Longe de Lisboa. Não se explicam as energias que se sentem aqui, tudo é tão mais puro e mais genuíno. Não que nunca tivesse reparado, porque ao longo dos anos de universidade muitas foram as vezes em que tive de vir para aqui descansar e comecei a dar o devido valor. Mas desta vez foi diferente, eu estava a desesperar por estes ares. E que ares!
É outro o ar que se respira, os sons da natureza à nossa volta (são os únicos que existem), o mar aqui mesmo ao lado, que fui visitar na quinta-feira assim que cheguei. Impossível não sentir calma em frente ao mar. Tivesse eu disto em Lisboa e ansiedade nenhuma me atacava.
Não posso dizer que tenha adiantado estudo por aqui, mas fazendo um balanço (quase) final posso dizer que valeu a pena, foi um bom investimento porque vou daqui mais confiante e, espero, mais calma. Programa para hoje, no meio do estudo: café depois de almoço num bar da praia e à noite assistir às marchas populares dos santos destas aldeias.
Amanhã é o regresso e abdica-se de tudo outra vez até ao fim dos exames: da família, de qualquer descanso ou distracção, do blog, até do meu aniversário. É a vida, é a minha dura vida.
sábado, 18 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Vou a casa, vou a casa, vou a casa

Terminou ontem a época normal de exames com um daqueles que não sabemos como correu, mas não, não é caso para festejar, os piores ainda me esperam no final do mês e já devia estar enfiada nos livros a estudar novamente. Como por causa disso eu ontem já estava a ficar cheia de ansiedade e nervosismo e pressão, decidi hoje ir até casa (o campo, ai o campo...) e descansar lá um pouco a cabeça e bem pertinho da família. O objectivo é mudar de ares, sair desta sala de estudo, repor todos os sonos em atraso (se é que isso é possível) e voltar com nova energia e a barriga curada - que também decidiu reagir ao meu estado de nervos. Nunca fui a casa em Junho, mês de exames, mas espero que seja uma boa experiência, porque também estou a arriscar um pouco ao "investir" estes dias. Para já vai ser um óptimo reencontro: a casa, o campo, a família, os meus novos gatinhos e, quem sabe, também com a praia. Quem sabe...
domingo, 12 de junho de 2011
Noite dos Santos

Chegou o dia mais esperado do ano em Lisboa, hoje é noite de Santos Populares e a minha única folguinha no mês de Junho. Todos os anos é a única noite em que saio de casa durante Junho, desde que vim para a universidade. Os exames não me dão hipótese, mas esta noite não se pode mesmo falhar. Este ano, porém, vai ser mais contida porque nem para grandes saídas vai dar. A três dias do próximo exame, vou só descer a rua para ir comer umas sardinhas, álcool não me parece boa ideia este ano, e dar umas voltinhas por essa Madragoa que todos os anos deixa saudades. É uma noite apaixonante que este ano só vou aproveitar um bocadinho, mas eu já sabia que ia ser um mês de sacrifícios - e dos grandes. Vingo-me nas próximas e aproveito hoje o melhor que der, nem que seja o facto de sair de casa, o que nesta altura é um marco histórico.
A Madragoa é liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinda.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
I'm not that ok

