Mostrar mensagens com a etiqueta retratos da sociedade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta retratos da sociedade. Mostrar todas as mensagens

sábado, 22 de junho de 2013

A Ressaca


Já percebi, ou acho que sim, o "problema" deste último Ressaca. Estou a falar da comédia que está há semanas no cinema, e que muita gente já disse que não está à altura dos primeiros dois filmes, e achei estranho quando comecei a ouvir tal coisa quando a crítica na América tinha sido tão impressionada em relação a este terceiro filme, melhor que os anteriores. Mas tenho, aos poucos, e sem ter visto ainda o filme, vindo a aperceber-me do que se passa realmente: os que realmente gostaram desta terceiro filme (falando agora de portugueses) informam que o que ele tem de especial é o "humor menos óbvio". E, tcharan! De repente tudo faz sentido para mim. Já me tinha apercebido de que ao ver comédias nem toda a gente percebe as piadas e trocadilhos, nem mesmo as mais óbvias, por vezes! Fico muito espantada, é certo, mas não costumo pensar muito tempo nisso. Mas ao longo dos tempos tem-se tornado chato estar a discutir filmes de qualidade com quem não lhes aprecia essas qualidades porque simplesmente não as percebe - e isto podia ser como em tudo, cada um com os seus gostos, mas aqui falamos de atingir ou não determinado raciocínio. E, enfim, isto fez com que aos poucos tenha deixado de discutir filmes ou confiar minimamente nas opiniões ou revisões das pessoas que não estão na minha "lista de confiança". Que me desculpem as restantes pessoas, mas fossem um bocadinho mais perspicazes, e já agora que não falassem mal de tudo e mais alguma coisa sem motivos, e especialmente quando a culpa é sua. A capacidade das pessoas em relação aos filmes cada vez me diz mais sobre elas e por vezes só me dão mais vontade de ir ver os filmes que não apreciaram. Pelo menos nunca quis tanto ir ver este Ressaca III.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Nonsense

 

Se eu já estava perplexa perante a birra greve que os professores decidiram levar para a frente em pleno dia de exame nacional de português - e que me desculpem os defensores desta manobra de egoísmo e estupidez, mas eu não posso compreendê-la -, pior agora ao descobrir sobre a nova greve para os exames de matemática do nono ano de escolaridade. Mas isto agora é tudo uma brincadeira? Não viram o resultado desastroso na vida dos alunos esta segunda-feira? Andam a brincar com a vida e futuro alheios em nome de não trabalhar um pouco mais, pouco esse que nem chega para igualar as horas de trabalho do sector privado (sim, a contar com o trabalho em casa). Cada vez mais me parece tudo uma palhaçada, decisões tão importantes tomadas de ânimo leve, manifestações de egos e orgulhos sem fim.
Nunca percebi estas manobras do "se eu prejudicar muito os mais fracos, dou mais nas vistas!" mas quem as faz lá sabe. E dão-se muito bem assim, sem dúvida. Mas só no curto-prazo, porque gente assim (e aplica-se a tudo na vida) nunca será feliz.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Empreender Mentalidades

O meu tema de tese vai ser agora o empreendedorismo. Pois, eu tinha dito há muitos meses atrás que seria outra coisa totalmente diferente, uma coisa que adorava e me arrepiava só de pensar, mas a vida dá voltas...

Não é o tema que tinha decidido em Setembro passado, mas é caso para me dar os tais arrepios na mesma. Acarinhei-o como se fosse só meu, quando há tão poucos estudos ainda sobre o tema e quando estou tão envolvida e apaixonada por ele. Mas de repente, em especial por culpa do Prós e Contras da semana passada, é o tema do dia. Desde a polémica à volta do Martim (sobre a qual tive vontade de me vir manifestar mas fui-me contendo porque detesto chatear-me), tenho visto novas notícias sobre o tema 'empreendedorismo', novos sites, portais, notícias de jovens "iguais" ao Martim por toda a parte. Hoje mesmo fui ver as novas capas da Visão e Sábado desta semana e uma delas era exclusivamente sobre "Miúdos que Criam Negócios - Empreendedorismo da Geração Sub-20". Enfim. Se por um lado fico contente por se valorizar o tema, os corajosos que tomam este rumo de vida e conhecer a cara por trás de tantos novos e bons negócios que existem agora (à custa de muitos esforços e sacríficios pessoais), por outro lado fico completamente triste pela banalização de um tema que é de tão grande importância e profundidade, tratado levianamente e como uma brincadeira, e inevitavelmente deixado nas bocas do mundo, deixado para ser criticado.

