sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Weekend



Aqui estou a preparar-me para algo que não me apetece mesmo nada: ir embora aqui da minha casinha, onde ia passar um fim de semana a ver chover pela janela, meter as coisas em dia, descansar um pouco e, quem sabe, dar um passeio pelo Chiado. Não me apetece mas estou prestes a partir de fim de semana, ter com os meus pais. Já ficam muito tristes quando fico assim vários meses sem ir lá, mas decidi que é a última vez que vou passar lá uns dias e o faço só pelos outros. Tenho o defeito de fazer tudo a pensar nos outros, no que os faz felizes, e não no que me faz feliz. O que mais me faria feliz neste momento era parar um pouco, e o único momento eram os próximos dois dias, e esses infelizmente foram tomados de assalto e estão totalmente agendados até segunda-feira. Que chatice. Pelo menos a agenda é de coisas boas, mimos e passeios, mas dá um pouco de trabalho ir até lá, ficar numa casa onde já não tenho nada meu, onde as ideias são as opostas das minhas, onde estou a fazer um teatrinho desde que chego até voltar para aqui... E isso dá trabalho...

Preciso de estar muito mais comigo e com quem pensa como eu, e menos rodeada de quem pensa tão negativo, das pessoas da minha família que cometem asneira atrás de asneira e ficam a lamentar-se da vida no instante a seguir. Viver como as outras pessoas não é nossa obrigação, muito menos minha, mas nunca sei como reagir quando sou a única rodeada de situações com que não concordo e nem posso ou não quero falar sobre isso, não quero discussões, não com pessoas que nunca vão entender. Então o que fazer quando estes convívios nos fazem mal? Eu só ganho menos e menos vontade desses convívios, e tenho pena, mas é assim que as coisas são... Porque temos de aceitar-nos uns aos outros, mas cada um é dono da sua própria vida e vai ter de viver com as suas escolhas. O ideal era que assim fosse, que cada um aceitasse as consequências das suas asneiras sem toda a gente à volta depois ter de levar com isso em cima também. Eu pelo menos viveria muito mais tranquila porque não estaria constantemente preocupada com as (más) escolhas dos outros.

[Nos próximos tempos quero conseguir dizer que não, conseguir deixar de tentar agradar, de ser perfeita. Decidir pelo que me vai fazer sentir bem, mesmo que não seja o que deixa os outros felizes. Decidir pela minha consciência, e não acabar à noite a pensar "mas porque fui aceitar aquilo?". Não tomar decisões por pena. Escolher aquilo que me faz bem, e não o que faz bem aos outros. Afinal de contas, as pessoas do mundo inteiro também estão a fazer isto por elas próprias.]

1 comentário:

Joana disse...

Quando conseguires fazê-lo, ensina-me o segredo... Pq eu tb tenho muita dificuldade em dizer "não" e em desligar-me do impacto dos e nos outros...

Enfim, positive feelings! E boa semana! :)
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