terça-feira, 23 de junho de 2015

27 Down




Estou quase a virar mais um ano e durante esta última semana de countdown pensa-se em tudo. Não quero vir para aqui divagar nem fazer queixinhas, sofrer ou refletir sobre o passado (guardo isso para mim), só mesmo partilhar que é uma confusão fazer anos quando sentimos que eles estão a passar por nós sem os agarrarmos. É uma confusão quando o dia parecia tão distante e de repente está mesmo à nossa frente; quando parece que nós e o mundo somos coisas separadas. É, de facto, muito assustador e difícil de colocar em palavras.
Cresce uma ansiedade tão grande por tudo passar tão rápido que mal dá sequer para pensar como passar esse dia, como aproveitá-lo da melhor forma, tomar decisões torna-se mesmo muito difícil! Especialmente quando a primeira ou maior saída dos primeiros seis meses de todo o ano se resume a esse dia... A pressão fica mesmo grande, somem-se da minha cabeça todos os sítios a que sei bem que quero ir conhecer ou onde quero ir passear, e fica um grande nó no pensamento. É isto... Misturado com a ideia difícil de que realmente se passou mais um ano, mais outro... É mesmo verdade, assim tão rápido.
Amanhã será o meu último dia desta idade. Uma idade que eu pensava que ainda era novinha e recente mas afinal já vai mudar outra vez. Muitas questões perturbadoras surgem a toda a hora. Onde tenho eu andado? Que ando eu a (não) fazer para os anos irem mudando e passando sem eu dar conta? Como hei-de lidar com isto? Há alturas em que me sinto grata por tudo o que tenho e sinto-me injusta pelos choro e tristeza profunda, outras vezes simplesmente sinto-me totalmente perdida neste passar do tempo que me afunda a alma e suga as forças. No entanto, estou a tentar muito, mais do que nunca, manter-me positiva. Não me deixar abalar por tudo o que me rodeia, pela minha realidade, pela falta que me tem feito tanta coisa essencial, pela ausência de uma vida em pleno (ou um mínimo disso) e pela falta que me tem feito expressar-me, conviver, parar, crescer, respirar, evoluir, viver. Estou a tentar ao máximo agarrar-me ao que já tenho, que é um potencial incomum para uma série de coisas boas e de qualidade, um amor muito grande, mil sonhos e muitos planos. É com calma que quero conseguir entrar na nova idade... Porque se não posso mesmo travá-la, então que possa conviver bem com ela. Que seja o ano da minha vida em que todo o jogo vira.

1 comentário:

Green disse...

Não coloques tanta pressão sobre ti própria, certamente que tens bons momentos para recordar :)