quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Finalmente o Outono

O outono chegou a sério, passado um mês. Traz sempre consigo os ares de nostalgia, melancolia, ao mesmo tempo que nos empurra com a sua bonita brisa para que façamos mais e melhor. Que recomecemos.




Para mim o outono, assim que começou, trouxe-me maus presentes, pequenas doenças que se sucedem e me impedem de pôr em prática tudo o que havia planeado para a nova estação - mudanças em tudo, física e mentalmente. Será pelo excesso de planos e entusiasmo de setembro que isto aconteceu? Costuma ser por isso que nunca me são permitidas as grandes mudanças e atitudes: o meu excessivo entusiasmo e compromisso com elas. Que frustração!

Pelo início do outono, faz hoje um mês, acordei exausta após o casamento da minha boneca. Sabia que era ainda mais emocional do que físico, porque com as dores musculares (das danças? dos saltos altos?) eu aguentei vários dias muito facilmente. O pior mesmo foi ter acordado engripada, o que veio a piorar ao longo dessa semana e agravou-melhorou-agravou ao longo de semanas, ao ponto de atualmente eu ainda não estar totalmente curada! Já curei a gripe depois de duas semanas "de molho"; depois tive de curar uma espécie de gastroenterite que me manteve na cama mais uns seis dias; quando a barriga deu tréguas começou a garganta a inflamar e deixou-me novamente num estado febril, até hoje. Tem sido uma sucessão de micro-doenças, sem um único dia de folga, e às vezes acho que o stresse e a frustração de estar assim, em baixo e inerte por causa de me sentir tão mal todos os dias, também não me deixam recuperar deste ciclo deprimente de corpo doente.




É quando estou adoentada que este blogue hiberna e neste caso já se passaram semanas. É só mais uma das minhas tarefas e prazeres que ficam pendentes, mais um reflexo da minha ausência para tudo. As arrumações ficam adiadas, as leituras em espera, a organização é um eterno mito e o trabalho, todo ele, fica sem efeito, estagna, é uma tristeza. Fico deprimida. Mas isso não me ajuda a recuperar, certo? Nem isso nem as mil aventuras por que tenho passado nas últimas semanas (que em nada têm contribuído para a minha recuperação!). São muitas emoções e incertezas a coexistir e a deixar este corpo frágil em sobressalto.




Felizmente, e segundo o que a minha mãe diz (e as mães não se enganam), as reuniões e deslocações das últimas semanas, que me puseram neste estado (ou, para ser justa, que nunca me deixaram recuperar dele), também poderão ser as que me vão recompor, se resultarem no que esperamos. Aí compensarão tudo e também as minhas pequenas doenças, provavelmente fruto do stresse e de um sistema imunitário sofrido, se vão evaporar. Pode ser que eu tenha, nos próximos dias, boas notícias. Das que esperamos e necessitamos avidamente há tanto mas tanto tempo.

1 comentário:

Green disse...

As melhoras querida, e que essas boas notícias apareçam bem depressa *