quinta-feira, 30 de maio de 2013

Photo Diaries

Não costumo partilhar as minhas fotos do dia-a-dia, mas são muitas, sempre. É uma espécie de vício que criei com a minha primeira máquina fotográfica a sério, o de registar todos os momentos. Todos todos não são, mas aqueles que sei que poderia não me lembrar mais tarde se não fosse esta e aquela fotografia. Os momentos mais óbvios não necessitam, mas os mais pequeninos sabem bem recordar mais tarde. É através destas fotos que me vou apercebendo que, com o passar do tempo, aquilo de que sentimos mais falta são coisas a que nem dávamos valor... Coisas pequeninas, sempre! Aquelas que vão mudando ao longo do tempo, sem notarmos, e que quando vemos uma foto, dizemos com um suspiro: "bons tempos...".

Agora não fiquem a imaginar-me com uma máquina sempre em punho. Já fui assim, mas agora quem regista tudo é o iPhone. Por preguiça ou por comodidade - ou até para não assumir o meu pequeno vício - é no telemóvel que registo tudo o que quero. É por isso que o Instagram se tornou dos meus melhores amigos desde que apareceu - e veio criar este viciozinho também em milhares de pessoas nem ligavam muito a fotos. Dou muito uso à minha conta, mas não tanto como dou ao acto de tirar fotos em si. Em cada dez situações lá vou eu "instagramar" uma fotozinha.

Acho que posso concluir que não tenho partilhado muito do que faço por aqui, e neste blog que só uso para também registar momentos, opiniões e situações por que passo, bem que me podia esforçar mais para colocar aqui umas coisinhas e ficar "duplamente registado" ;)

Esta manhã tirei um bocado para "o meu momento" - basicamente um luxo a que me dou no meio dos trabalhos e me sabe liiiindamente - e fui até uma esplanada que frequento para tomar o pequeno-almoço. Tive uma companhia inesperada, tão carinhosa que não consegui tirar os olhos "dela". Foi uma companhia canina, que não desgrudou de mim e não fosse o dono a vigiar tão bem, eu tinha trazido aquele cãozinho comigo para casa. Despertou ainda mais a minha vontade de ter o meu, pela primeira vez, como a experiência mais afectuosa da minha vida. Confesso que não resisti acabei por dar-lhe quase todo o fiambre da minha sandes.





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