É este o lado negro do empreendedorismo. O lado negro não são os sacrifícios de vida do empreededor, porque esse fá-los por opção e por gosto, por paixão. O lado negro é banalizar um tema delicado e deixá-lo nas mãos (nas bocas) do povo, sujeito à crítica, sujeito à inveja - para ser mais directa. Porque, na generalidade, as pessoas não sabem criar. Em consequência disso, a sua posição perante quem cria é a de crítica, o espelho da inveja. Poderiam ser aplausos, reconhecimento, apreço por quem tem a coragem de ir em frente, arriscar e criar, mas não, isso é pedir muito para mentalidades tão pequeninas por este país fora. Criticar é a via mais fácil. A criticar eu sou grande. Elogiar os outros faz de mim pequenino! - as pessoas não podem fazer ideia de como este pensamento está errado.

O que escrevo não é mais que um desabafo, um vago desabafo, mas que pede para não seguirem na onda de ódios e invejas. Empreender pode ser uma moda para alguns, mas para a maioria neste mundo é algo de muito sério e complicado, e é muito triste ainda ser criticado depois de tantas lutas, em especial por pessoas que nunca experimentaram lutar por algo e muito menos sabem do que falam. Eu vou esperar que esta moda passe e os danos não permaneçam. Mas a mente pequenina do português, essa, para minha tristeza, nunca se vai alterar.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Fenómenos do dinheiro


Aparentemente, chegou a hora das pessoas no geral fazerem a festa porque vão agora conhecendo, aos poucos, as novas notas de cinco euros. Ele é partilhas no instagram, é supertições de usá-las, é guardar a primeira bem escondida, é colar a primeira no frigorífico, para ver todos os dias e bastantes vezes, de preferência. Só não entendi ainda a origem de tanta frescura, andará algo de místico à volta desta nota que eu deconheça? Apanhei duas das novas notas logo no dia seguinte a serem lançadas e logo um dia depois depachei-as. Será caso para ficar preocupada?

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Shopping Party


A noite passada estive na festa de compras da Mango, minha loja de eleição. Deu-se mais uma Mango Shopping Night e pela primeira vez (esta terá sido talvez a minha quinta noite de compras na Mango) não andei aos encontrões toda a noite, em filas intermináveis para experimentar, perguntar, maquilhar, pagar. Pelo contrário, a loja esteve sempre muito vazia, nem sequer ao nível de um bom dia de compras! Já tenho ido lá fazer compras em dias "normais" com bastante mais gente. Está bem que nas festas passadas estive na Avenida da Liberdade, loja consideravelmente maior e com o atractivo extra da roupa para homem, mas penso que esta também ganharia mais gente com o factor "centro comercial" e ainda, sendo tão pequena, seria impossível andar lá dentro. Mas nada disso! E nada tem a ver com as horas a que fui porque espreitei várias vezes durante toda a duração da festa.

Daqui pude concluir que ainda não percebo assim tanto de marketing e principalmente (algo que me tenho forçado a aprender muito, o meu calcanhar de aquiles no marketing) que cada pessoa pensa de uma forma, cada um pensa diferente de mim! Não sendo eu uma louca por descontos (há pessoas que são mesmo), gosto de aproveitá-los aqui e ali, não porque as coisas estão com desconto, mas porque as compraria na mesma sem ele! E assim poupo. Ora, ontem, não percebi se o fiasco da festa foi por causa da famosa crise, porque as pessoas não vão a correr para as compras lá porque a loja oferece aqueles 20% ocasionais em tudinho o que lá vende, ou se muito pelo contrário, as pessoas são de todo indiferentes a uns míseros 20%, qual ter trabalho a ir lá de propósito para aproveitá-los, compro depois a preço total quando me der mais jeito no horário. Pelo que tenho assistido nos últimos tempos (e refiro-me a anos) porque gosto de analisar, voto na segunda opção. Penso que as pessoas não gostam assim tanto de aproveitar, ou não ligam muito ou não gostam de ter muito trabalho. Pois eu, que adoro a Mango e tenho um pequeno vício na elegância e irreverência da marca, esperei por Abril para chegar a festa e ir comprar mais duas ou três pecinhas extra graças ao meu desconto. O resto permanece em mistério.

