terça-feira, 10 de setembro de 2013

Confusing times


Se por um lado eu gosto de festa, morro de saudades das pessoas e merecia fazer uma festa de arromba quando terminar a minha tese (quando a entregar e não for preciso falar mais nisso - esse momento vai mesmo chegar??), por outro lado, tenho cada vez mais vontade de me isolar e me esconder, reflectir e recomeçar, quando toda esta parte acabar. Imagino-me num sítio só meu, quieta, silenciosa, tranquila. Um tempo só para mim, de balanço e re-equilíbrio, recuperação total, dar-me os cuidados que preciso. Mas obviamente é apenas a minha imaginação, pois como sempre, quando terminar esta maluqueira, tenho já pilhas de outras coisas inadiáveis à minha espera. E garanto que nenhuma delas é lazer. Não é mau, é simplesmente muito cansativo. É sempre tão cansativo e tão desgastante, sem nunca parar.

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Ontem fui procurar os próximos concertos da Katie Melua em Londres. Agora, sinceramente, preferia não ter ido ver nada. Tenho o desejo gigante de ir vê-la (a qualquer lado, porque ao nosso mini-país ela nunca virá) e o desejo ainda maior de ir a Londres e perder-me por lá. Quando vejo que ela vai atuar ali, na minha cidade favorita no mundo, no dia 2 de outubro, dias depois de eu entregar a minha tese e que seria o presente perfeito de mim para mim se eu tivesse uma vida minimamente normal, fico de coração partido. Ficou desfeito em mil pedacinhos. Queria não ter visto nada, juro que queria. Sonho em passar uma temporada em Londres na altura do Natal, mas ir agora calhava tão bem. Era isso ou umas férias paradisíacas de praia bem longe numa ilha qualquer. Eu já mereço tudo.

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