domingo, 30 de janeiro de 2011

Eu e Lisboa

Damo-nos muito bem. Adoro a capital e sempre quis vir para cá, mas é claro que nem tudo são vantagens e, como quaisquer duas grandes amigas, nós também temos os nossos conflitos. Venho de um sítio tão pequeno e tranquilo que é difícil gerir todo o stress que se respira aqui. É uma cidade cheia de coisas lindas para ver e fazer, mas o pior é que quem aqui vive acaba por não ter tempo para essas descobertas, fica sempre para depois ou tem de ser muito aos pouquinhos, o que deixa aquela sensação de "ainda há muito por fazer", que também não é nada boa. Há sempre a solução habitual: esperar que cheguem as férias para poder descobrir umas quantas coisas. Esta opção também não passa de um engano, já que se trata de uma cidade gigante, em que as deslocações são muito demoradas e para se ir conhecer algo temos de entregar todo um dia em troca.

Foi o que me aconteceu ontem, daqueles típicos "vou só ali à baixa e já volto", em que fiquei um dia inteiro a subir e descer as colinas da cidade e voltei para casa toda partidinha. Faz bem o passeio e vêem-se coisas muito giras, mas nada que compense um dia inteiro. Hoje é só dores musculares e afazeres acumulados.

Com isto quero dizer que este não é o sítio ideal para descansar. Muito menos a cabeça, depois de uma terrível fase de exames.

[Não é por acaso que os alfacinhas fogem daqui a sete pés assim que apanham umas pequenas férias ou fim-de-semana prolongado ou simplesmente um fim-de-semana vulgar. Grande parte também tem casa de férias ou de fim-de-semana longe daqui]


Sendo assim, meto-me esta tarde a caminho de casa, de volta ao sítio pequeno e calmo de onde vim, buscar um bocado de calma para esta cabecinha.

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