sábado, 7 de fevereiro de 2015

Não Há Remédio


Passem os anos que passarem, repitam as vezes que repetirem: eu vejo e revejo o Sex and the City como se nada se passasse, como se não tivesse visto aquilo de trás para a frente uma dúzia de vezes. Já perdi a conta a tantas temporadas e episódios, mas assim que voltam a passá-los num canal de séries, é certinho que ficamos ali todas coladas, logo sem remédio. E os senhores das séries, que descobriram isso, passam e passam e passam e voltam a passar a série. Quando termina, recomeça. E nós recomeçamos todas também, como se fosse a primeira vez.

Aqui há uns dois anos lembro-me que a Fox Life anunciou que ia voltar a passar a série, e pensei logo para mim "vá, já viste tudinho, não caias nisso" e mal começou a primeira temporada, lá estava eu a ver tudo. Depois foi ver a notícia a correr toda a blogosfera, numa loucura total com a novidade, e senti-me acompanhada devido à excitação geral por estar a passar a série todas as noites e por toda a gente estar agarrada àquilo pela +- décima vez, tal como eu. Acabei por ver tudinho até ao fim, mas o pior é que desde aí que parece que eles passam a série sempre, a dar e a recomeçar, com pequenos intervalos de meses entre ela, e a misturar temporadas e tudo. O resultado? Bem, vejo tudo na mesma. Umas vezes apanho a dar, outras vezes vou de propósito às gravações (ontem foram mais dois antes sair para jantar). E assim dou comigo a ver episódios pela n-ésima vez, com falas que já sei de cor, sequências que já consigo prever e mesmo assim me arranca gargalhadas e me deixa tão feliz no fim. E a alegria quando encontro um episódio que só vi uma vez??

Não sei qual o poder que determinadas séries têm para deter este efeito sobre nós, mas há algumas (muito poucas) que o têm e são essas que podem ser consideradas geniais. Porque são, e porque o mundo é prova disso. Ontem acabei de ver toda a série Friends pela segunda vez. O último episódio cai sempre mal, fica um vazio... Mas sabemos sempre que um dia destes vamos recomeçar a ver tudo, não é assim? Basta que apareça outra vez a dar na televisão e o bichinho acorda. E parecem não existir limites para este comportamento. Porque as coisas boas desta vida são assim, para usar e abusar.