Tenho andado a fingir para mim própria que vai tudo correr bem, têm-me obrigado a pensar positivo! Ontem continuei a minha performance: vieram aqui os meus pais jantar, ver como estava e dar-me uns mimos. Não vale a pena mostrar a minha tristeza e os meus medos, prefiro sorrir para eles, que vêm aqui de propósito. Para eles é só mais uma fase difícil, perguntam-me quando acaba e só esperam um final feliz. Para mim é a mais difícil de todas, nunca esperei que fosse tanto, não sei como vai acabar e até tenho muito medo de ver como vai ficar, mas pelo menos sei que não vou desistir. Muitas vezes é a única vontade, mas não vou. É fazer o que puder até ao fim e terminar de consciência tranquila.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Mensagem para estes dias
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Sobre o próximo passo
Custou muito a decidir, foram dias sem fim de ansiedade a pensar no que fazer depois de licenciada, as hipóteses eram tantas... Não para os outros, mas para mim sim. Sabia que queria estudar mais - não no sentido de andar a fazer exames e trabalhos e a ter aulas, mas no querer aprender mais alguma coisa -, mas já que seriam ainda mais dois anos em vida de estudante, não queria continuar presa em Portugal. Muito menos a estudar outra vez no mesmo sítio.
A minha vontade de ir para fora tem sido gigantesca e de tal forma crescente que começava a pensar que era isso ou nada, senão seria um desperdício de tempo. Infelizmente não posso continuar a sonhar com isso quando não há meios (€€€) e pedir um empréstimo - bem grande - para estudar no estrangeiro já soava a loucura.
Foi então que tirei isso da cabeça (mas a muito custo e a saber que um dia vou realizar esse desejo) e vi que a minha vida ficaria bem mais fácil se me decidisse de uma vez por todas a ver as ofertas portuguesas. Aí a escolha já foi mais óbvia, o iseg tem mil defeitos mas tirar aqui o curso e fazer mestrado noutro lado seria "descer de cavalo para burro", esta é a melhor escola do país.
Decidi-me ficar por aqui mais tempo porque pensei que posso ter mais dois anos de estudo felizes onde quer que seja, só depende de mim. E com um bom desempenho também.
A escolha da área já foi mais óbvia, só não agradou aos meus pais, que queriam fazer de mim uma grande economista. Infelizmente para eles, quero estudar aquilo que gosto sem estar presa àquilo que tem um bocadinho mais de saída no mercado ou ao que dá mais prestígio na sociedade. Se é para "perder" mais dois anos, tem de ser numa área que seja um prazer e não um sacrifício. Desculpem-me as pessoas que agora no Verão me vão dizer "mas essa área não tem tanta saída" porque lhes vou fazer cara de enjoada e pensar para mim que isso das saídas só depende de nós, que temos é de ser bons naquilo que fazemos. E gostar do que fazemos também.
O futuro logo se vê. Para já estou muito contente (e aliviada) por ter esta decisão tomada e os meus próximos tempos muito bem orientados. Para quem nunca soube o que queria da vida, acreditem: é uma sensação única!
A minha vontade de ir para fora tem sido gigantesca e de tal forma crescente que começava a pensar que era isso ou nada, senão seria um desperdício de tempo. Infelizmente não posso continuar a sonhar com isso quando não há meios (€€€) e pedir um empréstimo - bem grande - para estudar no estrangeiro já soava a loucura.
Foi então que tirei isso da cabeça (mas a muito custo e a saber que um dia vou realizar esse desejo) e vi que a minha vida ficaria bem mais fácil se me decidisse de uma vez por todas a ver as ofertas portuguesas. Aí a escolha já foi mais óbvia, o iseg tem mil defeitos mas tirar aqui o curso e fazer mestrado noutro lado seria "descer de cavalo para burro", esta é a melhor escola do país.
Decidi-me ficar por aqui mais tempo porque pensei que posso ter mais dois anos de estudo felizes onde quer que seja, só depende de mim. E com um bom desempenho também.
A escolha da área já foi mais óbvia, só não agradou aos meus pais, que queriam fazer de mim uma grande economista. Infelizmente para eles, quero estudar aquilo que gosto sem estar presa àquilo que tem um bocadinho mais de saída no mercado ou ao que dá mais prestígio na sociedade. Se é para "perder" mais dois anos, tem de ser numa área que seja um prazer e não um sacrifício. Desculpem-me as pessoas que agora no Verão me vão dizer "mas essa área não tem tanta saída" porque lhes vou fazer cara de enjoada e pensar para mim que isso das saídas só depende de nós, que temos é de ser bons naquilo que fazemos. E gostar do que fazemos também.
O futuro logo se vê. Para já estou muito contente (e aliviada) por ter esta decisão tomada e os meus próximos tempos muito bem orientados. Para quem nunca soube o que queria da vida, acreditem: é uma sensação única!
domingo, 5 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Junho na rua...





... E eu aqui em casa mortinha por um passeio lá fora. Olhar pela janela e ver o Tejo dá-me tanta vontade de sair para ir dar uma volta... Mas estou no mês de todas as proibições, apesar de ser também o mês de todas as vontades. Claro que não é coincidência, a vontade agrava-se com a impossibilidade da concretização, mas ninguém pode negar que estão uns dias lindos para todos os programas possíveis e imaginários. Todos menos ficar em casa a estudar.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
meu querido Junho*

Só me dá vontade de chorar quando penso que perdi 5 anos de ti. Espero este ano já poder usufruir um bocadinho mais do meu mês, esta altura do ano que sempre foi especial na minha vida e da qual me privo há tanto tempo. Fico muito ansiosa nesta altura em que tenho de estar fechada em casa. Só espero ter muitos Junhos para me vingar de todos estes que já perdi :)
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