segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Nation Branding


Para além do marketing para produtos, para empresas e até para pessoas (tema que gosto bastante e era das minhas opções para abordar em tese), existe o marketing para países, que é cada vez mais explorado. Acabo de ver na Sic Notícias uma boa análise sobre o tema e fiquei cheia de vontade de explorá-lo. Ao contrário do que pensamos, a marca Portugal está muito mal explorada e, segundo os especialistas no assunto, por esse mundo fora nem se sabe ao certo se somos um país ou apenas um buraco negro. Na Europa, zona em que somos conhecidos pelo menos como país, perdemos bastante credibilidade com a crise económica que atravessamos. Neste caso não somos os únicos, porque países como a Irlanda, Espanha, Itália e, sobretudo, a Grécia, têm a sua "Marca-País" bem trabalhada mas agora viram as suas reputações a desmoronar com os pedidos de ajuda financeira.

Bom, a reflexão aqui é sobre o que estamos a fazer de mal. Acho que o primeiro ponto seria reconhecer que falta trabalhar mais no assunto, porque quando é um especialista inglês a vir dizer-nos que o nosso país tem um potencial enorme para mostrar ao mundo mas não o faz, então estamos a falhar em qualquer lado. A reportagem focou-se nas nossas praias - muito sol, boa comida - e, como país evoluído, no parque das nações. É preciso compreender o que temos de bom para oferecer, mas primeiro analisar a percepção que os outros têm de nós. O posicionamento de um país é dos factores mais preciosos na sua economia e aqueles que têm consciência disso já têm mostrado a diferença nos resultados - aumentam o turismo, o investimento estrangeiro e exportam mais. Numa altura em que estamos cercados de crise, crise e mais crise, era nestes pontos-chave que se devia pegar também, porque são eles que impulsionam grandes melhorias (se passarem realmente do documentário à acção). Não me importava de aprender com os EUA, marca-país mais valiosa do mundo, mas não sei se em Portugal há humildade para isso. Nem humildade nem dinheiro! E muito menos vontade de pensar para a frente. Enfim, era só um desabafo...

1 comentário:

Joana disse...

Pois olha que é um desabafo que muitos altos cargos deste país deviam ler!

A juntar aos teus exemplos teríamos a cortiça, agora em aplicações de moda, e até a junção da pessoa-marketing com o país! Se funcionou com o Eusébio e a Amália e por aí fora, devia funcionar com os nossos empreendedores e "embaixadores" :s metam o Cristiano a beber moscatel e a Mariza a passar férias cá! ;)

bjs*