terça-feira, 28 de maio de 2013

Vidinha dura

Começou mais uma semana, estão cada vez mais iguais. Tento contrariá-lo, com pequenas iniciativas no meio da agitação do trabalho e com ideias pequeninas, mas depois lembro-me que o tempo não é para festas e tudo continua igual. Resta trabalhar... e trabalhar, antes que algo termine mal.

Ao fim-de-semana, vou admitir, é quando custa mais. Vai para oito meses que mudei para o Parque das Nações e continuo sem ter aproveitado a zona. Imaginava-me a entrar na Primavera já com muito mais tempo, a aproveitar a minha varanda de casa, namorar lá muito, sair por estes jardins, ir jogar ténis, andar em forma no meu vizinho ginásio, explorar todas as esplanadas e espaços de lazer. Dizia eu que ao fim-de-semana custa mais... É quando me deparo com as pessoas a fazer tudo isso, mas em versão multidão. Mesmo. É vê-los nos piqueniques, a rebolar pela relva (literalmente), e ler um livro debaixo da árvore acompanhados dos mais-que-tudo, a sair de bicicleta em família, a encher as esplanadas logo pela manhã de sábado (em família, beautiful), a levar as raquetes de ténis às costas. É tudo isto e muito mais sempre que saio e quando não saio vou espreitar na janela. Erro meu, erro meu!

Este domingo custou especialmente. Foi a última sessão de Out Jazz aqui no Parque Tejo, foi a melhor edição de sempre, a maior adesão e ouve-se tudinho em minha casa. Ao fim da tarde, ouvia-se o jazz e as boas vibes das pessoas a entrar pela minha janela de sala, juntamente com um sol dourado que já me estava a deixar em frustração completa por estar a perder o melhor desta vida. A verdade é que daqui não posso sair enquanto não cumprir as minhas obrigações maiores. E no domingo a tarde acabou com esse sol na cara, em casa, e uma musiquinha que me soube muito bem, enquanto continuava a estudar.


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