terça-feira, 2 de abril de 2013

As minhas dúvidas


Tenho uma dúvidazinha (entre tantas outras). Por que raio é que desde os meus tempos de escola eu tenho que tudo o que é raparigas de metro e meio a partilhar a sábia frase de um excerto de Alberto Caeiro "Porque eu sou do tamanho do que vejo. E não, do tamanho da minha altura"
Sei que nesses meus tempos nem facebook havia cá, mas era ver a frase nas paredes dos quartos delas, nos cadernos, nos status do messengers. Agora é mesmo pelo facebook e vejo tantas vezes que só me pergunto: mas será que não sabem que do génio de Fernando Pessoa não nasceu essa frase a falar literalmente da altura das pessoas? Que altura pensavam que o senhor tinha? A metáfora é lindíssima e tem tanto significado que não gosto de vê-la tantas vezes mal usada. Essas pessoas, as que usam indiscriminadamente essa e outras frases sem querer saber o seu verdadeiro sentido, lembram-me as que estão descritas no último verso deste lindo poema do heterónimo :)


"Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver."

Alberto Caeiro

quarta-feira, 13 de março de 2013

Pop fans


Sobre o tema "Justin Bieber" tinha de dizer qualquer coisa, porque eu não quero aborrecer ninguém com isto, mas eu própria já estou aborrecida! Estou pasmada com a revolta do pessoal sobre a vinda do miúdo e sobre o facto de haver tanta gente a gostar dele (nada de novo, portanto).

Sobre isto só quero dizer que nunca gostei de gozar com as ideias ou preferências das outras pessoas - tal como nunca fui de esconder os meus próprios gostos e opiniões divergentes do resto do mundo (a não ser para evitar uma boa discussão, claro) - e até agora continuo fiel a este princípio. Não me faz qualquer confusão que existam fãs do rapaz, que é tão artista quanto os outros todos que por aí andam e que também têm sucesso, mas nunca ninguém se lembrou de gozar com eles também. O Bieber teve o "azar" de começar tão novo, com aquele cabelinho inocente e cara de menino, coisa com que todos os invejosos aproveitaram para começar a gozar desde cedo. As pessoas sentem-se superiores a mandar o outro para baixo, é assim que o mundo funciona e, apesar de ser uma triste verdade, quanto a isso nada a fazer.
Desconfio sempre da necessidade que algumas pessoas têm de gozar com as outras (mostra muito sobre as suas próprias inseguranças) e por isso reparo sempre quando alguém goza com este miúdo. Não é que o conheçam, não que ele tenha feito alguma coisa de mal, não que ele cante mal, não que ele seja feio, nada. Simplesmente gozam, com nada em particular, são felizes assim nesse minuto. E as miúdas que deliram com as músicas dele têm de escondê-lo, por vergonha. Já conheci uma ou outra miúda dessa idade assim e é triste de ver. Eu nunca fui de esconder os meus gostos musicais de quem quer que seja, por mais criticados que fossem (mais uma vez, por estupidez, inveja, nada-para-fazer, whatever), mas nem toda a gente consegue assumir os seus gostos assim tão facilmente, o mundo não é assim tão simples - sim, eu adoro backstreet boys e muitos outros cantores de músicas românticas, ainda!

