sábado, 22 de agosto de 2015

Too Emotional



Foram emoções a mais. O recordar da série das séries, o voltar a morrer de amor por Nova Iorque, uma maré de emoções com tanta história de amor condensada em apenas um muito longo episódio. Ontem vi pela primeira vez o filme do Sexo e a Cidade e só não sei como não tinha visto mais cedo o prolongamento das seis temporadas de episódios que devoramos com o maior entusiasmo e no fim nos deixam a querer muito mais. É como se fosse um episódio gigante, mas que parece tão curto quanto os de vinte minutos habituais. Eu nem dei pelo tempo a passar, entre lágrimas e risos - acho que chorei umas cinco vezes em duas horas e meia de filme mas não se preocupem porque era só de tanta emoção junta, ver Nova Iorque misturada com muito amor e tanta vida. Não se aguenta ver esta série sem querer fazer logo as malas com um bilhete só de ida. Reacendi a minha vontade ardente de viver lá, quem me dera ter crescido ali, vivido o meu início de juventude ali, ter construído toda a minha vida ali.

O lifestyle nova iorquino é a minha cara, é o que procuro em todo o lado aqui e não encontro, é o meu tudo, e pior que ver seis temporadas de um sonho é ler os livros da Candace Bushnell. Nunca li o Sexo e a Cidade mas nos últimos anos li outros três da autora, todos passados em Nova Iorque, e chorava de emoção ao longo dos capítulos, a pensar que pertenço tão perfeitamente àquele cenário. À cidade que nunca dorme, à terra de todas as oportunidades, cheia de cultura, negócios, moda, lazer de qualidade, cafés tão queridos ou rústicos ou artísticos ou trendy a cada esquina, onde cada nova iorquino luta diariamente pela sua própria influência, destino e felicidade. Onde estamos todos com todos tão facilmente embora cada um seja o dono do seu próprio espaço, do seu eu. Onde tudo fica tão fácil no meio do difícil, porque toda a gente está a lutar, sozinho e em conjunto. Onde há tudo a acontecer a toda a hora. Onde há os cenários naturais mais lindos e calmos no meio da mais bela visão citadina de prédios que crescem em direção aos céus. Onde há os melhores terraços, hotéis de sonho, as melhores galerias de arte, espetáculos e museus, diversão noturna que é mil por cento a minha cara, noites tão giras, restaurantes per-fei-tos e para todos os gostos, as melhores saídas entre amigas, as casas mais fantásticas escondidas naquelas ruas típicas nova iorquinas (o sonho dos sonhos), os melhores escritórios do mundo para trabalhar, a melhor mentalidade de todas.

E deste lado escreve quem nunca foi a Nova Iorque. Sonho constantemente conhecer esta cidade que me consome as emoções à distância, se é um sonho para tanta gente viajar até lá, eu guardo esta ânsia de ir sentir a cidade que nunca dorme e experienciar um pouco do lifestyle deles, dentro dos possíveis. Ainda sonho estudar lá, já cada vez com menos idade para grandes estudos (quando tinha uns 21 anos já sonhava com isto tudo e pensava que ainda podia mesmo ir estudar e viver lá, porque podia!), mas pelo menos uns mini cursos ou formações ainda dá, claro que dá! É um enorme sonho passar lá uma - ou muitas, muitas, muitas - temporada da minha vida. Felizmente, o sonho comanda a vida. Só é pena que a minha vida seja comandada em tantas direções, de tantos os sonhos que aprisiono em mim.

Um dia, Nova Iorque, um dia!

1 comentário:

Green disse...

Se queres assim tanto, vai, luta por isso, e certamente que irás conseguir :)