sábado, 12 de outubro de 2013

Recuperar



Hoje foi um bom acordar. Foi o primeiro dia, depois de uma semana e meia, que não acordei com dores feias de rins e barriga devido à minha doença. Tive uma semana tramada, de muitas dores, muitos remédios, e o trabalho no meio disto tudo. É uma fase demasiado importante para me dar ao luxo de repousar, mas a cada dia isto só piorava, estava cada vez mais preocupada. Ontem tomei o último comprimido antibiótico e ainda me doía tudo, coisa estranha e preocupante. Hoje, aparentemente, passaram essas dores mas continuo a não querer festejar. Passei um mau bocado, de muita fadiga e indisposição e sempre a trabalhar durante o processo, nada fácil. Ontem a minha mãe veio de propósito a Lisboa para me dar uns mimos curativos, arrancar-me de casa, dar uma volta junto ao rio. E não é que resultou tão bem?

Hoje foi ainda melhor acordar por saber que era fim de semana. O primeiro que tenho desde há meses, sem exagero, e por mais que pareça mentira. Preciso tanto de descansar e recuperar que a lista interminável de tarefas que tinha por cumprir para o primeiro fim de semana que tivesse (com coisas tão básicas como compras para a casa, limpezas, arrumações, depilações, organizações, coisas importantes no computador, e já não falando em coisas agradáveis de se fazer) fica decididamente adiada. A prioridade total é recuperar para mais uma semana muito cheia e atribulada. A verdade é que nem assim eu consigo desligar-me totalmente, queria estar a adiantar trabalho mesmo durante o fim de semana, por mais imperativo que seja eu passar 24 horas quietinha. Ainda me escapei ao computador hoje para pegar nisto e naquilo, assim como quem não queria a coisa, e o tempo passou a voar.

As más notícias, e porque no último dia de cada doençazita minha teima em aparecer-me alguma novidade triste, é que tenho estado agora com princípios de amigdalite - dores de cabeça horríveis, de pescoço, de garganta, de ouvidos, olhos a arder, mal-estar geral, febre ligeira... - e nem dá para saborear o meu descanso forçado. Podia ler umas revistas, ler o meu livro, ver um filme, ver coisas giras online enquanto sou obrigada a descansar. Mas não, com o corpo doente só quero desligar o cérebro. E é assim que o meu primeiro fim de semana se desperdiça. Mas sem ele não teria conseguido seguir em frente. E ainda tenho muito por recuperar... Que o domingo, tão mas tão curtinho, esteja comigo :)

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