As pitas de hoje também têm o direito a ter ídolos, a vibrar com as músicas e a ter emoções ao ouvi-las, ao vê-lo, ao ver os músculos dele, seja o que for. É disso que se trata a música, emoções fortes! E quem não gosta delas? Todas nós tivemos os nossos ídolos de adolescência, posters por toda a parte, músicas que nos emocionavam em modo repeat até deixar os nossos pais loucos da cabeça. Não faz parte? Depois tudo passa, fomos felizes e não fizemos mal a ninguém.
É só por isto que não entendo o porquê do sensacionalismo dos telejornais nos últimos dias, a revolta de todas as pessoas que de repente não têm mais em que pensar, e qual o espanto de um cantor mover tantas miúdas, que têm o direito a gostar de um ídolo, mesmo que maniento (como todas as grandes estrelas pop). É claro que não deixa de ser chocante ver a miúda de 15 anos tatuada, o rapaz esquisitóide a explicar o amor que sente pelo Bieber e as miúdas que faltaram uma semana às aulas pelo concerto com a autorização dos pais, mas esses são a excepção e são exactamente aquilo que os telejornais procuram para mostrar. Isso transcende a realidade, é puro fanatismo e disso há em todo o lado, a toda a hora. E eu vou ficar chateada e perder o meu dia por causa disso? Até porque o que eu ouço realmente a falar por aí (e desde sempre) é chamar ridículo a quem gosta do Bieber. E para mim esse tipo de julgamento é que só pode vir de alguém ridículo.

domingo, 10 de março de 2013

Ordinary people

Não é um insulto ou uma má comparação entre vários tipos de pessoas, mas toda a gente sabe que os há e para mim, nos últimos tempos, e têm sido tempos de muito (ou nenhum) convívio, tenho-me apercebido de dois grandes e distintos grupos de pessoas: as "normais" e as "extraordinárias". Não me apercebi sozinha, é claro, isto vem de várias fontes. Vem dos livros que tenho lido ao longo dos anos, sobre auto-motivação empresarial, sobre empreendorismo e sobre inteligência, no seu sentido mais técnico, envolvendo atitudes e emoções. Além do que leio, aprendi totalmente com a minha experiência e o mundo que me rodeia.

Desde que me apercebo destes dois grupos que me atormenta um pouco o facto do grupo das pessoas "normais" se queixarem constantemente das suas condições de normalidade. Acho extremamente chato ter de gramar com isso a minha vida inteira, porque tenho cada vez mais a certeza que uma pessoa "normal", que faz da sua vida o normal porque "mais que isto não me é pedido", passa a vida a querer - e, pior, a esperar! - maiores retornos que aqueles que efectivamente merece. Ora, cada um leva a vida que quer, ninguém tem nada a ver com isso, há pessoas que gostam de viver segundo todas as regrinhas e pronto. Até aqui, tudo bem. Mas estas pessoas são as mesmas que, da sua vida normal, querem resultados iguais aos de quem tem um esforço extra ao longo da sua vida, as tais pessoas extraordinárias, que obtêm resultados extraordinários.

É chato saber que damos mais que o normal, e se obtivermos resultados acima do normal somos apontados, ou com inveja, ou com graxa (para mim tão repugnante quanto o ódio e inveja), ou com o "eu também mereço disso, também quero para mim". As pessoas "normais" não fazem ideia, nem nunca farão, do esforço que requer uma vida extraordinária, pois só conseguem ver os bons resultados dela - e desejar iguais. Não sabem do quanto é preciso abdicar, quantos "não's" têm de ser dados, ano após ano, a quem se gosta, quanta privação de vida social, pessoal, horas de sono, refeições, descanso e inúmeros prazeres desta vida. No entanto, e como já disse antes, não farão também nunca ideia dos prazeres da conquista e dos objectivos concretizados a custo próprio. Por causa disso, vivem num ligeiro estado de "ignorância" (e novamente num sentido não pejorativo) sobre aquilo que separa realmente as pessoas de sucesso das pessoas "normais".

Graças a um colega de curso, relembrei-me das dicas inteligentes de uma professora que tive no ano passado, que viveu tantos anos no Oriente e que, agora de volta ao Ocidente, fica chocada com o nosso estilo de vida, falta de garra e de espírito de sacrifício. Para ela é clara (e revoltante) a diferença entre os orientais (e os países emergentes) e nós, países da boa vida: eles trabalham, eles não se queixam, eles não questionam por que raio é necessário trabalhar nesta vida e não são infelizes por causa disso, eles são produtivos nas horas em que se sentam para trabalhar, eles têm as prioridades certas. "Nós" rezamos para que o dia termine, rezamos para que chegue sexta-feira, trabalhamos mal nas horas que nos pagam para o fazer, chegamos um pouquinho mais tarde, saímos um pouquinho mais cedo (ou pelo menos a intenção está lá sempre) e queremos as tais longas horas de almoço de que fala a minha professora. Um desperdício de tempo, para ela e para mim. Faz-me confusão tanta pausa para almocinhos, tanta falta de noção, tanta exigência e mariquice e no fim ainda querer ver resultados, progressos e reconhecimentos sem aplicar qualquer energia ou dedicação nas coisas.

