quinta-feira, 6 de novembro de 2014

The Good Living

Passaram quatro dias mas continuo a pensar e a contar como foi o meu fim de semana. É certo que foi ir no sábado e voltar no domingo, que foi só uma noite e não passou de uma breve escapadinha, mas cada vez mais sei que estou mesmo a precisar destas coisas deliciosas na minha vida e que cada saída enriquece mais quem somos, enriquece a nossa memória e a nossa alma.

Neste caso falando de Portugal, uma vida não chega para ver tanta beleza. Não damos tanto valor porque é nosso, mas o nosso Norte, Alentejo, Algarve e Lisboa (e o resto do país no geral) transbordam estrangeiros em qualquer altura do ano, atraídos pela nossa beleza e património incomparáveis. Desde as praias às pequenas aldeias, complementados por um clima perfeito e uma gastronomia que os deixa incrédulos, somos um país que grita pela atenção de quem quer dias de verdadeira qualidade. Ah, e a preços que, vistos de fora, são o maior atrativo.

Mas voltando ao prisma de uma portuguesa...
Eu exploro estas aldeias, serras e castelos desde que nasci, durante toda uma infância cresci com esta cultura. Mas enquanto em criança eu ignorava as vistas e só queria brincar no parque de campismo, agora quando vou quero poder conhecer cada recanto e saber toda a história. Mais... Sentir aquela calma, paz, tranquilidade e genuinidade de quem vive nestas aldeias, algumas quase perdidas, mas tão tão bonitas e marcantes. Fazer uma pausa da correira da vida. São visitas totalmente inesquecíveis pelo som do silêncio, pelo aroma tão puro a verde, pelo verde, pela calma, o encanto de não ter pressas e do sorriso sincero em cada pessoa - quem vive em Lisboa sente um contraste indescritível.
A descoberta da nossa história é outra parte marcante destes passeios. Sentimos sempre um pouco do que eles viveram no passado a atravessar cada "porta" num castelo, cada "sala de armas" ou espreitando para umas masmorras. Tudo aquilo aconteceu mesmo e depois de descobrir mais sobre o passado e de umas caminhadas pelas muralhas dos castelos sabe melhor o descanso ao fim do dia, num quarto maravilhoso de pousada, fresco, além de todas as divisões de charme e música ambiente para relaxar e inspirar pessoas de bom gosto. Por fazer ficaram umas leituras em recantos da pousada que estavam a piscar-me o olho, umas junto à lareira, outras junto a janelas amplas onde se via a rua (tão linda). Também ficaram por experimentar mais a mercearia e cafetarias/esplanadas locais, onde passeavam durante o dia os estrangeiros enquanto nós explorávamos terras vizinhas.

Foram as minhas primeiras castanhas do ano, mas num prato de entrada com cogumelos, e depois num prato principal de robalo. As castanhas assadas guardei para Lisboa! Mas além da gastronomia e das vistas maravilhosas - o restaurante da pousada, além de um charme autêntico tinha uma verdadeira vista de luxo! - trouxe imagens para recordar e não consigo parar de vê-las. São memórias que ficam.
E é por isto que é tão importante viajar. Especialmente quando é para fora, voltamos muito mais ricos. Pessoas diferentes e sem dúvida melhoradas. Prontas para muito mais e dispostas a fazer melhor pelo que queremos. Quem viaja sabe do que falo! Eu um dia saberei melhor.


Pequeno-Almoço na Pousada


Contacto com o Outono


  Ponte Romana Vestida de Outono
(Aldeia de Portagem - Marvão)


Castelo de Vide


 Pelas Ruas de Marvão


 Barragem do Maranhão
(Avis)


Não Resisti! Recordações de Marvão
(Já em Lisboa)


Escapadinha de dois dias passados em Marvão, Alto Alentejo, com estadia na Pousada de Santa Maria. Recomendo tudo, e volto com muita vontade de descobrir as Pousadas de Portugal.

Sem comentários: