sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Lost...


Porque a vida passa demasiado rápido, não devemos desperdiçá-la em coisas que não nos realizam, não quando existe outro caminho. Mas por onde passará esse caminho? Tenho estado tão confusa e perdida, tenho passado uns dias para esquecer. Hoje almoço com uma psicóloga amiga, vai ter de ser uma ajuda.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011


A minha futura afilhadinha nasceu há quase dois meses (é a coisa mais querida!) e adorava já lhe ter dado um presente, mas nunca tenho inspiração para pensar numa coisa fofinha e ao mesmo tempo original - penso que os pais não devem querer mais um body para juntar à colecção ou ainda mais um peluche para meter no berço da bebé. Também não o que devo dar nesta altura. Alguém tem sugestões? Acho que amanhã ou num destes dias vou dar uma olhadela por lojinhas de bebé, daquelas mesmo cheias de coisas fofas, mas com o devido self-control para não trazer tudo comigo.

sábado, 24 de setembro de 2011

Ainda há esperança

Estiveram aqui uns homens a montar aparelhos de medir audiências nas televisões cá de casa. Fico contente por poder contribuir para que seja do conhecimento geral que afinal há pessoas neste país que não assistem a programas (não vou adjectivar...) como a Casa dos Segredos e que ainda por cima não se sentem excluídas por isso e, pior, se sentem bem com o facto. Vão achar estranho também que exista alguém que não devore seis novelas seguidas (desse mesmo canal) assim que o jornal nacional termina - "jornal? que é isso?? fujo a sete pés dessas coisas" - e que os canais de informação e documentários até podem ter sucesso na nossa faixa etária. Vão constatar que há quem prefira séries a novelas e descobrir que o futebol é um óptimo som de fundo para deixar a dar durante horas enquanto se faz alguma coisa sem ter de gramar com os programas parvos que passam na tv.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Rituals girl...

Chega a sexta-feira e vejo sugestões de fim-de-semana por toda a parte. São programas para esses três dias na cidade, seja em jornais gratuitos, jornais online, revistas semanais. O problema nisto é que me apetece seguir todas as sugestões, visitar todos os recantos e experimentar todas as esplanadas. Ver aquela exposição, passar naquele jardim, assistir, na relva, àquele concerto (que tal o jazz que houve em tantos jardins este Verão?). Essas sugestões são completamente feitas para pessoas como eu, não há dúvida, e quando tiver uma vida decente - vida em que já não estude mais - vou matar sempre os meus fins-de-semana em lazer da melhor qualidade.
O mais giro de todos estes programas de sugestões em Lisboa é que não preciso mesmo nada deles. Tenho uma to go list suficientemente grande para "gastar" até um dia em que precise desse tipo de orientações - apesar de adorar lê-las anyway. Entretanto vou sempre agradecendo a actualização de tudo o que é concertos, exposições, feiras, todo o tipo de eventos.

Por mim, hoje era um lanche no meu jardim preferido, seguido de leitura até me cansar de ali estar. Porque mudou a estação mas eu continuo sempre a mesma rituals girl.




quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Bipolaridades



Nos últimos tempos tenho um estado de espírito muito inconstante. Acho que falo até de vários anos. Mudo de humor sem grandes justificações, elas às vezes nem existem. É tanta a experiência que já sei como vou estar tempos depois, consoante o estado em que me encontrar na altura. Quando estou muito down, incluindo choradeira e toda a maravilha que a tristeza traz, sei que ao fim do dia estarei com uma energia inabalável como se nada tivesse acontecido antes, como se tivesse renascido das cinzas. Fico numa grande euforia horas depois de ter passado por um período de tristeza das grandes. Se não forem horas, sei que será no dia seguinte, mas isto acontece mesmo. Eu não acho que seja normal e só penso que não há mais pessoas assim, até porque ficar em baixo tantas vezes não pode ser comum aos outros.

Quero mudar isto, saber porque tenho tantos receios e porque sofro tanto por antecipação. Dá para mudar isto, não dá? Quero controlar os sentimentos negativos e fazer sobressair todos os pontos positivos que esteja a viver. Fazer uma terapia a mim própria em que apenas me permita olhar para o positivo e todos os medos sejam desprezados, isto até me habituar a não ficar ansiosa com todas as etapas que tenha de atravessar.
Não posso deixar que o medo dos próximos obstáculos me tirem o entusiasmo que tinha (e tenho) em relação aos meus novos estudos. Vou estudar o que mais gosto! Não posso estar com medo disso, devia ver como um desafio. Desafio-me sempre a ver desta forma.
Passar da euforia para o nervosismo e o pânico é algo que me assusta e quero acabar com isso aos poucos. Deixar o negativismo para trás e conseguir resolver as coisas com calma. Gostava de um dia atingir esse equilíbrio... Seria a minha maior conquista.