As pessoas "normais" vão passar o resto da vida a querer chegar onde chegam as extraordinárias, mas sem aplicar o grande extra que é necessário. Uma pessoa "normal" vai passar o resto da vida a dizer "eu vou ser rico/a" "eu vou ter, eu vou fazer, eu vou..." mas nunca vão nada do que imaginam, o que vão é continuar a amargurar-se e a desejar o mal dos bem sucedidos à sua volta. Recusam-se a perceber o que os distingue ou a aplicar novo esforço seja pelo que for. Não perceberiam de qualquer forma qual o extra necessário para se ser extraordinário, porque achariam que é pedir demasiado de uma pessoa.

Mas... Para quem gosta de ter a vida certa, as horas de sono em dia, e as refeições todas e a horas, e no fim disto resulta uma vida bem planeada, "normal" e feliz, então estou totalmente de acordo. Fico feliz, muito feliz, por essas pessoas. Agora, para as que querem tudo isso e ainda reclamam o sucesso dos outros, querem-no à custa de nada, acham que fazem bastante por merecê-lo quando as suas energias só são gastam em invejá-lo e a culpa de não alcançarem esse tal extra é dos outros, é do mundo, e nunca deles, então desses eu só quero uma coisa: distância. Estou farta dessas forças negativas de todos os lados, das pessoas frustradas e a queixar-se da vida e dos outros todos os dias. Vou fazer uma (ainda maior) limpeza na minha vida e depois viver feliz no meu canto, mesmo que ninguém saiba como estou feliz. E muito menos saiba como fazer para lá chegar.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Dormência



Este vídeo toca-me muito e é a mensagem que deixo para hoje. Só porque acho que não é preciso muita inteligência chegar a esta conclusão, mas a nossa sociedade parece estar adormecida e demasiado cega para ver aquilo que está à frente do nariz. A maior parte das pessoas estão off para a vida, quando pensam que não podiam estar mais on. Só se iludem a si próprias, e contra isso nada a fazer. Andam a fugir da realidade, a perder oportunidades, a deixar passar a vida, com uns pequenos escapes de vez em quando para se iludirem, mas sempre com a pseudo-realidade atrás. Nunca estão 100% presentes num sítio, numa ocasião ou entregues a alguém, têm sempre a realidade paralela na cabeça. Sentem-se bem e acham que se vive bem nessa dependência, sem querer saber que a têm, e quando o descobrirem é tarde demais. Dessas pessoas só muita pena, porque não valorizam os pequenos grandes prazeres do mundo offline e não sabem, de todo, aquilo que andam a perder.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Madness



Instalou-se a loucura nos centros comerciais com a chegada dos saldos ontem. Não foi uma chegada para todos, mas basta que o nome Zara esteja na mesa para que a paz termine.

Ontem marquei presença na abertura dos nossos amigos saldos para buscar algumas pecinhas que tinha debaixo de olho há muito e no fim saí do centro comercial a rastejar. Depois de horas a desviar-me de roupas pelo chão das lojas, encontrões de mulheres de força que levam tudo pela frente quando têm uma camisola na mão, música de discoteca a bombar e sacos pesados na mão, estava morta. Foi uma luta andar lá dentro e eu saí às 17h, mesmo a tempo de não ser esmagada pela (ainda maior) confusão que se ia gerar a partir dessa hora. À volta do centro comercial continuava o caos entre os carros. Agora gostava de voltar para ver mais umas lojas mas falta-me a coragem de passar por aquilo outra vez. Deixo o conselho de verem primeiro online o que querem comprar e ir directo ao assunto, ou é uma aventura. Ah, e a regra número um é esperar que passe o fim-de-semana, porque tudo o que descrevi aconteceu numa simples sexta-feira...