quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Acabadinha de chegar de um teste

Economistas e gestores: que futuro?
Detesto estar numa faculdade e ao olhar à minha volta só ver crianças que parecem ter parado (mentalmente) no 5º ano de escolaridade. Toda a turma vai para o teste a fazer conta com o que o colega do lado estudou. Vão com cábulas semi-profissionais, esquemas montados entre grupos, esquemas de todas formas que se possam imaginar (e das que não se possam imaginar também!). Vestem-se estrategicamente, sentam-se estrategicamente, quase há gritos e puxadelas de cabelos porque foi a outra que se sentou ao lado do rapaz que estudou para o teste (sim, porque em média deve estudar uma pessoa para cada quize - estas quinze vão para o teste só a contar com o desgraçado que estudou por si e por elas). No fim saem da sala e abraçam-se todos a dizer "Dá para o 20, não é? Vamos todos ter 20!!!" e ficam muito felizes, quando nem sequer têm mérito nesse resultado.

Apesar de achar este cenário ridículo, cada um faz as coisas como quer e se as pessoas querem ficar na ignorância isso é lá com elas. Agora não me venham é pedir para ter calma quando não consigo concentrar-me a fazer o meu teste porque estou rodeada de conversinhas (bjbjbjbj, qual é a resposta da 4.3?, bjbjbjbj já tens a resposta desta? bjbjbjbj esta não tenho a certeza, pergunta à maria josefina), papelinhos a passar à minha frente e por trás de mim, gente a bater-me nas costas a ver se sei as respostas e outras cenas tão estúpidas quanto estas.
Os professores, esses, muitos deles pouco mais velhos que nós, ou têm muitas dificuldades visuais/auditivas ou fingem que não vêem. Não sei a troco de quê, mas eles lá sabem.

Agora pergunto eu: não é mais fácil estudar?
Pergunto-me que tipo de gestores e economistas se formam aqui. Nem para um mini-teste conseguem estudar. Não querem aprender nem à lei da bala, têm fobia a aprender qualquer coisa. No máximo, num ataque de disposição para o acontecimento, decoram toda a matéria e vão feitos robots para a avaliação. Não se interessam pelo que (supostamente) se aprende aqui nem adquirem qualquer conhecimento no percurso académico. Aqueles cérebros já não funcionam. São desinteressados e saem daqui a saber o mesmo que quando entraram. É por isto que vou continuar a não ter qualquer pena de pessoas que estão há meses a procurar trabalho e depois vêm para aqui queixar-se a dizer que está muito duro e que são um fracasso nas entrevistas, especialmente quando são postos à prova com um mini-teste e não sabem sequer distinguir o débito do crédito. Ai que não tenho aqui a minha cábula! Como diz o provérbio: cada um se deita na cama que faz.

1 comentário:

Sofia disse...

Infelizmente vê-se gente assim por todo o lado. Se a mim me faz confusão, acredito que tu já estejas a tomar anti depressivos :p