quarta-feira, 13 de março de 2013

Pop fans


Sobre o tema "Justin Bieber" tinha de dizer qualquer coisa, porque eu não quero aborrecer ninguém com isto, mas eu própria já estou aborrecida! Estou pasmada com a revolta do pessoal sobre a vinda do miúdo e sobre o facto de haver tanta gente a gostar dele (nada de novo, portanto).

Sobre isto só quero dizer que nunca gostei de gozar com as ideias ou preferências das outras pessoas - tal como nunca fui de esconder os meus próprios gostos e opiniões divergentes do resto do mundo (a não ser para evitar uma boa discussão, claro) - e até agora continuo fiel a este princípio. Não me faz qualquer confusão que existam fãs do rapaz, que é tão artista quanto os outros todos que por aí andam e que também têm sucesso, mas nunca ninguém se lembrou de gozar com eles também. O Bieber teve o "azar" de começar tão novo, com aquele cabelinho inocente e cara de menino, coisa com que todos os invejosos aproveitaram para começar a gozar desde cedo. As pessoas sentem-se superiores a mandar o outro para baixo, é assim que o mundo funciona e, apesar de ser uma triste verdade, quanto a isso nada a fazer.
Desconfio sempre da necessidade que algumas pessoas têm de gozar com as outras (mostra muito sobre as suas próprias inseguranças) e por isso reparo sempre quando alguém goza com este miúdo. Não é que o conheçam, não que ele tenha feito alguma coisa de mal, não que ele cante mal, não que ele seja feio, nada. Simplesmente gozam, com nada em particular, são felizes assim nesse minuto. E as miúdas que deliram com as músicas dele têm de escondê-lo, por vergonha. Já conheci uma ou outra miúda dessa idade assim e é triste de ver. Eu nunca fui de esconder os meus gostos musicais de quem quer que seja, por mais criticados que fossem (mais uma vez, por estupidez, inveja, nada-para-fazer, whatever), mas nem toda a gente consegue assumir os seus gostos assim tão facilmente, o mundo não é assim tão simples - sim, eu adoro backstreet boys e muitos outros cantores de músicas românticas, ainda!

As pitas de hoje também têm o direito a ter ídolos, a vibrar com as músicas e a ter emoções ao ouvi-las, ao vê-lo, ao ver os músculos dele, seja o que for. É disso que se trata a música, emoções fortes! E quem não gosta delas? Todas nós tivemos os nossos ídolos de adolescência, posters por toda a parte, músicas que nos emocionavam em modo repeat até deixar os nossos pais loucos da cabeça. Não faz parte? Depois tudo passa, fomos felizes e não fizemos mal a ninguém.
É só por isto que não entendo o porquê do sensacionalismo dos telejornais nos últimos dias, a revolta de todas as pessoas que de repente não têm mais em que pensar, e qual o espanto de um cantor mover tantas miúdas, que têm o direito a gostar de um ídolo, mesmo que maniento (como todas as grandes estrelas pop). É claro que não deixa de ser chocante ver a miúda de 15 anos tatuada, o rapaz esquisitóide a explicar o amor que sente pelo Bieber e as miúdas que faltaram uma semana às aulas pelo concerto com a autorização dos pais, mas esses são a excepção e são exactamente aquilo que os telejornais procuram para mostrar. Isso transcende a realidade, é puro fanatismo e disso há em todo o lado, a toda a hora. E eu vou ficar chateada e perder o meu dia por causa disso? Até porque o que eu ouço realmente a falar por aí (e desde sempre) é chamar ridículo a quem gosta do Bieber. E para mim esse tipo de julgamento é que só pode vir de alguém ridículo.

1 comentário:

Vânia Silva disse...

Mai nada!!!
É assim mesmo :)

http://saladosilenciocorderosa.blogspot.pt/