quinta-feira, 12 de maio de 2011

No fim da vida académica


Fui ao enterro dos caloiros na segunda-feira. Não digam nada a ninguém, mas este ano já fui mesmo arrastada, só por obrigação, porque tinha lá dois afilhados deste ano e eles não têm a culpa e eu, que até os acho fofinhos, não podia abandoná-los.

Tal como disse na altura das praxes, as pessoas agora são tão parvas e egocêntricas que tiram qualquer piada às coisas que antes eram giras e genuínas. O facto de eu ter menos paciência a cada ano que passa também ajuda ao meu mau humor. Vejam bem que este ano nem devo marcar presença na semana académica (não contando com essa noite da serenata a Lisboa).

Talvez no sábado, mas só no sábado, porque amanhã é noite de outras festas.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Um dia que vai chegar


Um dia vou poder parar de ir ao dentista todas as semanas, não vou ter mais dentes para tratar, não vou ter de fazer mais desvitalizações (matar dentes), não vou ter de fazer mais nenhuma coroa. Um dia já não vou ter sisos para arrancar nem esse grande medo na minha cabeça. Nesse dia vou ter isto tudo resolvido, não vou ter consultas todas as semanas a estragar os meus dias, a minha cabeça vai parar de ter tantos medos e preocupações e aí, a partir desse dia, em que já não vou sair dos consultórios a chorar feita maricas estúpida, é que vou ter luz verde para me deixar ser feliz.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Um domingo daqueles

Este ano consegui ir à Feira do Livro. E tive a sorte de ser num domingo à tarde, com as ruas cheias de gente tal como eu gosto de ver. Ainda deu para comprar um livrinho e resistir a tantos outros, senão a "lista de espera" fica tão grande que perco a coragem de ir lendo os que estão à frente.

E por falar em multidões, no fim da tarde não resisti a ir espreitar o Jardim da Estrela, já que nos domingos de Maio tem as sessões de Out Jazz (espectacular, já agora). Ia para ler um bocado, mas não contava com tantas distracções. À sessão de Jazz, que só por si já junta centenas de pessoas pelas cadeiras, relva e até pelo chão, juntou-se a Crafts & Design, feira que adorei e que entupiu as ruas por onde estava montada. Mas houve ainda mais: sessões de apresentação do Ginásio Clube Português, com os mais pequenos a fazer demostrações das suas modalidades. Uma multidão à volta estava parada a assistir. As outras crianças podiam brincar nos insufláveis (também do ginásio) e os mais velhos (nós!) tinham uma vasta oferta de barraquinhas temáticas, cada uma de uma marca de bebida, comida ou outros, com passatempos e ofertas. Sentia-me no Rock in Rio ou num festival de Verão. Fiquei-me pela da Compal porque as filas ainda eram grandinhas.

Não havia um espacinho de relva livre e nas ruas mal dava para andar sem ir contra alguém (ou um cão ou uma criança a correr). Não havia um banco ou uma cadeira, tudo cheio cheio cheio.
No fim não consegui ler grande coisa, mas ir lá hoje foi a melhor coisa que fiz. Aproveitei um ambiente espectacular e não sabia que podia caber tanta gente num jardim, mas adorei descobri-lo e agora só quero voltar...

domingo, 8 de maio de 2011

sábado, 7 de maio de 2011

A minha irmã em Erasmus #3


Nem tudo são rosas e agora já tenho trabalho a cumprir deste lado (Portugal). Parece que já não faz um frio inacreditável na Polónia e a rapariga já precisa de umas roupas frescas. Acontece que na mala só foram cobertores e afins e agora quem tem de andar a percorrer os armários à procura de algo mais primaveril? A irmã mais velha. Pois é, andei 2 semanas a juntar pecinha a pecinha e no fim lá fui com uma caixa até aos correios. Excedia o peso e lá foi dividido em dois. A tarefa não foi fácil, estive lá mais de mais hora a escrever 4 vezes uma morada que é impossível de pronunciar e quase tão difícil de escrever, só me safei fazendo letra a letra e tudo em maiúsculas. Vida de irmã não é fácil, espero que no fim venham de lá muitas prendinhas para compensar, espero sim. ;)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Come on...

Ainda não entendi o que interessa saber se o Bin Laden estava ou não armado, se ofereceu ou não resistência, se os americanos foram para capturar ou para matar. Estão com pena do homem, é? Ia jurar que é um grande bandido e que toda a gente o queria ver morto e que mesmo isso seria pouco para todo o mal que fez. Nesta captura só posso reclamar de uma coisinha: não o terem trazido vivo para entregá-lo nas mãos dos familiares das vítimas e para que fizessem o que bem lhes apetecesse.

Finalmente as coisas tomam um rumo


E eu fico mais calminha. Não é fácil chegar à segurança social e descobrir que a partir do Verão tenho de pagar uma quantia mensal que não é nada simpática. Digo às mulheres que isso que vou pagar é praticamente tudo o que ganho e elas dizem que "não há nada a fazer, é assim que funciona". Para além desse pagamento todos os meses, já recebo sempre o meu com menos 23% de IVA. Digo que não quero trabalhar para aquecer e elas dizem que posso sempre dar baixa de actividade nas finanças. Sempre ouvi dizer que se rouba muito aos contribuintes neste país, mas só agora sinto na pele o que isso significa. Abrir actividade no ano passado foi um momento muito feliz e com expectativas mas não sabia que ia dar nisto. Finalmente, depois de muitos dilemas, as soluções começam a aparecer... Mas continuo chocada com o que se rouba neste país!

Para além disto, fui a uma formação Oriflame no fim-de-semana que me deixou tão motivada que mal posso esperar por fazer crescer a minha rede a grande escala. Se conseguir aumentá-la fico mesmo feliz (claro que também - e principalmente - pelo dinheiro que ganho). Mas vá, vou parar com as publicidades.

Também outra decisão importante para arrumar a cabeça: no mestrado vou continuar mesmo pelo iseg. Amanhã passo pela feira de mestrados, tiro todas as dúvidas e tomo a minha decisão até ao fim-de-semana. Agora começa a contagem decrescente para os exames, com muito estudo, trabalhos e algumas festas académicas pelo meio, porque também é preciso...