Um adeus ao Verão...








Porque é dia de dar as boas vindas ao Outono e a tudo de bom que ele traz. Sinto-me confortável com esta época e, como em todas, com novas vontades de fazer coisas e mais coisas boas, arranjar tempo para mim e tempo para mim com os outros. Conseguir uma nova organização, que me permita sucesso nas prioridades mas também o direito a prazeres. Estar bem e fazer com que os outros estejam. Conseguir proporcionar mais bons momentos, mais momentos especiais porque é deles que é feita a felicidade. Deles e de conquistas. Nesta matéria espero estar ainda a começar... Por agora é altura de renovação e eu e ando aplicada nisso.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Mais um começo

Não conseguia adormecer esta noite da excitação de um começo. Sou como as crianças, tal e qual. Pensando bem, sou uma criança.

Adoro novos ciclos. Não é o cheiro do material escolar, novas pessoas, novas ideias, a hipótese de começar algo novo, tomar um novo caminho. É esse conjunto de coisas e tudo o mais que isso implica. É tão inspirador, tão entusiasmante... Ando com uma pressa incrível de terminar as minhas organizações, estas aqui por casa (arrumações definitivas) e as mentais, especialmente.
O Verão está no fim e já se começa a sentir umas ameaças de frio, já não fazem aquelas noites e em breve chegarão alguns dias cinzentos. Vejo muita beleza nesta nova estação, apesar de adorar a que fica para trás. Se pensar bem, adoro todas. Adoro os pequenos prazeres de todas. E agora vejo que adoro enumerar as coisas que adoro, que são tantas e tantas. Fico completamente derretida com a mudança de tempo que pede uma manta no sofá e uma bebida quente a acompanhar. Aquele tempo que pede uma roupa mais aconchegante só para estar em casa (e quem não gosta disto?). É conhecido que gosto de rituais, cenários idealizados, e esse que descrevo é especialmente frequente na minha vida. Mas não me dou muitas vezes a esse luxo, talvez por isso saiba tão bem... Ando a divagar só para explicar que este cocktail de mudanças me deixa numa mistura de energia e esperança, como se renascesse para algo novo, mesmo que tantas coisas continuem iguais. Gosto da sensação que isto me traz, como se pudesse correr atrás de todos os sonhos e libertar-me de algumas nuvens escuras que costumam habitar por cima da minha cabeça. Vamos ver se isso é possível. Até lá, fico por aqui a apreciar este feeling.

Uma pessoa não pode falar...


Falava em boas intenções de juizinho e disciplina e ainda dizia eu que sou uma pessoa de surpresas. Hoje, quando chego do meu primeiro dia de aulas, tinha uma linda surpresa à minha espera, um lanchinho de boas vindas ao mestrado, surpresa do meu amor. Eu e a minha irmã, felizes, celebrámos este começo de ano e de algo mais, numa mesa que mais parecia de uma festinha de anos, tudo para apenas três pessoas. Adoro surpresas! Adoro estes mimos e caem tão bem quando ainda por cima marcam alguma coisa. Bem, tiveram os dois de levar com o meu entusiasmo e descrição efusiva de um dia que apenas teve duas aulas.

Resoluções de novo ano (lectivo)


Não sei como é com as outras pessoas, mas eu e a minha irmã temos sempre uma lista de obrigatoriedades para as férias, e tenho de confessar que passam todas pela comida, ou não fossemos nós duas meninas portuguesas - quem não sabe que o português resolve tudo à mesa? Os encontros, as celebrações, os negócios, os rituais de descanso, tudo.

Pois bem, para o Verão temos sempre agendados o dia do croissant, da taça de gelado, do gofre com chocolate, do churro na festa da cidade, da tosta no bar da praia, daquele pão com chouriço... E esta lista nunca parece ter fim. O pior mesmo é quando nos comprometemos com meio mundo em fazer esta rota. Resultado? Chegada a Setembro com metade dessa lista de cumprir, após umas férias inteiras que só por si já foram repletas de gelados, bolos e crepes. Um Setembro em que vamos cumprir esses inúmeros rituais numa última hora antes de nos separarmos todos, cada um para seu lado no regresso à cidade. Foi, por isso, um mês de excessos e agora quero retomar o peso que tinha antes das férias. Não como o habitual "a partir de agora vou ter juízo", mas sim planear algo e seguir à risca durante uns meses. Ninguem disse que esse disciplina é fácil, mas sabe tão bem quando conseguimos cumpri-la... Para uma gulosa como eu, e, mais grave que isso, uma pessoa de rituais e surpresas, é ainda mais difícil, mas talvez por isso um triunfo maior. I think I'm ready.

domingo, 18 de setembro de 2011

Benfica para a despedida das férias. Amanhã começa uma aventura sem volta, é o primeiro dia de aulas de mestrado.