terça-feira, 20 de agosto de 2013

A verdade é esta


Só vejo gente a brincar com a vida e à espera que tudo venha a correr bem a seguir. Acham que, de um momento para o outro, têm um trabalho, ganham o primeiro ordenado e a partir daí começa a vida de adulto. Compra uma casa com o primeiro ordenado, é rico e feliz. Não pensam que talvez não seja bem assim, que há um (longo) intervalo de tempo entre o primeiro emprego e o começar realmente a poder fazer o que se gosta. Mas não, é esticar até não dar mais a fase de brincadeira, sem perceber que assim só vão ter vida organizada ali pelos 40 anos ou talvez nunca. Não, isso não lhes passa pela cabeça, têm a certeza que é mesmo a partir do primeiro trabalho a sério. E ao perceber, mais tarde, a realidade, é que chegam os problemas.

Nada de problemas sérios. O que acontece é que pensam que já está tudo em ordem porque finalmente se decidiram a trabalhar, querem começar as vidinhas logo aí (quando deviam ter começado a trabalhar muito mais cedo para "começar as vidinhas aí") e o problema vem depois disso: andar a viver mês após mês só do salário que se tem, sem ter reservado nada antes, não chegar para fazer a vida que muitos outros levam, e passar a vida a choramingar.
Passar a vida a choramingar! Tão típico! Ai que o governo isto e aquilo, ai que o dinheiro não chega para nada, ai que esta crise é lixada, ai que os outros só têm é sorte, ai papá-mamã preciso de uma ajudinha, ai que agora só me safo se arranjar uma mulher rica. Quanta infelicidade e frustração vejo neste cenário. Para sempre. Estou preocupada e farta, fartinha, destas pessoas. Destes que estão em casa a fazer-se de adolescentes até aos 20's e depois passam o resto da vida a queixar-se e à procura de ajudas.

Mas o que escrevo aqui hoje serve para quê, afinal? Só e exclusivamente para me lembrar que, caso me dê bem, ou nem que seja extremamente bem, depois de todo este esforço de agora, não vou ajudar ninguém que não tenha merecido antes. É neste momento que vejo do que são feitas as pessoas, e não quando mais à frente vierem pedir ajuda. Ajudo quem se esforçou sempre, quem tentou, quem teve algum azar, mas não quem ficou à espera da sorte. Quem está agora de barriga para o ar vai ter de saber viver com isso mais tarde. É isso ou irem bater a outra porta.

2 comentários:

marta. disse...

ora aqui está uma boa verdade :)

beijinho

Telma disse...

Concordo plenamente :)

http://trapeziovermelho.blogspot.pt