segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Guerra Aberta ao Colesterol



Assim que descobri o resultado avassalador dos meus níveis de colesterol, soube que tinha de tomar imediatamente uma atitude. Drástica. No dia seguinte, no médico, confirmei-o. A vontade de melhorar tornou-se intensa e comecei logo a definir metas e estratégias de ataque a este problema que me apanhou de surpresa e me deixou perplexa.

Andava a viver esta vida estranha há demasiado tempo, varrendo para o lado a certeza de que teria consequências. Elas são silenciosas, é fácil fingir que ainda temos tempo, que se podem adiar os cuidados, ir esperando "só mais um bocadinho" para tomar uma atitude. Até que um par de anos voa e somos surpreendidos, e em vez de termos prevenido cenários graves, vemo-nos obrigados a remediar - e sabe-se lá qual a gravidade do que haverá para remediar. Estou muito arrependida de não ter cuidado de mim mais cedo, de me ter posto sempre para último lugar no meio disto tudo. Os primeiros sinais de colesterol apareceram há exatamente um ano, no mês que terminava a minha tese de mestrado para entregá-la. Mas o que ia fazer, desistir da tese? Não foi a melhor altura para fazer análises, estava sob um stress intenso e, apesar de termos ficado preocupados (falo da minha família), fiquei de repetir a análise numa fase mais estável. Mas a fase estável não chegou, só surgiram cada vez mais problemas até que fui fazer novamente análise em maio deste ano, no meio de um turbilhão de coisas e à porta de umas quantas preocupações mais sérias. O colesterol não tinha desaparecido, tinha até aumentado um pouquinho. A médica ficou super preocupada com aquele valor, disse para eu vir para casa, passar o verão a fazer dieta, exercício, arranjar forma de acalmar os meus nervos, cuidar bem de mim e voltar lá com nova análise. Bem, eu não fiz absolutamente nada disso e fui lá com a nova análise, depois de mais uns meses de sedentarismo total, de não sair nem tirar férias, de stress, de zero vida social e de uma nova experiência fantástica: ansiedade com dores no peito. O resultado foi um respeitoso valor de 252mg/dl.

Se por um lado a minha alimentação e peso saudáveis não justificam este resultado, o meu sedentarismo, comportamento fatal do nosso século, estava a levar-me a rebentar por dentro. Por outro lado, este assassino ainda alimenta o meu stress, dá-lhe uma almofada confortável para se instalar, dá-lhe as boas vindas e diz que o meu corpo é o sítio ideal para viver e que aqui pode permanecer. As preocupações dos últimos meses (anos?) levaram a esta bola de neve que agora tenho de desfazer. É uma missão muito mais dolorosa do que a prevenção, especialmente para mim, que estou a começar do zero. Ninguém pode imaginar o que me custa fazer exercício...
Desde o resultado que estou inscrita no ginásio, para começar devagar (a um ritmo possível para mim) mas com frequência. Desde essa semana que estou em dieta ainda mais a sério que a habitual e a insistir muito em alimentos que diminuem o colesterol. Complemento com aulas de pilates, body balance e muitos exercícios de yoga - uma autêntica tortura para mim, pelo menos agora em fase inicial - e com caminhadas no parque sempre que a chuva dá uma aberta. São dores musculares constantes e só as caminhadas já são um desafio para mim, já que a minha má circulação não me permite puxar muito pelo corpo sob pena de me desfazer em comichões desesperantes. Nem vou falar das cãibras em série durante as aulas de ginásio.

É este o estado crítico em que me encontro. É profundamente chocante quando abrimos os olhos para perceber o estado a que deixámos chegar o nosso corpo e perceber como ele andava a gritar por socorro ao longo de tanto tempo e nós a assobiar para o lado! E não ter noção das graves consequências disso, pois são silenciosas.
Eu tive de chegar a este ponto para perceber o mal que andava a fazer a mim própria, mas aprendi a lição para a vida. Escrevo este post com dor no peito, mas agora isto só tem como melhorar. Eu pelo menos estou a fazer por isso, até porque tenho apenas um mês para obter novos resultados e mostrar uma nova análise à médica. Vamos a isso!

2 comentários:

Ariadne disse...

Olá! Aconselho suplementos de magnésio para as cãimbras e cansaço físico e mental; a sério que ajuda e não faz interferência com nada. Antistax tb é bom para a circulação ;) ;)

Boa sorte!!

Miss Purple disse...

Oh isso custa agora que estás a dar mais de ti no exercício...depois a coisa vai melhorando e o gosto melhora também! E lá está, é pelo teu bem .. e nada mais interessa!
Coragem :)