quinta-feira, 20 de agosto de 2015

I Am Back




Não se iludam com a minha ausência, já voltei de casa dos pais há uma semana, na sexta-feira, mas a vida pela capital é sempre uma montanha-russa. Mesmo quando é muito mais serena, como nestes últimos dias, é um turbilhão de emoções porque os eventos não param e as notícias nunca são as melhores. E por isso quase todos os dias nos desiludimos, todos os dias nos recompomos e todos os dias recalculamos. Reorganizamos, redefinimos, restabelecemos objetivos. Cada dia para mais longe, cada dia para mais depois, mas à deriva nunca andamos. Não damos hipóteses ao acaso.

Até quando estive estes cinco dias fora para apanhar um bocado de sol no meu corpo transparente (sol que se dignou a aparecer quase nunca) as coisas conseguiram correr mal no nosso projeto. Eu que ia lá para respirar fundo e acalmar a mente, entre a serenidade da praia, aulas de ioga e comidas reconfortantes da mãe, continuava a receber só más notícias, que afinal as coisas não estavam a avançar, muito pelo contrário, só a retroceder, só a complicar. Mas o que ia eu fazer? Deitei as minhas lágrimas, tentei tirar partido dos dias que ia ter ali na mesma, ainda que tão sozinha, e sempre a pensar como poderia melhorar, a mim e aos nossos objetivos.

As melhorias começavam por tentar passar a ter algum tempo para nós, não só como casal mas precisamos muito também de melhorar individualmente. Queria muito ter voltado para Lisboa e prolongar o ritmo de exercício que consegui fazer lá, ter caminhadas duras (com longas subidas, aqui é tudo plano) e as aulas de ioga e pilates (brutais para o corpo e para a mente) e também conseguir manter alguma da exposição solar a aproveitar este restinho de verão que ainda temos, conseguir ter saídas, conviver o suficiente com a luz do dia, sair e conseguir conviver com alguns amigos também.

Depois as melhorias são sobretudo a nível profissional. Especialmente ao nível individual, mas também muito em conjunto. Se a nossa estagiária foi de férias, por aqui é tempo de recapitular, reformular, redirecionar. Mas nem tudo pode ser sempre a apontar para o futuro, se reformularmos a cada mês e a cada semana para o futuro, ele nunca chegará. E os anos continuarão a passar assim de enfiada. Isso é tão certo quanto o tempo estar a mudar lá fora.
O que agora sabemos é que vamos dar mais o melhor. Mais juntos e ainda mais determinados, com mais qualidade. Para sair deste ciclo sem fim e entrar num novo.

Quanto a este restinho de verão, vamos só agora, já à porta do fim, começar a sair de casa de vez em quando e esperar que o tempo colabore. Também vou tentar por tudo ainda ter férias este verão, tenho um mês curtinho para conseguir concretizá-lo. Disse o mesmo no fim dos últimos três verões, a desesperar e a morrer por dentro, e no fim não consegui. No fim ficou sempre para o ano seguinte. E no ano seguinte nunca aconteceu. Como este ano é mais um dos "anos seguintes" e eu não posso acabá-lo da mesma forma que os três anteriores - não posso, não consigo, não dá -, agora é aproveitar cada dia para evoluir e tentar fazer acontecer. Viver um dia de cada vez neste agosto, que afinal já não está no início mas no fim(!!!), e espremer e trucidar o mês de setembro, não dar hipóteses, fazer dele o nosso tudo! Onde vamos conseguir triunfar, festejar juntos, escapar-nos, evoluir, estabelecer, estabilizar, melhorar tudo, finalmente mudar.

Podemos já ter perdido quase todas as batalhas neste prolongado processo mas basta-nos vencer uma única para ganhar a guerra. É a vantagem de quem persiste. É o que distingue os vencedores! E se até agora só perdemos, a verdade é que não desistimos e estamos neste momento a armar-nos até aos dentes para travar a maior batalha de todas. Desta vez com toda a estratégia de campo, armamento adequado e soldados mais bem treinados que nunca. Agora não há como não vencer! Vão ser umas belas quatro semanas. I am back.

1 comentário:

Green disse...

Força, continua em frente e nunca desistas de ti :)