sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Em busca da felicidade, contra o mundo


Tenho-me sentido como o protagonista do Pursuit of Happiness. Ele tinha de ser o melhor, estava determinado e disposto a tudo para consegui-lo, mas para isso tinha de lutar contra o mundo, já que o mundo lhe tirava quase todos os meios para conseguir o seu objectivo.
É muito difícil continuar nestes termos, pergunto-me constantemente porque tem de ser assim, porque tenho de passar por estas provas todas. Quando consigo controlar a minha cabeça e começo a fazer as coisas como deve ser, o mundo lembra-se de me impedir de continuar bem, é que a estabilidade não dura nem um dia. Não podia estar descansadinha há semanas com quinze dias inteiros e completos de estudo e sossego como os meus restantes colegas? E eu que queria ter as melhores notas, ... , assim como é possível? Dá-me vontade de rir de mim própria. Não podia, também, ter exames só no fim de Janeiro ou então antes do Natal, tal como em todas as faculdades minimamente normais e que respeitam o estudante como ser humano (ser humano = ter família, logo ter afectos, logo querer ter Natal e matar saudades de tudo aquilo de que esteve privado todo um semestre)? Até podia, mas fazer os estudantes ter o primeiro exame a 2 de Janeiro é muito mais divertido para o nazi que está à frente da faculdade e sempre vamos treinando a nossa tão aclamada "resiliência".
Estou num ponto em que acho que ando a desperdiçar bastante do meu tempo e do meu mundo e de tudo o que está à minha volta em nome de algo que nem sei bem o que é e nem sei ao certo se valerá a pena. Porém, perante todo o esforço que fiz até hoje, que só eu conheço e só eu sei o que representa, não vou "morrer  na praia" e vou continuar a aguentar-me firme nesta luta. Muito triste, é certo. Mas o gajo do filme também conseguiu e aquilo era uma história real. Ah, e bem pior que a minha.

(Já agora, aconselho vivamente o filme a quem não conhece, uma história muito inspiradora.)

Um dia... Fica prometido

Um dia vou voltar a ter o Natal que conheci. Vou ter a casa cheia. Cheia de brilho e de gente, de magia e de alegria, cheia de Natal. Cheia de enfeites, crianças, barulho, comidas, planos e vivências. Vou poder andar semanas antes pelas ruas cheias de músicas, luzes e pessoas. Cheia de compras, embrulhos, confusão, encomendas, compras em família. Cheia de tudo aquilo que esta época significa ainda para mim. Tudo o que significa e que há muito não posso ter e que me deixa uma enorme mágoa.

Um dia vou vingar todos estes anos de estudo que me impedem de viver a época natalícia por que espero todo o ano. Dos 19 aos 25 anos é muito tempo sem Natal, é demasiado tempo privada de tantas coisas boas, da família, dos amigos, das passagens de ano. São os meus anos de juventude que não vão voltar nunca, e ficam todos numa faculdade que não merece quem lá anda nem respeita qualquer dos nossos sacrifícios. Fico triste e revoltada.
Faço, ano após ano, um esforço enorme nesta época a tentar conciliar tudo. Escolher entre dias nas compras de Natal de última hora ou o estudo; entre o (tão esperado!) descanso ou o estudo; entre o ajudar no Natal de casa ou o estudo; entre o visitar familiares e distribuir presentes ou o estudo; entre a vida e o estudo. No que toca a coisas mais importantes (encontrar os presentes, visitar alguma família), acabo por escolhê-las, mas deixo a minha vida sempre para segundo plano, o estudo não existe, o descanso nem vê-lo. O estudo fica para a véspera de cada exame, não tenho como mudar isto. Como quero eu ser a melhor? Tenho muito poucas condições para isso, mais vale encarar a realidade. Preocupar-me com o mundo inteiro antes de mim não me vai levar ao sucesso, é melhor admitir isso de uma vez por todas em vez de continuar a cair em desilusões atrás de desilusões.

Um dia vou voltar a ter o Natal que conheci. Casa cheia de gente, a véspera de Natal não ser só a véspera, mas toda a semana antes. Viver cada dia com toda a magia da época, com as músicas, as pessoas, os doces, as combinações, as confusões, as desarrumações, crianças, tudo. Mal pude assistir à família a afastar-se e a ser dividida, cada agregado pelas suas casas, e eu demasiado ausente para tentar impedir que isto fosse piorando de ano para ano. Agora somos pouquinhos, nada de crianças e pouco de alegria. Aos poucos quero inverter a situação e criar maiores proximidades e sonho com um futuro cheio de natais bonitos. Porque cada um vai significar todos os anos que perdi aqui (e continuo a perder), todos os amigos de que me afastei, todas as consoadas que não vivi, toda a tristeza que senti.

