes, tostas e english breakfast (uma luta sem fim), mas voluntariava-me para ainda ir conhecer os restaurantes mais tradicionais que completavam o cenário da Aldeia da Luz, as esplanadas da Marina sem ser à chuva e esperar pelo bom tempo para voltar a almoçar na praia, mas sem os casacos vestidos. Não escolhemos o tempo mas adaptamo-nos a ele! O hotel é pensado para descansar e foi tudo o que fizémos ali - leituras, sestas e passeios. Liberta-se o cansaço mental, traz-se o cansaço físico, mas nada que não se resolva já já. Venha a segunda-feira! E mais dias destes também.

Deixando o óbvio de lado (a praia, a marina, os petiscos, etc.), partilho um pouquinho do sítio onde apetece voltar - com direito a uns raios de sol e tudo.














terça-feira, 14 de maio de 2013

Azar é isto

Por favor, digam-me que mal fiz a este mundo para que justamente no fim-de-semana em que me vou escapar para o Algarve o tempo (o sol, os dias bonitos, o calor!) estar de birra. Isto depois de vários fins-de-semana de Verão que têm feito, muita inspiração de sol, tantas praias cheias e muito desejo de rumar a uma delas. Isto ainda depois de não ter férias há mais de um ano e meio! (não contando com 5 mini-dias no Verão passado).
Uma marcação para o fim de Maio parecia infalível. E eu que já estou a chamar de "férias" a um pequeno fim-de-semana, mas para mim, no meio deste sempre-a-andar-e-não-pára,não-respira,não-descansa que anda a minha vida, já é o CÉU. E sendo o céu, nem o mau tempo nos vai entristecer. Mas só queria saber: Porquêêêêêêêêêê?