Um dia... Um dia vou voltar a ser feliz nesta altura e fazer Natais felizes a muita gente. Porque "as minhas" pessoas merecem... E eu também. Muito.



I'm dreaming of a white Christmas
Just like the ones I used to know...

(E estas vozes de Natal? E estes clássicos? Ai, as saudades...)

domingo, 18 de dezembro de 2011

Inesquecível


Todo o espectáculo foi perfeito. O que eu julgava caro valeu cada cêntimo e hoje só tenho na cabeça todos os momentos deste concerto. A Rihanna está um mulherão e quero lá saber das críticas às (não-)roupas que usa, ela tem um corpo inacreditável, mesmo!, e uma presença única. Uma artista completa que mesmo ao vivo canta lindamente. Fez com que duas horas parecessem dez minutos e deixou-me a chorar por mais. Quando voltar, estou na fila outra vez. E se não era grande fã, agora só quero ir ouvir as músicas dela e dançar como se não houvesse amanhã, ver fotos e ver como esta miúda é bonita. Um dia destes isto passa, mas agora deixem-me lá acreditar que a rapariga é perfeita.

(Imagem roubadíssima da máquina da Sofia porque ainda não consegui passar as minhas próprias fotos. Ali está um estrondo, de vestido amarelo esvoaçante, a cantar o Unfaithful só ao som do piano)

sábado, 17 de dezembro de 2011

Noite de Rihanna



Porque hoje é dia de um grande show e de uma merecida entrada em férias à grande. Não sei metade das músicas que a menina vai cantar hoje, mas... Who cares? Só quero ir dançar e aproveitar uma grande noite. O resto das músicas conheço quando voltar de lá, como sempre!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Ser carangueja


O signo da adolescência prolongada, da família e também da doçura, da sensibilidade. Grande capacidade para o entendimento. Dois caranguejos correriam o risco de enfrentar uma relação demasiado infantil, cheia de altos e baixos... 

Ainda bem q o meu baby é Balança, então.
É esta sensibilidade toda que me deixa assim nestas épocas natalícias. Não deve ser fácil aturar alguém de 24 anos que parece uma criança nesta altura, tivesse eu mais tempo e fazia muitas coisas bonitas nos próximos dias :) apetece tanto.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Sem vida mas já a pensar nos próximos dias...

O tão esperado dia 14 aproxima-se a passos largos e nem estou a conseguir acreditar. Esperei-o tanto que custa a crer que estou na recta final. Os resultados até agora estão a ser bons - e merecidos. Quem lê isto até fica a pensar que não vou ter nesse dia apresentações de trabalhos finais e entrega de três trabalhos, mas a beleza do dia 14 é que nessa tarde tudo acaba. Tudo não, mas tudo o que é insuportável neste momento.
Assim, resta-me trabalhar mais um pouco até lá e ir focando os meus pensamentos em tudo de bom que vem imediatamente depois da minha última apresentação. Antes disso, espero antes ainda conseguir dar umas luzinhas de Natal a esta casa e amanhã um almocinho com parte da família aqui pelas redondezas...


Fazendo, então, a minha "lista da felicidade" cá em Lisboa:
- Lanche de comemoração dia 14
- Jantar de Natal de curso dia 14
- Jantar de Natal com amigos dia 15
- Pré-Jantar de Natal com a família dia 16
- Concerto da Rihanna dia 17
- Dia de passear/cinema/shopping/relax com amigos dia 18

Finalmente disponível para aproveitar qualquer coisa de Natal, vou mesmo vingar-me disto tudo. Quando voltar para casa quero também fazer umas visitinhas e sentir o espírito natalício nas ruas. Depois disto tudo logo arranjo um espacinho para o estudo na minha agenda...

domingo, 11 de dezembro de 2011

Só para dizer que estou viva


E que daqui a três dias estou de volta. Vão ser três dias difíceis de ultrapassar mas depois disso acabou tudo. Acaba tudo o que é mau (horrível) e vou ter direito a viver a minha própria vida e a minha época natalícia. Vai começar tarde, mas vou tentar vivê-la a triplicar para compensar tudo o que tenho perdido, porque até agora ainda não tive direito a nada.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Hoje lia em brasileiro, no facebook

A Arte de não adoecer, por Dr. Varella.

Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer.


Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.


Se não quiser adoecer - "Tome decisão"

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia.


A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.


Se não quiser adoecer - "Busque soluções"

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.


Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.


E agora que estou a tornar-me numa pessoa negativa ou assustada ou seja lá o que isto for, estou seriamente a ficar com medo de mim.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011